O Orfanato

2 Não vou dizer Adeus


Notas iniciais
Está ai o primeiro capitulo, espero que vcs gostem, boa leitura ♥

POV RENESMEE:.

Quando os meus pais morreram, eu não tinha noção do que estava acontecendo, nem se passou pela minha cabeça que eu nunca mais os veria, mas as dividas fizeram isso conosco.

...

Eram mais ou menos umas 19:00 horas da noite, quando a minha mãe resolveu que eu deveria dormir cedo, estranhei a partir desse momento, naturalmente nós iriamos neste horário para a cozinha preparar nossos deliciosos biscoitos caseiros e então, só as 21:00 eu iria para a cama; Nós morávamos em forks, mas meus pais planejavam se mudar para londres, a terra da rainha, eu havia passado meses implorando que nós fossemos e enfim, havia conseguido. Mas ai, ao me deitar, ouvi barulhos muito altos dentro de casa, ouvi gritos de socorro e entrei em pânico, corri para dentro do meu clôset e me escondi, demorou muito tempo até que alguém viesse e me achasse; Eu fui levada para aquele orfanato horrível, continham meninos e meninas, haviam crianças correndo para todos os lados, pessoas realmente mal educadas, e as cuidadoras eram horríveis, nos batiam e nos beliscavam sempre que podiam, e por nada. Nós nunca podiamos ir para o lado dos homens e eles também nunca vinham para o nosso, mas ficavamos juntos em todas as refeições, e foi ai que eu o conheci, ele disse que se chamava Jacob, mas que eu poderia chama-lo de Jake, tinha 16 anos, e seus pais o haviam deixado na porta do orfanato, as cuidadoras foram obrigadas a cuidar dele. E por este motivo o odiavam e faziam de tudo para lhe meter em uma fria. Mas ele também não fazia por menos, já foi pego no quarto das meninas, já cuspiu na diretora e brigava sempre que podia com quem quer que seja, até mesmo com as meninas, mas, eu via algo que diferente nele, talvez fosse aquele jeito de menino levado que fizesse meu coração acelerar e as minhas pernas bambearem. Certo dia estava eu em meu quarto juntamente com algumas meninas, imaginando como seria nossa vida em alguns anos, eu só pensava que, daqui a 2 anos, Jacob já teria 18 e seria obrigado a sair, isto é, se ninguem o adotasse antes, mas ele já havia perdido as esperanças tanto quanto eu. Quando todos resolveram dormir, eu que sempre tinha insônia, permaneci deitada em minha cama, até que ouvi passos no corredor e resolvi levantar. Fui até a porta e encostei a cabeça na mesma, com a tentativa de ouvir algo, mas não ouvi nada, até que senti a maçaneta e me escondi atrás da porta.

— Renesmee? — Ouvi uma voz conhecida até demais e sai detrás da porta o surpreendendo e lhe fazendo dar um pulo de susto. — Caramba, você me assustou.

— Me desculpe. — Respondi entre risos. — O que está fazendo aqui? Você já teve uma ocorrência essa semana lembra?

— Não importa, não nos vemos desde o almoço. — Ele disse e eu fiz cara de brava.

— Sim, você sumiu, aliás, elas estavam loucas atrás de você e dos teus amigos. — Respondi emburrada.

— Não importa, sei que você arrumou uma desculpa. — Ele disse e me beijou no rosto. — Vem, vamos dar uma volta. — Disse e pegou a minha mão,e eu sem saber o que responder apenas o segui.

...

Ele me levou até o jardim, ah, era lindo como a lua refletia em seus lindos olhos negros.

— Já pode me dizer o porque me trouxe aqui. — Eu disse e ele sorriu.

— Não se preocupe, eu não farei nada que você não queira. — Disse e então eu travei, ele chegou mais perto e pôs uma mão em meu rosto afastando o meu cabelo do mesmo, e então me beijou. Eu juro que poderia ver todas as estrelas brilharem para nós, foi o momento mais mágico de toda a minha vida, e então percebi, que estava apaixonada, não era como se fosse aquele garoto que ficamos olhando o dia todo e sentimos uma pontadinha no coração quando ele nos nota, foi algo realmente verdadeiro. Algo que eu poderia levar para a vida toda se pudesse, e parecia que pra ele não era diferente.

...

Mas no dia seguinte, acordei com a notícia, ele havia sido pego no porão usando maconha, e havia sido entregue pelos próprios amigos, por isso eu sempre tive nojo dessas pessoas. Meu coração gelou, e eu desci as escadas correndo na esperança de vê-lo e poder conversar e entender o que havia acontecido, mas descobri que ele havia sido mandado para o reformatório, e eu nem pude me despedir, parece que a noite passada, foi nos dada como um adeus.

Passei noites e noites chorando, e jurei que um dia o reencontraria, mesmo que demorasse, mesmo que eu tivesse de esperar até os meus 18 anos, eu sabia que eu ainda o reencontraria.

...

Os anos passaram lentamente, levando com ele todas as minhas esperanças de finalmente encontrar o meu amor, eu finalmente estava fazendo os meus 18 anos, 6 anos depois, e eu já havia desistido, ele teria agora 21 anos, um homem formado, e com certeza já teria me esquecido, mas as vezes doía pensar nessa hípotese.

Eu finalmente estava saindo daquele lugar, sem medo de deixar tudo pra trás, eu agora poderia construir uma nova vida longe daquele lugar, isto é, eu precisaria antes começar a trabalhar para poder bancar um apartamento para morar ou alguém para dividir um, mas isto era detalhe, ou pelo menos era isso o que eu achava.

Notas finais
Gostaram??? Espero que sim, por favor deixem comentários.