O Nosso Julgamento Final

1 Capítulo 1 - Fim ou novo começo?


Notas iniciais
Eu aqui lendo uns velhos textos, meus e de uns amigos, então recebi uma inspiração e resolvi escrever ~escrevi ouvindo perfect de Simple Plan e quase chorei :3 mais ficou no quase hehe~

Não! Porque não notei isso antes?! Era minha missão salvá-lo do fogo que irá devorar seu doce coração... Eu falhei, é o seu fim, ele irá se corroer nas chamas de suas próprias mágoas, não há mais salvação para este belo jovem. Ele caminha lentamente para seu fim, sem nenhuma consciência de seus atos. Eu tinha que salvá-lo, era meu único desejo naquele momento de desespero, eu corria, mas não me movia de onde eu estava, estava presa pelas correntes do julgamento final, eu gritava, mas nenhum ruído saia de minha boca, chorava, mas nenhuma gota de lágrima caia de meus olhos castanhos. Aquilo estava me machucando profundamente, vê-lo partir agora seria o pior castigo para mim. Como pode um anjo disfarçado de humano não poder salvar seu protegido?! Aquela situação era ridícula para mim, eu, um anjo, um pequeno anjo guardião, não conseguia mais salvá-lo das chamas de suas mágoas, não conseguia mais curar seu coração ferido, e o pior era que eu, um ser místico, um ser que pertencia aos céus, havia me apaixonado por um humano comum... Não... Ele não era um humano comum, era o meu ser humano, era o rapaz mais belo que eu já havia visto em minha vida, minha longa vida imortal, seus olhos azuis eram as mais belas jóias do mundo inteiro, seu rosto macio era tão fofo, seus lábios eram tentadores, seu lindo cabelo loiro pedia para ser tocado, ele em si, pedia carinho, pedia ajuda, pedia tudo o que eu não pude dar, nem como anjo, nem como amiga, nem como nada.

Eu colocava a mão em minha cabeça, agoniando de dor de cabeça, lembrar de tudo só me machucava mais ainda, ainda mais quando eu me lembrava de nós dois sentados na árvore do parque, lendo livros alugados, enquanto ele acariciava lentamente meus longos cabelos castanhos, e eu quase adormecendo em seu ombro... Ele já quase na beira do precipício, ele olhava, com os olhos cinza, sem sua bela cor azul, as chamas crescendo, ele chorava, colocando suas mãos em seu peito, como se dissesse que o que via lá em baixo, machucasse seu coração. Eu sabia que ele não era ruim, ele tinha um bom coração, o que levava ele a pensar em suicídio era porque sua mãe estava morta há anos, seu pai sempre a viajar, sem amigos, sozinho no corredor da escola.

Neste momento, a minha voz voltara, minhas lágrimas caíram, mas eu ainda não podia me mover, sem pensar em mais nada gritei: “Yang! Por favor, não pule! Eu sei que sente falta da sua mãe, sei que ela também não queria te deixar, você não percebe? Ela toda noite te abraça para você dormir sossegado, e toda manhã te acorda para que você não se atrase para escola, ela te ama, ela sempre irá te amar, você quer mesmo magoá-la pulando daí?”, uma corrente que me prendia desapareceu, porém eu ainda não conseguia alcançá-lo, e ele, nada dizia, apenas me olhava com aquele vazio preenchendo seus olhos, voltei a gritar: “ Não deixe seu pai! Você não ver que ele vive viajando, trabalhando duro para cuidar de você, para te dar uma vida boa? Yang, você não pode morrer aqui!”, mais lágrimas de desespero escorriam em meu gélido rosto, e outro corrente se partirá, ainda restava duas, e ele havia se virando, de novo voltava a olhar as chamas que pareciam lhe chamar, e eu com as mãos no peito, disse: “Você tem amigos, você tem Kiara e Jean, como pode se esquecer que eles disseram que estariam ao seu lado?! Lembre-se de que como se tornaram amigos. Você tem a mim também, nunca mais ficou sozinho!”, outra corrente soltou, mais havia uma, uma que eu não sabia porque ainda me prendia, e ele, virou-se, me olhando, e pouco a pouco, seus olhos cinzas voltaram ao seu lindo tom azul, e ele retomara a consciência, e dizia: “ Ying... Você tem razão... Você sempre tem razão... Minha mãe nunca se foi, ele ainda vive no meu coração... Meu pai sempre cuida de mim, por mais longe que ele esteja... Eu tenho você, Kiara e Jean, nunca mais ficarei só...”, minhas lágrimas secaram, e minhas asas apareceram de novo, elas não estavam mais queimadas com as chamas dali, e eu, finalmente percebi, o que precisava dizer, para que meu coração parasse de doer: “ Yang... Há mais uma coisa que quero te dizer... Algo que nós anjos jamais deveríamos dizer a um mortal... Eu te amo, Yang!”, uma ultima lágrima escorreu, a última corrente do julgamento final se partiu, fazendo me cair ajoelhada na grama quase morta.

Ele não disse uma palavra, andou até onde eu estava, ajoelhou-se, enxugou minha lágrima e me abraçou, sussurrando em meu ouvido: “ Eu te amo, Ying... Eu sabia que no fundo você era um anjo... Jamais existiria um ser humano tão doce como você...”, eu retribui o abraço, com um sorriso: “ Anjos não podem ficar na Terra, só humanos, por isso eu desisto de minhas asas, e ficarei aqui com você, até nossa vida humana acabar...”, aquele terrível lugar desapareceu, voltando a ser o parque que nos conhecemos, e minhas asas foram sumindo, deixando penas voando por toda parte, ele me beijou, e eu o retribui. Um beijo quente, que deu origem a minha vida humana, e fim a minha vida como anjo dos céus.

Minha missão como guardiã de Yang não acabou, pelo contrario, começa aqui, mas não minha missão como guardiã de Yang, mas sim com o amor da vida dele, e como eu posso afirmar isso? Porque eu já fui um anjo, e desisti de minhas asas por ele.


Notas finais
Ficou bom??! Alguém chorou ~claro que não, eu sou péssima com histórias de drama ~ Enfim, não me matem se ficou péssimo, oks?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!