O Novo Colégio
7 Capítulo 7: Pensamentos Longes... Emoções...
Notas iniciais
Realmente estavam livres durante o resto do dia. Lembrava dos acontecimentos que virá na sala e tinha começar a rir, abafando com as mãos o sorriso que insistia em aparecer em seu lábio. Fora extremante animador e quebrou todo aquele silêncio que havia pousado. A loira era mesmo um a louca. Àquelas horas haviam passado rápido demais. Gostara da namorada de seu primo, Tenten. Dar-se-iam bem, concluía á medida que andava pelos corredores de braços dados com ela, vendo as outras pessoas. Dos seus pensamentos, não consegui a tirar da memória o moreno de olhos tão negros quanto um crepúsculo qualquer. Chegara a pensar se era tímido. Tinha um jeito de garoto maduro. E isso a atraiu. Não sabia entender o porquê de sua atenção estar tão voltada para ele. Apenas mais um garoto como todos os outros que passara em sua vida. Durante o recreio, viu-o com o loiro dos EUA. Eles pareceram ter gostos em comum ou Sasu, como o apelidou, apenas o aturava. Não que isso tivesse a ver com sua vida. A noite já caia e a hora de ir para os quartos também. Conversou com a maioria e viu Naruto olhar para a rosinha, que corava ao perceber. Naruto não parecia ser do tipo, discreto. E logo deixou claro sua forte personalidade. Ficou observando moreno de lado, sentada no sofá, na sala onde todos estavam presentes. A sala onde estavam ficava próximo dos dormitórios. Não o viu trocar uma palavra siquer com os outros, estanho demais.
- Você é Sakura, certo? – perguntou um garoto de orbes incrivelmente azuis.
Não havia visto o loiro se aproximar. Estava olhando para a janela, distraída, com o cotovelo apoiado na madeira escura.
- Sim, eu mesma – respondeu soltando um suspiro – Mas.. Eh... O que foi?
- Nada – respondeu o Uzumaki levando a ponta dos dedos até a cintura da Haruno, brincando – Apenas quero trocar algumas palavras com você...
Não conseguiu evitar. Sentiu um rubor tomar conta da sua face. Ser esquisita já não era bom o suficiente? Um arrepio percorreu seu corpo, á medida que tentava desviar o olhar do dele. Viu o Uzumaki sorrir de canto, vitorioso. Aquela timidez a deixava ainda mais tentara para ele. E com certeza, não se esqueceria dela tão fácil.
- È linda quando cora... – disse com os corpos colados, lado a lado, próximo ao ouvido da rosada, brincando com a barra da blusa da Haruno, antes de sair.
Sakura incrédula parecia atordoada. Virou-se para trás e viu Temari comentar algo com uma outra loira. Deveria estar igual a um pimentão. Não conseguia admitir que houvesse algo de bom naquilo. Ele fora audacioso para despertar sentimentos a flor da pele na pequena boneca francesa. Infelizmente, Sakura nunca fora do tipo de pessoa que sabia esconder suas emoções. Um dia poderia se arrepender disso. O erro que a acometeu tinha nome, Uzumaki Naruto.
....
Ele ainda pensava na amiga. Como sentia falta dos sorrisos da morena de orbes tão belos e vivos. Seu coração apertava, só de ter a certeza de estar tão longe de Tenten. Era mais que uma amizade que ela fez surgir. Com o tempo, aprendeu a ver qualidades em cada coisa que ela fazia, mesmo que não fosse perfeito. Aprendeu a amar. Antes não soubesse que ela já tinha alguém em seu coração. Conversavam através de cartas ou pelo MSN. Não eram sempre que seus horários batiam. Agora estava sentado sobre a cama, com o violão nas mãos. Anota algumas coisas no papel e sem nem menos perceber, escreveu o nome dela. Tenten. Ela parecia estar feliz com o tal Hyuuga Neji. Como isso parecia ser irritante. Não estava feliz com ele. Decidiu voltar á sua música. Apenas algumas notas soltas. Era bom naquilo e tinha vontade de continuar com seu Hobbie. Nas horas vagas, aproveitava para ficar no seu mundo. A porta de seu quarto fui aberta com estrondo. Assustou-se quando viu uma figura bondosa parada na soleira da porta. Tinha modos delicados, mas não quando queria. Parecia estar pálida e em seus olhos, ele via que algo estava errado. Sua avó não parecia poder ser abalada com nada e nem com ninguém. Sempre fora muito corajosa. A viu adentrar o quarto e sentar na cama, afastando algumas coisas que estavam atrapalhando sua acomodação. Suspirou e suas mãos pareciam tremulas, nervosas. Os dedos indicadores batiam na parte fina e alva.
- O que houve? – perguntou Pietro curioso – A senhora está bem?
- Pietro, preciso que preste muita atenção no que vou lhe dizer... – começou a mulher preocupada com a reação do neto.
- Não faça rodeios – disse Pietro impaciente.
- Bem, seu pai não poderá vê-lo – disse, sentindo um peso sair de seus ombros, mais sem ter a coragem de continuar.
- Ainda quero a resposta para o que lhe perguntei – disse Pietro abobado. – Ele estava ótimo e viria para cá.
- Querido, foi tão de repente – disse a mulher desconcertada.
- Quando foi? – perguntou Pietro seco, levantando da cama. Parou no meio do quarto.
- Clarissa contou-me a pouco – disse a avó, temendo pelo que o neto estava pensando – Isso não poderia ficar em segredo e... Acho que você, sendo filho, tem o direito de saber.
- Clarissa? – indagou zombeteiro – Não pensei que ela ao menos se importasse...
- Pietro, claro que ela se importa! – disse a avó – Você mesmo sabe quanto tempo ela trabalha para seu pai...
- Temos que ir para Londres e... Arrumar toda a papelada... – disse Pietro ainda de costas para a avó – Só nos que somos da família podemos liberar o corpo.
- Pietro, você não é assim...
- Deixe-me só, eu preciso...
Talvez fosse mesmo melhor. Beijou o topo da cabeça do neto e saiu, o vendo calado. Seu coração estava perante uma tormenta. A avó tinha o corpo cansado e a casa ganhou uma atmosfera pesada. “ Hora de partir para Londres.” No dia seguinte, veria tudo que fosse necessário. Conhecendo o neto, sabia que ele não iria ficar mais ali.
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