O Novo Conto Da Bela E A Fera
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Todo aquele medo e tensão em andar de moto logo se foram. Bella ainda estava agarrada a ele, quando o rapaz estacionou frente a sua casa.
A moto já havia parado, mas ela continuava segurando ao redor da cintura dele.
– Então...Confortável? [Ele sorria sem que ela pudesse ver]
– (Ela pigarreou) Ham...É..Obrigada.
Ele sorriu.
– Por tudo...Tudo mesmo. [Ela sorriu]
Eles se olhavam, mas ele desviava o olhar para vários carros e motos que também estavam estacionados.
– Ual...Quantos carros.[ Ele disse]
– O que? Mas o que...[Bella acabava percebendo o que estava acontecendo]
– Que? O que foi?
– Espera...
Rapidamente, ela o entregou o capacete e seguiu na direção da casa.
[...]
Quando a loirinha chegou ao jardim, acabou deparando-se com muitas pessoas dentro da piscina, se divertindo. Suas irmãs estavam dando uma festa novamente.
– Mas o que é isso?
– Ora ora...Veja só quem chegou. [Disse Brianna]
– Sério? Outra festa, Brianna?
– Não é uma festa, é uma pequena reunião. Só pra nossa turma e advinha! Você não foi convidada.
– E por que eu iria querer ficar em um local como este?
– Sério mesmo que você não sabe? [Disse Brooke entrando na conversa] Nós encontramos isso aqui.
Era o diário de Bella.
– Devolve isso, Brooke.
– Hum...Por qual parte eu começo? Ah, já sei! “ Querido diário, hoje passei por ele novamente. Aiai...Como aqueles olhos conseguem facilmente mexer comigo! Talvez um dia possamos ser eu e você...Chad.”
Nesse momento, poucas lágrimas começaram a escorrer pelo rosto da loira.
– Devo continuar? [Provocava Brooke]
Então, Bella virou-se rapidamente, saindo dali. Na saída, esbarrou-se em Finn.
– Wow! Tá tudo bem? [Ele a segurou com as duas mãos]
Mas ela apenas seguiu. No fim, acabou recostando-se na moto de Finn.
Nos lindos olhos azuis de Bella as lágrimas ainda abrigavam-se. Aos poucos, escorriam por suas rosadas bochechas.
Finn não disse nada. Lentamente, caminhou até ela. Em sua face, uma expressão confortadora revelou-se para ela.
O único movimento que fez foi para pegar o seu capacete e entregar a ela. A loirinha pensou em renegar-se ao convite, mas então, tomou o objeto da mão do rapaz e colocou sobre seus cabelos. Assim, ele a levou para longe dali.
[...]
Eles já haviam rodado todo o restante da tarde. Não trocavam nenhuma palavra sequer.
Logo, ele resolveu parar em frente a uma praça.
– Por que paramos? [Ela perguntou]
– Não podemos rodar para sempre. Por que não me diz aonde quer ir?
Bella gastou alguns segundos pensando, antes de respondê-lo.
– Aonde você vai quando simplesmente precisa sumir?
Ele a encarou por alguns segundos, também. Então, apenas sorriu, subiu novamente na moto e seguiu com ela.
[...]
Alguns minutos depois eles pararam em frente a uma simples lanchonete.
– É isso? Esse é tal lugar? [Ela não entendia muito bem, afinal era apenas uma lanchonete]
– Você está com fome, não está?
E assim, ele abriu a porta para ela e ambos entraram.
...
Logo que foram vistos, uma senhora atrás do balcão chamou por Finn.
– Ma! Ora se non é Finnzito! [Disse a senhora com todo o dialeto italiano]
– Regina, mia bella! [Ele foi ate lá, e a senhora o beijou as duas bochechas]
– E quem é questa bella moça? [Ela agora voltava seus olhos para a doce garota]
– Regina, esta é Bella.
– Piacere di conoscerla, signora (Prazer em conhecê-la, senhora) [ Disse Bella, também cumprimentando-a]
Assim, os dois escolheram uma mesa e foram atendidos.
– Como já fez amigos?
Ele a encarou.
– Não faça essa cara. Eu tentei ser sua amiga e não foi lá muito fácil![ Eles riram]
– Tá, mas falando sério.. Eu digo...Não acabou de se mudar?
Finn abaixou a cabeça e sorriu.
– São boas pessoas... Não é muito difícil se fazer amizade, assim.
[...]
