O Novo Conto Da Bela E A Fera
11 Capítulo 11
Notas iniciais
No outro dia...
Ally e Bella conversavam na sala, enquanto a aula não começava.
– Ual...Pelo que você está me contando, esse não parece o Finn que todos nós conhecemos! [Dizia Ally]
– Eu sei, eu sei...Mas precisa saber que ele é realmente diferente.
– Bem, ao menos com você, não é? Porque ele sempre agiu de maneira grosseira e ríspida com todo mundo. E às vezes, até como uma verdadeira fera.
Bella entendia tudo o que a amiga falava. No fundo, sabia que havia o mínimo de veracidade no que Ally falava.
– Certo, mas me conta! Ele beija bem?
– Urgh..! (Ela pigarreou) Ally! Por Deus! [Bella ruborizou]
– Oh meu Deus...!
– O que? O que foi?
– Vocês não se beijaram ainda?
Bella não respondeu nada, mas o vermelho em suas bochechas revelava tudo.
– Mas por que não? Pelo que você me disse, já passou da hora disso acontecer!
– Não é tão simples assim, Ally...
Ally ouvia atentamente a suposta explicação.
– Tem momentos que sim, eu sinto que é a hora certa, que devemos nos permitir, mas não sei...Sinto-me confusa. Até pouco tempo era óbvio por quem meu coração acelerava. Mas agora...
– ...Agora o Finn apareceu e você não sabe o que sente em relação ao Chad. [Completou a outra amiga]
– Pois é.
Infelizmente, as duas não puderam prosseguir com o diálogo, pois a aula de Álgebra já iria começar.
[...]
Ally estava andando por um dos corredores. Dirigia-se para a última aula do dia, quando escutou alguns ruídos.
Aproximou-se mais ao norte e percebeu que no bebedouro, Freddy falava ao celular. Ela até tentou ignorar e mudar a direção, mas algo soou interessante.
– Eu sei minha linda...É claro que eu vou dormir com você hoje! .... Sim, pode me ligar a qualquer hora, eu estou sempre disponível pra você. Okay, tchau...Também te amo.
Após ouvir tudo aquilo, a loira ficou surpresa. Então, seguiu seu caminho, indo para a sala.
[...]
Como de costume, após as aulas, Ally – a responsável pela decoração do baile – dirigiu-se à suas obrigações, mas quando chegou lá, já havia alguém a sua espera.
– Bem vinda ao nosso lar, benzinho. [Disse Freddy vindo em sua direção]
Quando se aproximou, tentou beijar sua bochecha; mas ela virou o rosto.
– Okay, sem beijinho de boas vindas.
Ally não falou uma palavra sequer. Apenas entrou e começou a fazer suas coisas.
Freddy, logo percebeu que alguma coisa estava errada. Ela o ignorava mais do que o usual.
– Alguma coisa errada?
– Não sei...Devo falar ou preciso estar sempre disponível pra você ?
Então, ele entendeu do que se tratava.
O rapaz não conseguiu segurar. Começou a gargalhar na frente dela.
– Por que ainda perco meu tempo, meu Deus...[Ela murmurava sozinha]
– Andou me espionando?
– O que? Está louco? Bebeu perfume? [Ela o enfrentou]
– Claro! E ainda ficou com ciúmes! [Ele se divertia, a encarando]
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– Eu não...! Não ouse dizer isso novamente! [Ela se aproximou mais do rapaz]
– Então admite que me quer, não é?
Rapidamente, Ally ficou face a face com ele. Seus narizes praticamente se tocavam.
– Te desafio a repetir isso.
Freddy perdurou seu olhar sobre ela. Ainda possuía um sorriso implicante e desafiador em seus lábios.
Assim, a loira desistiu e voltou ao que fazia.
Poucos minutos depois, ele se pronunciou novamente.
– Só pra constar, o nome dela é Pennelopy.
Ally ergueu a cabeça, mas não ousou olhá-lo.
– Tanto faz. Eu não ligo.
– E ela é uma linda morena. É também muito doce, gentil e , principalmente, tem oito anos.
Inevitavelmente, ela se virou para ele.
– Isso é mesmo verdade?
– Sim. É minha irmã. Na verdade, meio irmã. Ela mora com a mãe, e de vez em quando eu passo por lá e fico com ela. Toda a vez pede para dormir comigo. Aparentemente, ela acha que me pareço com o papai, então... [Ele riu bobamente ao falar da irmã]
Ally não conseguiu conter seu riso. Sentia-se uma boba por ter demonstrado seu ciúme. Mas logo após, ambos voltaram ao trabalho.
[...]
Faltava pouco para terminarem, então Ally foi guardar uma parte que estava pronta, lá no galpão.
Freddy estava com fone no ouvido ouvindo seu Ipod. De repente, ele se empolgou e começou a cantar e meio que dançar a música que ouvia.
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Sim, ele estava escutando e cantando Let’s get it on. E pior ainda, de costas, entretido no que fazia, ele começou a fazer uma dancinha um tanto sensual.
Não demorou muito e Ally voltou e quando viu o que estava acontecendo, ela gargalhou, chamando a atenção dele.
– Mas o que é isso? [Ela ainda ria]
– Está gostando? [Ao invés de se envergonhar, ele tentou seduzi-la. Abriu um pouco a camisa e continuou o que fazia]
Mas aquela cena era mais cômica do que sensual.
Ele foi até ela, agarrou sua cintura e continuou a “seduzi-la”. A loira ria. No fim, acabou se entregando. Ela o acompanhou na brincadeira.
Ambos dançando e se divertindo.
...
Quando a música acabou, Ally mantinha um olhar alegre.
– Viu? Eu sabia que você iria gostar. [ Disse ele]
– Se contar pra alguém, eu desminto.
Ambos sorriram um para o outro.
– Bem, eu preciso ir agora. Acho que não precisa mais da minha ajuda.
Ele piscou para ela e depois partiu.
Quando o belo moreno saiu, Ally sorriu espontaneamente. Havia se divertido de verdade com ele.
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[...]
Na casa de Finn...
Finn estava sozinho sentado ao piano. Não tocava nada, apenas dedilhava suavemente as teclas.
Foi interrompido por Alfred, que adentrou o local segurando o telefone.
– Senhor?
– Sim, Alfred.
– O senhor Stevens está ao telefone. Deseja...
– Eu sei o que ele deseja, Alfred. E não me importo.
Ele se levantou e saiu.
– Pobre garoto... [Balbuciou Alfred ]
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