O Observador
2 Pessoa misteriosa
Notas iniciais
Pov Kion
Acordo, e vejo no relógio 07h30min da manhã, mais um dia, como todos os outros. Levanto, me arrumo, vou tomar café e vejo que meus pais ainda não voltaram do trabalho. Que novidade. Pego minha mochila e vou pra escola, por sorte moro a dois quarteirões da escola. Chego lá e vejo que os alunos ainda estão me ignorando por causa de ontem. Como sempre ignorado. Olho no meu armário e tem uma mensagem me xingando e desejando minha morte. Deve ter sido alguma amiga da Andressa, por causa da letra. Entro na sala e sento no meu lugar perto da janela. A aula começa com o professor Nelson, pra variar. Dessa vez ele não me ignorou.
Nelson: Então senhor Kion.
Eu: Que?
Nelson: Você fez o dever de casa?
Eu: Que dever?
Nelson: Ora, o dever que eu passei ontem.
Eu ouvi os alunos cochichando, ele tinha passado dever de casa. Mas ele me perguntou só pra me intimidar. Ninguém merece.
Eu: Professor, você é um cara de 67 anos, já é idoso e estamos no 1º ano, eu só vou dizer mais uma vez, me deixa em paz. Você já esta velho demais pra ficar no meu pé.
Todo mundo ficou quieto, mas dava pra sentir que eles estavam quase rindo da cara do professor.
Nelson: KION VÁ JÁ PRA DIRETORIA!!!
Eu fui pra diretoria, falei com o diretor, ele me mandou fazer uma redação, falando sobre não desacatar os professores. Coisa normal. O sinal tocou anunciando o recreio, saí da sala do diretor. Peguei meu caderno e uma caneta e fiquei na sala de aula e desci para o recreio me sentei no banco do pátio, analisando e escrevendo sobre as pessoas.
Olho pra esquerda e vejo o Jason.
Jason, um cara normal, mas com muitos problemas, sua cara está sempre com hematomas, mas ele vive cercado de amigos. Seu cabelo preto é liso e ele é muito magro. Coitado, com tantos amigos sofre bullying.
De repente meu celular toca, parece que tenho uma mensagem nova. Abro meu celular.
?????: Olá, como vai você?
Olho aquela mensagem, muito estranha, e o numero era desconhecido. Sei que é errado, mas vou responder não perco nada com isso mesmo.
Eu: Vou bem.
Fecho meu celular e volto a escrever sobre os alunos.
Lucas, um valentão, como toda escola tem com gangue e tudo mais. Ele é alto, gordo. Sem preconceito. E tem uma personalidade muito agressiva. Ele bate em todo mundo, inclusive no Jason, por causa disso ele tem tantos hematomas. Por sorte, eu sou ignorado por ele, pelo menos até agora. Porque ele gosta da Andressa.
Olho pra ele, ele tava olhando pra mim. Ele veio na minha direção. Acho melhor correr. Eu me levanto, mas a gangue dele já estava ao meu redor. Me ferrei.
Jason: Ora, é o Kion o observador. Então você magoou a minha Andressa.
Eu: Eu só disse a verdade.
Ele me deu um soco na boca do estomago me fazendo cair. A desvantagem de ser fraco. A turma dele veio pra cima de mim e ficaram me dando socos e chutes, ninguém me ajudou, ou me defendeu. Nenhuma novidade, ninguém nunca me ajudou. Eles pararam de me bater, mas só depois de eu cuspir sangue.
Jason: Então, essa é a verdade. Ninguém te quer aqui, vai embora.
A turma dele saiu andando. Eu fiquei no chão por um tempo, depois eu sento encostado na parede com a respiração pesada. Eu estava cheio de hematomas. O sinal tocou, mas eu não estava com vontade de ir pra sala. Meu celular tocou de novo, mais uma nova mensagem.
?????: Então, você está bem?
Olho ao redor, não tinha ninguém, mas parecia que aquela pessoa estava adivinhando que eu não estava bem.
Eu: Um pouco machucado.
?????: Consegue se levantar?
Eu: Não tenho vontade, vou apenas ficar aqui.
?????: Tem certeza?
Eu: Sim.
?????: Sua cabeça está bem?
Eu: Como assim?
?????: Seu emocional.
Foi quando eu pensei, meu emocional estava bem? Eu me sentia triste, e dolorido.
Eu: Mais ou menos.
?????: Quer desabafar?
Eu: Não.
?????: Beleza, tchau então.
Eu:Tchau.
Eu fecho o meu celular, quem será aquela pessoa? Como ela conseguiu meu número? E como ela sabe sobre mim? Pego meu caderno e começo a escrever.
?????, Uma pessoa desconhecida parece que estuda na minha escola, não sei se é homem ou mulher. Só sei que me conhece, como se ele ou ela me observasse. Por que eu? Geralmente sou eu que observo as pessoas, não o oposto.
Eu me levanto todo quebrado, pego meu caderno, pego a minha mochila do armário e vou pra casa me arrastando. Chego em casa e vou ao banheiro, tiro a roupa, tomo banho, com os machucados ainda doendo, termino o banho então fui pegar algumas bandagens, limpar e lavar os machucados. Enfaixo os hematomas e vejo que tenho um olho roxo, passo remédio e vou pro meu quarto, lá eu coloco uma roupa qualquer e vou deitar no meu quarto. Minha mãe estava dormindo e meu pai também. Fiquei no meu quarto pensando. Quem seria a pessoa misteriosa? O mais estranho é que parece que se preocupa comigo? Por que se preocupa comigo se nem nos conhecemos? Cansado vou pro computador assistir Death Note, um dos animes mais realistas em minha opinião, não existem heróis e nem existem vilões, só pessoas em busca de seus ideais, mas é muito difícil escolher em que lado ficar. Termino de assistir alguns episódios e quando vejo já é de 0h, vou pra cozinha, como alguma coisa e volto pro meu quarto, meu celular toca. Abro-o, outra mensagem.
?????: E aí? Como você esta?
Eu: Eu melhorei, mas eu quero saber algo, posso perguntar?
?????: O que?
Eu: Quem é você? E como teve o meu numero?
?????: Eu sou apenas uma pessoa comum.
Eu: Mas qual é o seu nome?
?????: Não posso dizer.
Eu: Entendo, mas como conseguiu meu numero?
?????: Consegui por acaso.
Eu: Por que você está me mandando mensagens?
?????: Eu só quero ajudar você.
Eu: Por quê?
?????: Porque eu me importo com você.
Eu: Por quê? Você nem me conhece!?
?????: Eu te conheço, você que não me conhece.
Fecho meu celular, quer saber foda-se! Eu não quero saber. Desliguei o celular e fui dormir.
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