No meio do lanche, um funcionário foi até uma daquelas máquinas bem antigas ( toca fitas) e colocou uma canção bem animada para tocar.
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Assim que os primeiros toques da música começaram a envolver o local, parecia que a atmosfera já havia mudado.
Rapidamente, as pessoas começavam a sair de suas acomodações indo em direção ao pequeno local vago, que agora se transformava em um lindo salão festivo.
Finn foi o primeiro a ser puxado.
Uma senhora já o usava como parceiro. Ele não continha seus risos e sorrisos. Na mesa, Bella já dava altas risadas.
De repente, ela também foi puxada. Outro rapaz dançava com ela. Um pouco desnorteada no começo, ela foi se adaptando aos poucos.
A música alta e em ritmo envolvente logo fez ferver até a última gota de sangue em todos os corpos.
Os belos fios loiros de Bella varriam o chão, pois seu corpo se contorcia e desdobrava-se em meio à coreografia.
Finn a observou de uma forma que jamais observara. Ela , ali, naquele salão. Parecia nua. Sem pudores, sem medos, restrições. Era apenas feliz. Nunca havia visto um riso tão luminoso, a ponto de trazer novamente os raios do sol para aquele local, agora coberto pela luz da lua.
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Todos rodopiavam e trocavam de pares. Bella e Finn se olhavam. Ambos nem se importavam em esconder tamanha felicidade.
Bella era rodopiada pelo seu parceiro e Finn rodopiava a sua. Mãos e quadris jamais sacudiram-se de tal forma.
Aquelas que de vestido estavam, não perdiam tempo. Balançavam suas saias e cortavam velozmente o vento.
Até os funcionários da cozinha vieram dançar com eles. Enfim, o local transpirava os belos e límpidos ares italianos.
No último rodopio, Bella e Finn pararam frente a frente, a música estava no fim e todos acabaram se abraçando, inclusive eles.
Ela ainda sorria, presa nos braços do belo rapaz, quando outra música começou a tocar, mudando novamente o clima do ambiente. Era uma daquelas lindas canções italianas apaixonadas.
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Ambos não sabiam qual atitude tomar, então deixaram que a situação falasse por si só.
Assim, os braços, que já abraçavam o rapaz, apenas subiram mais um pouco, envolvendo o pescoço.
Foi impossível seus olhares não se cruzarem, mas a surpresa foi que eles não se esvaíram. Ao contrário, um olhar pareceu completar o outro.
Sem dizer uma palavra sequer, eles seguiam o ritmo da música. Involuntariamente, Bella sorriu para ele. Um sorriso doce e meigo que o cativou.
Assim, ela lentamente recostou sua cabeça sobre o peito dele. E ao mesmo tempo, ele fechou os olhos e apenas a sentiu perto de si.
De longe, Regina observava os dois, sorrindo bobamente para o casal.
[...]
Os dois já estavam indo embora. Finn estava pagando a conta, quando Regina apareceu.
– Ma che cosa si tratta? (Mas o que é isso?) No vou cobrar de um casal appassionato!
Os dois se olharam e depois riram.
...
Assim que saíram da lanchonete, quando pararam em frente a motocicleta, Finn encarou Bella.
– O que? O que foi?
– Estou esperando admitir...
Ela riu.
– A ta, okay! OKay! Eu admito! Eu julguei mal o lugar...Agora sei que ele é muito..
– ..Especial. [Ele completou e sorriu para ela]
– Qualquer lugar que faça Finn Stevens dançar é COM CERTEZA especial! [Ela riu]
– Se contar pra alguém, eu desminto. E agora suba, sua engraçadinha.
Mesmo de costas um para o outro, cada um mantinha um sorriso enorme e revelador em seu rosto.
Dessa vez, Bella parecia bem mais familiarizada com a cintura do rapaz. O abraçava fortemente, e seu corpo repousava e encaixava perfeitamente no dele.
Sentia-se tão bem que até seus olhos se fecharam.
[...]
– Enfim...Entregue. [Ele freou a moto e ela desceu]
– Tá...
Eles ficaram se olhando, sem saber o que dizer.
– Finn, eu...
– Não precisa dizer nada... Eu me diverti muito também.
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– Então...Até amanhã. [Ela sorriu e beijou a bochecha dele]
Assim, ela se virou e entrou em casa, enquanto o rapaz permanecia no mesmo local.
De repente, sua mão tocou o local onde seus lábios acariciaram sua pele e instantaneamente, um sorriso surgiu em seu rosto, ruborizando até seus pensamentos.
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