O Olho do Fim

7 Capítulo 7: O Mágico Onipresente, Peter Chapman!


Notas iniciais
Espero que gostem deste capítulo novo, boa leitura!

– Merry, ele é seu amigo?

– Sim. Pete me ajudou muito. Ele é um mágico, caso não saibam, e ele consegue ir de um lugar para o outro.

– Hm. Depois da onipotência do Olho do Fim... Existe um objeto que carregue consigo a onipresença ao portador?

– Sim. – Peter interrompe. – É o cetro que eu carrego. Eu estou em todos os lugares ao mesmo tempo, praticamente, graças a ele.

– Eu tenho uma dúvida. Onipresença não traz oniciência?

– Hm... Nesse caso, precisamente não. Oniciência dá a você o poder de saber de todas as coisas: Presente, futuro, e passado, enquanto eu só sei o que acontece no presente, sem contar viagens no tempo, coisa que eu ainda não aprendi a fazer com esse treco.

– Bem... Então... Oniciência traz onipresença?

– Uma coisa não traz a outra. Como você deve saber, mesmo sendo artefatos que podem fazer de seu portador um Deus, eles tem limites. O Olho do Fim, que você provou conhecer, ele te obedece e faz qualquer coisa, porém, ele tem as suas três regras. O cetro também tem suas regras.

– Acho que vou interromper um pouco o interrogatório sobre Zack para uma pergunta. Quais regras?

– Eu não posso condenar a minha – Ele dá ênfase na palavra minha. – linha do tempo caso eu esteja viajando sobre ela, coisa que eu falei antes que eu não sei fazer. Caso eu faça isso, o cetro sumirá de minha posse e eu ficarei preso em uma linha do tempo condenada, para sempre, e dependendo da mudança que eu tenha feito, eu morro em 24 horas.

– Só essa regra?

– Não, eu também não posso pegar os outros objetos imediatamente após um... “Teletransporte”. – Ele faz o sinal de aspas com as mãos. – Eu preciso fixar meu corpo no local e, em 12 minutos, pegar o objeto, enfim. Caso essa regra não existisse, eu simplesmente já teria sido um Deus.

Marshall fecha os olhos em suspeita.

– E a terceira regra é que eu não posso ler os movimentos da pessoa pela mente. Isso seria apenas algo da oniciência, e lembrando, uma coisa não pode levar a outra. Entretanto, eu posso ler a mente das pessoas estando nela. Mas apenas se eu “conversar” com ela. Apenas com telepatia. Eu não posso ler a mente das pessoas para saber quando ela andou pela primeira vez ou coisas assim. Isso também é algo oniciente.

– Uma pergunta. Quando diz... Que já seria um Deus... É literal ou figurado?

– Literal, ora. Achei que soubesse. Quem tem o controle das três jóias tem o cargo de Guardião do Planeta. Um Deus com os poderes da oniciência, onipotência e onipresença. Mais um cargo como a democracia ou a monarquia, mas a cargo do planeta e não tão idiota.

– Isso exclarece bastante coisas. Fale mais sobre os instrumentos.

– Desculpe, Pete, ele soube do Olho do Fim ainda hoje.

– Isso deve ter sido tudo uma loucura pra você, não? Hah, tanto faz. O Olho do Fim, traz a onipotência, e pode ser um objeto bem rebelde. O Cetro do Gatuno, traz a onipresença, e é o objeto que eu possuo. E por fim, mas não menos importante, o Anel do Submundo. Apesar de seu nome estranho, traz a oniciência.

– Segundo o cristianismo, “brincar de Deus” é um pecado severo. – Dave interrompe. – Os cristãos não ficariam zangados?

– Primeiramente, Dave, ninguém está brincando aqui. Segundamente, a palavra Deus é totalmente figurada. Sim, você consegue ter os três poderes ao mesmo tempo, mas as limitações deles só aumentam. E terceiramente, as jóias em questão são parte de uma lenda. E ninguém sabe se ela é real.

– Espera. Se a lenda é real, e as jóias também, por que ninguém mais sabe? E sobre o Anel do Submundo? A oniciência tem limites?

– Bem... Acho melhor eu lhe contar a lenda das três jóias. Ela exclarecerá muitas coisas para vocês no futuro. Bem, como eu disse, existe uma lenda sobre as jóias. Como elas não tem um nome em conjunto, elas são sempre mencionadas como As Três Jóias, e o nome da lenda é A Maldição Perpétua. É um conto legal. – Um livro aparece na mão dele. O título era “A Maldição Perpétua e Outros Contos Aterrorizantes”. Bem convincente, pensou Marshall. – Prestem atenção.

