O Novo Mundo
2 Capítulo 2 - O Início
Notas iniciais
Enjoy!!
1ª Semana no Inferno
“Vamos logo... Achei que, nesse ponto, você já teria entendido como as coisas funcionam agora, você sempre foi uma garota tão esperta...” Disse à ela em um tom de provocação e um sorriso irônico no rosto.
“Deixa de ser chata, sou uma criança, você deveria estar cuidando de mim e tão me irritando...” Falou a minha garotinha, ficando emburrada logo em seguida.
“Você é minha irmãzinha, MINHA irmãzinha, Jenny, como que você quer que eu aceite que você não aguenta uma simples caminhada?” Falei realmente parecendo ofendida com o pensamento dela.
Ela simplesmente me olhou e bufou, lançando em seguida:
“Foram mais de 3km!! Você acha isso pouco?? Não é toda adolescente de 14 anos que aguenta isso tudo sabia??”
“Claro que sei, mas você não uma adolescente de 14 anos qualquer, é?” E o sorriso em meu rosto cresceu ainda mais quando vi a expressão de Jenny. Havia um misto de orgulho e felicidade em seu rosto, seus olhos brilhavam de animação pelo reconhecimento espontâneo.
“Você realmente acha isso, Kate?” Me perguntou com um brilho nos olhos e um sorriso no rosto que me derreteu o coração, como poderia negar algo diante daquilo?
“Claro que sim baixinha, você é muito especial, mais do que você imagina.” disse sorrindo e a pegando no colo para continuar nossa viagem sem destino.
Foi realmente um grande sufoco no primeiro dia, quando percebi o que estava acontecendo, corri para casa o mais rápido que pude sem olhar para atrás, rezava para que ela estivesse bem. Não, minha Jenny não, por favor, que ela esteja bem. Era isso que pensava durante todo o caminho até nosso apartamento, quando cheguei lá, tinham alguns zumbis no hall de entrada. Passei por eles e matei alguns que me cortavam o caminho com uma facilidade incrível que não sabia que possuía, acho que tinha algo a ver com os vídeo-games...
Subi as escadas correndo, queria que ela estivesse bem, ela tinha que estar bem, ela estava bem, afinal era a Jenny, ela saberia o que fazer, certo?
Tentei abri a porta, estava trancada por dentro,de repente um alívio súbito me ocorreu e soltei o ar que não sabia que estava prendendo. Bati na porta, tentei chamá-la, mas é óbvio que ela não me escutaria, devia estar bem longe da nesse momento, então liguei para seu celular e, graças à Deus, ela atendeu:
“Jenny, você tá bem, pequena? Vem abrir a porta logo pra sairmos daqui!” Disse de um folego só sem esperar por resposta. Nem tive tempo de me desesperar de novo e a porta se abre revelando minha garotinha com um taco de baseball de metal que ganhei do nosso tio um tempo atrás, aquela cena me trouxe um pouco de orgulho e alívio, ela, com certeza, sabe o que fazer para se defender.
“Ta machucada, pequena?”
“Não, você tá bem?? eu tava tão preocupada com você, achei que iria te perder, eu fiquei com tanto medo, não queria ficar sozinha, só de pensar em te perder eu entrei em pânico e vim fazer uma barricada na porta...”
“Calma, J.” Falei cortando seu discurso de 3 páginas.
“To bem, meu amor, mas a gente vai ter que sair correndo daqui, tá um caos lá fora, parece até que Loki veio nos fazer uma visita e resolveu brincar com a gente.” Brinquei arrancando um meio sorriso dela, mitologia nórdica é uma das suas favoritas. Corri pelo apartamento juntando suprimentos em mochilas e algumas outras coisas que poderíamos precisar na nossa viagem, estava planejando viajar com ela, mas não sabia que seria assim...
Depois de juntar tudo, pensei na bagunça lá fora e comecei a empurrar o sofá pra frente da porta, poderia ser uma ideia idiota, mas sair agora, estava fora de questão, então olhei pra Jenny e disse:
“Será que a senhorita poderia fazer o grande favor de me ajudar a empurrar o sofá?” Acho que ironia escorreu da minha boca nesse momento.
“O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO?? NÓS TEMOS QUE SAIR DAQUI AGORA!! VOCÊ PERDEU O JUÍZO???” Ela gritou, fazendo eu me assustar com o quanto ela poderia ser intimidadora.
“Você, por acaso, se deu ao trabalho de olhar pela janela e ver como está lá fora?? Está um caos total, não podemos sair agora, seria mais difícil se movimentar, temos que esperar as coisas esfriarem pra segui em frente, amanhã de manhã vamos sair, a gente pega a moto e então vamos, ok?” Perguntei para ela que estava de costas pra mim, virada para a janela olhando a rua lá embaixo e vendo que eu tinha razão, não havia jeito de sair dali agora, o jeito era esperar.
Empurramos o sofá, desligamos todas as luzes e tentamos não fazer barulho algum, não sabíamos o que os atraía, então resolvemos cobrir o básico que aprendemos com vídeo-games e filmes de zumbis.
