Notas iniciais
Boa leitura e não esqueçam de ver o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=ZM0J4We-GFo e de comentar no final, qualquer coisa!

RONALD

– Hehehehe. — O nojento do Filch estava atrás de mim, rindo debochadamente das varinhas apontadas em minha direção. Não dei mais nenhum passo a frente, muito pelo contrário, recuei em marcha ré, até que o quadro se fechou, e só restaram o zelador e eu, naquele beco escuro onde ficava a Sala Comunal da minha nova "casa".

– Siga-me, Weasley. Tenho um local para você ficar. — Argo sorriu com os dentes podres, mais uma vez, enquanto me levava até o subsolo da escola, em direção as masmorras. Iria me prender, estava certo. Eu pereceria sob pão e água.

– Se você pensa que pode me prender aqui... — Comecei a falar, mas ele me cortou, abrindo uma porta de madeira negra e indicando para que eu entrasse. Assim que pisei dentro da sala, velas e candelabros se acenderam em todas as pontas. Era o depósito antigo de Snape. Estava uma zona: penas voando, bezoares fora das caixas, frascos caídos e sem etiqueta...

– Acho que já sabe sua detenção, Sr. Weasley. Só saírá quando este depósito estiver tinindo! E ah, sem varinha, é claro. Prove um pouco da vida do aborto nojento. — Filch ronronou para sua gata, e saiu da sala, trancando a porta por fora. Forcei, chutei, berrei por minutos intermináveis... Nada. Pelo jeito, era eu, e as memórias do finado Severo Snape.

Encostei minha cabeça na única parte da parede que não era coberta por estantes e armários de poções, e um pequeno buraco na pedra me chamou a atenção. Um buraco, feito para comunicação, já que dava em um quarto individual e maculado. Provavelmente de algum outro professor, nada importante. Mas no momento, observar o quarto era mais interessante que cheirar Amortentias para ver se ainda estavam na validade. Não estava afim de sentir o cheiro de Hermione ali, sem poder tê-la.

**

HERMIONE

– Potter, você pode ir para o dormitório da Grifinória se quiser. O Baile de boas vindas ocorrerá daqui duas noites. Seu programa de Auror já foi remarcado, uma cortesia, é claro, pedida por mim para Kingsley. Até amanhã. — Minerva disse solenemente ao aluno predileto, que deu boa noite à mim e sua namorada, antes de sair silenciosamente, olhando para Dumbledore, que sorria com os olhos sob os oclinhos de meia lua.

– Bom, não comentarei sobre os acontecimentos da última hora. Não entendo e prefiro continuar sem entender, ok, senhorita Granger? — A diretora continuou, quando apenas acenei em concordância. — Podem entrar. — Ela disse para a porta, que permanecia fechada.

Neville Longbottom entrou seguido de Luna Lovegood e mais três alunos que eu não conhecia. Provavelmente frutos do último ano, quando abandonei a escola em busca das Horcruxes de Voldemort.

– Bom, vocês estão aqui para que eu possa explicar como funciona a monitoria este ano. Draco Malfoy e Hermione Granger serão os monitores da Sonserina. — Congelei, mas ninguém percebeu. — Gina Weasley e Neville Longbottom, monitores da Grifinória. Luna Lovegood e Callum Steel, Corvinal. Bella Diggory e Jevv Waters, Lufa-Lufa.

– Espera, Diggory? Você é parente de Cedrico Diggory? — Olhei para a garota franzina, de cabelos castanhos, sem pensar que tinha interrompido Minerva. Bella apenas concordou, e a diretora tossiu, para que voltássemos a atenção para ela.

– As salas comunais foram reformadas. Ao subirem as escadas, encontrarão um corredor enorme, com dormitórios dos dois lados da parede. Meninos de um lado, meninas do outro. Caso algum menino tente entrar em um dormitório de uma menina, será imediatamente petrificado. O contrário também. Os monitores ficarão no final do corredor, separados por um banheiro, sim, o famoso banheiro dos monitores. Apenas eles possuem a permissão para entrar em dormitórios do sexo oposto, no entanto, estarei monitorando de perto. NENHUM deslize, ok? — McGonagall sorriu e nos dispensou, e assim que saí, a vi se transformar em um gato, e entrar dentro do quadro de Dumbledore.

Desci as escadas correndo, me despedi dos meus amigos e fui até a enfermaria. De longe, vi Draco sendo trazido de volta a consciência.

– Enervate! – Madame Pomfrey havia apontado a varinha para o seu coração. Malfoy acordou no mesmo instante, berrando sedento por vingança.

– AQUELE TRAIDOR DO SANGUE! EU NÃO ACREDITO! Eu preciso sair daqui! — Senti um pouco de raiva dele falando daquele jeito, mas não podia negar que, vê-lo irritado, fez meu coração bater um pouco mais forte.

Apaguei esses pensamentos no mesmo instante em que os tive e segui para a Sala Comunal da Sonserina, e fui para o meu dormitório, no final do corredor. Última porta a direita, em frente a porta de Draco. Dividiríamos um banheiro.

Quando dei por mim, estava parada, encarando sua porta, sorrindo.

Entrei no meu quarto, e me afoguei no meu travesseiro, pensando em mim mesma, acima de Rony e tudo o que havia conquistado até agora.

**

RONALD

Acordei com um barulho de batidas na pequena janela próxima ao chão da sala de Snape. Era Pitchichinho, trazendo um grande envelope vermelho no bico, que carregava com dificuldade.

Abri a janela e o deixei entrar, tirando a carta de seu bico. Mal esperou para uma carícia, e já saiu voando, longe de mim.

Era um berrador de mamãe. Abri.

RRRRRRRRRONALD WEASLEY! COMO VOCÊ SE ATREVEU A ESTUPORAR AQUELE GAROTO? SEU PAI ESTÁ ENFRENTANDO INQUÉRITOS NO TRABALHO E A CULPA É TODA SUA! SE VOCÊ SAIR MAIS UM DEDINHO DA LINHA, IREMOS TRAZÊ-LO DIRETO PARA A CASA!

Oh, aliás, você já é maior de idade. Pode arcar com suas próprias consequências.

"Alguns discursos, jamais mudam", pensei, me lembrando da primeira vez em que recebi um berrador, no segundo ano, ao roubar o carro voador de papai.

O pensamento que tive a seguir, me paralisou. Eu era maior de idade agora. Estava ferrado. Provavelmente, iria acabar em Azkaban, junto com Lucio Malfoy, que apesar de preso, ainda tinha grande influência as escondidas.

**

DRACO

Quando minha consciência retornou, meu primeiro pensamento foi Granger. Não sabia porque tinha feito aquilo, realmente não sabia.

Mas estava irremediavelmente apaixonado pela sangue-ruim. Eu, Draco Malfoy, apaixonado por uma mestiça. Pior ainda, apaixonado pela Granger.

Granger que havia me socado no terceiro ano, me humilhado sempre. Mas era isso que me atraía à ela. Era essa a nossa conexão. O proibido.

O amor, apesar de proibido e mortal, era livre, afinal.

Notas finais
Esperamos que tenham gostado do capítulo de hoje! Quarta-feira tem mais, e não esqueçam de deixar a opinião de vocês. Estamos adorando ler e responder os comentários, de verdade.