– Tudo bem.

– “Tudo começou com um casal de namorados e seu amigo. Billy, July e Newton. Eles três eram muito amigos e sempre saíam juntos. Billy e July eram namorados e completavam 2 anos de namoro. No entanto, na comemoração da cerimônia, Billy e July acharam algo estranho durante um piquenique. Dentro de uma árvore, havia uma coisa brilhante como a luz do Sol. Como prova de seu amor, Billy deu um anel de ouro para July. Ela guardou o anel para limpá-lo em casa, eles moravam juntos.” Hm... Tem algumas partes, mas eu estou tentando dar uma resumida aqui.

– Tudo bem. – Dave ouvia atento.

– “Deitados no sofá, os dois observaram o anel. A forma que ele brilhava até sobre a mais sombria escuridão, ao menos, era o que representava. July deu atenção a ser um anel que simbolizaria o amor deles, então, pediu para que Billy usasse. Com medo de que seu dedo prendesse, ele coloca o anel. O anel parecia mais largo quando você colocava. Seria apenas impressão? De repente Billy sente uma forte dor de cabeça e começa a ter convulsões. July se assusta e sai do sofá imediatamente. Quando ela estava para ligar para a emergência, uma mão gelada toca o seu ombro. Era Billy, e ele falou para ela as seguintes palavras: ‘Não precisa amor, eles chegariam aqui em 13 minutos e 49 segundos. Seria tarde demais.’”

A janela abre com o vento forte da madrugada. Merry pede desculpas e fecha-a de novo.

– “Ela pergunta o que tinha acontecido com ele, e ele, gélido, com palavras mudando de lentas para rápidas, disse: ‘Eu sei o que aconteceu comigo. Eu sei o que aconteceu a cada ser em cada época do mundo. Eu sei o que existe em tempos que não existia o tempo. Graças ao Anel do Submundo. Obrigado por me seguir, mas agora, eu preciso achar os outros.’” Com outros, posteriormente, a história avisa que ele falava sobre o Olho do Fim e o Cetro do Gatuno.

– Espere. A oniciência não impede você de achar as outras jóias?

– Não. Acho que talvez seja porque ele apenas dá a informação de onde estão, e com isso é apenas meio caminho andado, ao contrário do Olho do Fim e do Cetro do Gatuno, que podem fazer as três jóias aparecerem em sua mão como mágica.

Peter bebe uma água. Volta a ler a história.

– “Antes de sair de casa, July tenta evitar que ele saia.” A história deixa bem infatizada o medo que Billy causava em July, eu apenas não quis resumir isso. Voltando... “Ela tenta evitar que Billy saia de casa e Billy violenta July. Assustada, July liga para Newton e pede que pare Billy. Newton, por sua vez, era astuto e esperto. Esperou Billy achar a próxima jóia e a roubou dele. Antes que Billy pudesse pegar de volta, atingindo algum ponto fraco de Billy, Newton empunhalou o Cetro do Gatuno e com os poderes dele, acidentalmente, fugiu.”

– Como alguém consegue roubar algo de uma pessoa oniciente? Billy não sabia que Newton estava ali? Aliás, ele não sabia cada movimento de Newton ou que ele estaria lá antes mesmo de Billy estar lá?

– Talvez Billy enxergou com sua oniciência um futuro certo com a sequência de ações. A oniciência te mostra o que acontecerá em cada escolha sua. Ele talvez achou o Cetro apenas para Newton pegar, e assim concretizar o futuro que queria.

Mais uma pausa para Peter pensar, e então volta a ler.

– “Newton conversa com July e os dois falam sobre o que o Cetro do Gatuno faz. July estava com medo. Newton a pede para se acalmar e a beija. Um beijo caloroso. Com o poder da onipresença, que Newton aprendeu a como usar, ele parte para procurar Billy. Billy estava em uma casa. Uma casa enorme e vazia. Newton encara o amigo com raiva. Billy não demonstra nada mais que sua face.”

“– Não há mais nada através daqui. – Billy diz com uma voz calma. – Você está feliz?

– O que aconteceu com você? Você não ama a July? Ela está assustada. – Diz Newton, com um tom de raiva na voz.

– Haverá sempre cacos de corações no mundo. Andaremos por cima deles por toda a hora. – Billy estende a mão. – Você não quer ver Ela?”