Ficamos até, mais ou menos, 20hrs da noite observando eles lá em baixo, vendo como se movimentam, o que os atrai e como fugir. Depois fomos dormir, na manhã seguinte acordamos bem cedo, 6 da manhã, juntamos as coisas e fui ver como estava o corredor do nosso andar. Tinha uns 5 ou 7 zumbis, não consegui ver muito bem pelo olho mágico, se no 8º andar, já tinha aquela quantidade, o resto de prédio estava infestado. Pensei um pouco, precisava me acalmar e fazer o que fui treinada para fazer, ser fria e calculista, olhei a rua e os arredores da escada de incêndio. Não tinha muitos zumbis lá em baixo, era a melhor opção que existente, então peguei o controle do portão da garagem que ficava ao lado do prédio, poderíamos dar a volta por trás do prédio, entrar na garagem, pegar minha moto(ou carro, já que era “mais seguro” de acordo com Jenny) e fugir pra fora da cidade.
Colocamos o plano em ação, já estava com o controle e as chaves. Desci na frente pra limpar o caminho e fechar algumas janelas se fosse necessário, sorte que não foi, estava muito preocupada com esse possível acontecimento.
Quando chegamos ao final da escada e pisamos no chão, acertei a cabeça de um zumbi com o taco, peguei a mãe de Jenny e corri para a garagem, explodi mais algumas cabeças no caminho e chegamos à garagem peguei minha Ranger 4X4 azul, ela era minha paixão, depois da Harley, claro. Entramos no carro, abri o portão e saímos às ruas. Estava tudo deserto, um caos silencioso e uma tensão palpável no ar. Havia vários zumbis nas ruas. Tinha que tirar minhas dúvidas agora, não poderia deixar para depois, tinha que tirar proveito da vantagem que tinha.
Parei o carro, Jenny me olhou com uma expressão confusa, eu dei de ombros e pedi que ela esperasse no carro. Com o taco em mãos, fui pra perto de um zumbi silenciosamente, olhei para os lados, os outros poucos zumbis que tinham naquela rua estavam longe e bem espalhados, então fui para a frente do zumbi e esperei. Esperei um ataque, um sinal que ele sabia que eu estava lá, mas nada aconteceu. Vi Jenny soltando o ar preso dos pulmões dentro do carro, ela devia estar bem nervosa. Procurei um pedra ou qualquer coisa no chão para jogar e vi um pedaço de vidro no chão, apanhei e joguei em um carro que estava capotado na calçada, então o zumbi na minha frente virou na direção do som e o seguiu. Bom, já sabia a sensibilidade deles e como eram sensíveis, ele nem ao menos hesitou em saber de onde o som tinha vindo, ele simplesmente virou e foi na direção exata, isso pode virar um problema, tenho que ter cuidado com isso.
Observei os zumbis mais um pouco, joguei mais alguns pedaços de vidro e depois voltei e entrei no carro, nem entrei no carro direito e Jenny começa o sermão:
“Você está louca, Kate?? O que deu em você? Por que não me disse o que ia fazer?? Seria tão ruim assim me deixa por dentro dos seus pensamentos loucos??” Esperei ela acabar de falar, olhei pra ela com um sorriso no rosto e disse:
“Também te amo, maninha e obrigada pela preocupação, se eu te dissesse o que ia fazer, você teria brigado e insistido em ir comigo e eu não quis arriscar.” Disse tudo com um sorriso no rosto esbanjando sinceridade. Ela pareceu entender que poderia ser perigoso, não só pra ela, mas pra mim também, então elas simplesmente assentiu e me abraçou.
“Não se arrisca sem motivos desse jeito, se você for mordida, eu não vou ter coragem de atirar, você sabe e se você morrer, quem vai cuidar de mim? Posso parecer pronta pra me virar sozinha, mas na verdade, não sou nada sem você, Kate.” Disse enquanto me abraçava e respondi:
“Não se preocupa, não vou morrer e nunca vou te deixar sozinha, lembra que prometi cuidar de você?” Ela assentiu. “Nunca quebro uma promessa e você sabe disso.”
Depois disso, continuamos na o nosso caminho. Saímos da cidade e chegamos à estrada. Já haviam se passado 3hrs na estrada, fizemos uma parada para esticar as penar e banheiro, uns 5km a frente, tinha um celeiro onde passamos a noite, era bem mais confortável que a caminhonete. Na manhã seguinte, a gasolina durou mais uns 100km e acabou de vez, passamos uns dias caminhando e dormindo em lugares abandonados na beira da estrada. Já tinha passado uma semana...
“Vai continuar gemendo?? Você não tá mais nem andando...” Disse para Jenny, que estava nos meus braços gemendo e reclamando do cansaço, eu mimo muito essa garota. “Cansei, agora você vai pro chão pra aprender a parar de reclamar!”
“O QUÊ? Eu nem tava reclamando, eram apenas observações e críticas construtivas sobre a velocidade que você estava andando...” Falou com tanta ironia que me doeu os ouvidos.
“Ah, sua... O que é aquilo? E quem é aquele?” Vi um homem, mais ou menos na minha idade, porte atlético, está abaixado, mas acho que tem uns 1,80 de altura, loiro e acho que de olhos claros, azuis? Talvez... “Se abaixa!” Falei para Jenny, que me obedeceu imediatamente. “Vem comigo e não faz barulho, vamos chegar mais perto e ver qual é a desse cara.” Ela afirma e espera eu me mexer. Afinal quem diabos é esse cara? Será ele confiável?
Notas finais
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