– “Newton ataca em raiva Billy, mas Billy sabia exatamente onde e quando Newton atacaria, mesmo se ele se multiplicasse. Billy nunca atacou seu amigo. Billy segurou o punho de Newton e o abraçou.”

“– O que aconteceu ou acontecerá não importa. O que iria acontecer não faz diferença. Você tem que ter a decisão de ver o que quiser ver. Você não merece ver o que vê. Você é meu amigo. E eu sempre vou lembrar de você.”

– “Prevendo o ataque de Newton, ele se despediu previamente. Newton socou fortemente as costas de Billy. Billy sorri, enquanto uma lágrima molha os seus lábios secos.”

“– Não se preocupe, meu amigo. Eu ainda estou aqui. Eu posso chorar por o que espera dessa triste história. O que um simples anel fez. – Billy se levanta. As suas costas estavam bem melhores após uma pancada de sua própria mão, já que ele sabia o lugar exato para deslocar benignamente suas costas. – Eu me lembro Dela. Eu sinto muito. Mas agora Ela é apenas uma memória. Mas isso pode ser algo bom. Apenas descubra como.”

– “E assim, Billy se despediu de Newton, que estava chorando muito.” Nenhum dos dois se falou depois disso. A não ser em um reencontro. Mas é outra parte da história longa.

– Não dá pra resumir o enredo?

– Bem... Talvez, mas só porque vocês não sabem absolutamente nada sobre as jóias. Newton sempre quis procurar seu amigo. Por anos tentou. Mas então, ele descobre uma coisa chocante. Billy matou o seu cachorro. Sem mais nem menos. Por vingança, desenterrou seu antigo Cetro e caçou o amigo. Os dois se encontram novamente. Dessa vez Billy estava em frente ao Olho do Fim.

“– O que deu em você? Como você acha que isso me faria bem? Qual é a sua desculpa agora?”

– Com raiva, Newton veste o Olho do Fim e gananciosamente ataca Billy. Com uma pistola, ele atira dez vezes em Billy. Em prantos, ele atira mais dez vezes em Billy. Billy, porém, não demonstrou desviar das balas, mesmo desviando.

“– Você não está preparado. Você ainda não a esqueceu. Mas isso pode ser uma coisa boa. Eu sei que você consegue fazer isso, Newt.”

– Newton esfaqueia, com seu poder de ter qualquer arma que quer, o qual eu também usufruo, por exemplo, pra pegar esse livro, Billy. Ele escapa de todas os golpes de Newton. Por fim, ele segura seu punho e sussurra:

“– Ela está viva em você, Newt. Você só precisa achá-la.”

– A história acaba aqui. Ainda há outra, mas em outro livro. Acho melhor pararmos por aqui.

– Como você consegue pegar seu cetro com os poderes da onipresença mesmo sem o Cetro?

– Imagine as jóias como uma doença. Uma maldição. Quando você perde a posse delas, você continua com parte dos poderes que ela oferecia. Uma parte pequena. Pra sempre. Caso queira saber como uso meu poder de pegar qualquer coisa que quero, eu apenas me materializo em outro lugar que sinto a presença do objeto e o pego. Quando o meu corpo materializado some, a fumaça negra que se expele engole o objeto e oferece ao corpo principal.

– Estou cansado de ouvir. – Marshall finalmente fala algo. – Você disse que essa lenda nos ajudaria a entender melhor, mas está mais pra um conto.

– Bem... Essa história será importante no futuro, se vocês quiserem enfrentar os superiores de Davis, ela será importante. Saibam também que o chefe de Davis possui uma das jóias.

– E qual é?

– Não é óbvio?

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Um homem parcialmente musculoso sentava em um trono. Estava uma escuridão quase que completa no local.

– Aquele prefeito finalmente vai largar do nosso pé. Pelo menos não teremos que nos preocupar com os policiais por enquanto.

– Chefe, nós precisamos planejar nosso próximo passo.

– Eu achei um modo de achar onde estão as outras jóias. No momento, eu me interesso no Anel do Submundo. Daí podemos prosseguir com segurança com o nosso plano.

– O Olho do Fim vai permitir você achar o Anel?

– Não. Mas eu tenho um plano pra fazê-lo achar. Só temos que esperar que ele não nos desobedeça. – O homem balança o medalhão nos dois dedos, como um cordão de hipnose. O homem ri diabolicamente.

Notas finais
Comentem sobre o que acharam do capítulo novo se possível e favorite caso goste da fanfiction. É isso, até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.