O Nosso Amor Jamais Terra Fim-Udlina
1 Cobranças
Notas iniciais
Eu Alina, uma mulher independente, focada no trabalho. Sem tempo de ao menos, dar a mínima atenção para terceiros. Mais pra uma pequenina pessoa, eu tinha a maior obrigação de cuidar, zelar e amar. Ou melhor, transferir todo o amor, que eu senti, por seu pai agora eu dava a ele, todas as noites eram sempre as mesmas perguntas.
Lucca: Mamãe chegou tão tarde... Porque demorou tanto? – dissera assim que adentrei em seu quarto, afim de que pudesse dar-lhe um beijo de boa noite.
Alina:Luca, o que faz acordado há essa hora? Vou briga com a Maria, por ter te deixado ate uma hora dessas vendo tv! – retruquei autoritária. E desliguei a tv do cômodo. Enquanto ele me olhava com aqueles olhinhos que me pediam colo. Errei! Mais uma vez fui rude com meu filho, meu único bem mais precioso.
Lucca: Desculpa mamãe, prometo não ver mais tv. Pode tirá-la daqui se quiser! – dizia e ia se deitando em sua cama, com o olhar perdido.
Alina:: Oh meu filho, desculpa a mim. Não deveria estar te tratando desse jeito. Perdão... – fui até o móvel que era sua cama e o peguei no colo. Dando-lhe um abraço apertado. E ele chorou. – não chore meu lindo, não quis te assustar! Perdoa a mamãe. Por favor! – roguei saindo daquele abraço e secando seus olhinhos.
Lucca:Mãe, aonde ele esta? Eu preciso dele aqui comigo, a senhora quase não fica em casa. Não me abraça como antes, mal me beija... Porque mamãe? O que eu tenho de errado? – perguntou se olhando. – meu cabelo não é bonito? Responde mamãe, por que não gosta de mim? Eu tenho certeza de que ele gosta.A senhora não vai me responder onde ele estar não é mamãe? – Virou a cabeça para me olhar e eu continuei olhando-o seriamente. – Tudo bem mãe. Eu já estou acostumado, com e esse teu silencio. Mesmo assim, eu amo a senhora viu?! – E assim, sem dizer mais nada, ele virou-se em sua pequena cama e dormiu. E eu fiquei ali por minutos, zelando seu sono, pensando em tudo que aquela pequena criança de 5 anos e meio. Havia me dito, sentiria raiva dele se fosse a outro momento. Mais nesse, há nesse não. Nesse eu sinto raiva é de mim, única e exclusivamente de mim. Arrumei-a na cama e me levantei para ir ao meu quarto, não eu não ia conseguir ficar ali a noite toda olhando pra ele, que só conseguia me lembrar de outra pessoa... Conseguia me lembrar dele! Udson mais conhecido com Ud. O motivo de toda a minha trava com Lucca. O pai que ele tanto ama e precisa e que eu não faço ideia de onde possa estar.
A manha logo chegou, era dia de aula para Lucca e de trabalho ardo para mim, comandar uma empresa de advogados. Não era pra qualquer um, mais pra mim era pouco. Eu sempre conseguia, eu era forte demais pra isso. Apenas pra isso. Quando o quesito era Lucca e Udson o meu Ud, eu sempre era a fraca que recuava.
Maria::Levante Lucca. Sua mãe já esta pronta, é ela quem vai leva — lo ao colégio hoje! – Maria a que era babá de Lucca indagou. Enquanto o tirara debaixo dos lençóis.
Lucca::Minha mamãe vai me levar? – Perguntou animado. Já se levantando, sorridente.
Maria:Sim, não é legal? Hoje ela pode chegar um pouco mais tarde na empresa. Então resolveu que vai te levar! Mais ande logo. Vamos correr para o banho. – Dito isso Maria e Lucca foram para o banheiro que havia no quarto do pequeno. O banho fora tomado alegremente em meio a cantorias e brincadeiras como era feito todos os dias.
Lucca:Mamãe, bom dia ! Lucca– disse ao chegar à sala, já arrumado com o uniforme do colégio. Um dos mais caros de Florianopolis
Alina: Bom dia, meu lindo! – abracei-0 e lhe dei um beijo no rosto. – tudo bem? Dormiu bem? – Perguntei enquanto sentávamos pra tomar o rápido café.
Lucca:Eu dormi sim, mais a senhora me enganou não é? Disse que ia ficar lá comigo. E nada. Mais ta certo, minha cama é muito pouquinha pra nois dois. – tagarelava enquanto bebia o leite. E comia alguns biscoitos.
Alina::Sua cama é muito pequena, para nóis dois. Esse é o correto a se falar! – ele assentiu rindo. Sorriso dele. Os cabelos estavam um pouco bagunçado pelo gel que Lucca passava em seu cabelo. Lindo, meu menino. – E vamos logo, já terminou? – levantei, pegando minha bolsa e uma pasta de couro.
Lucca::Já acabei sim! Vou escovar os dentinhos né?! – Levantou também, deu a mão pra Maria e foi até o banheiro. Não demorou no cômodo, voltou e saímos no meu carro.
O deixei com sua professora, na porta do colégio. E segui rumo ao escritório. Cheguei e três pessoas vieram em cima de mim. Rita, Sarah e Rodrigo... Meus assistentes.
Rita Asistente:Senhorita Alina, há uma reunião as 11h com uns clientes. Em sua sala de reuniões. – Rita, foi a primeira a falar. Eu apenas assenti.
Sarah Asistente:Senhorita, um cliente de Boston ligou. Disse que precisava urgentemente de falar com a senhora. – Sarah olhou em seu bloquinho, e voltou a se dirigir a mim – Foi o senhor Gabriel Beraldine. – Novamente assenti.
Rodrigo: Bom dia,Dona Alina ! – dissera Rodrigo. Esse sim era meu amigo, querido amigo de todas as horas de desespero. Eu retribui com um largo sorriso.
Alina:Preciso entrar, se me dêem licença! – caminhei até a porta de meu escritório, entrei e bati a porta.
Horas se passaram e eu continuava trancada naquele escritório dando ordens, gritando ao telefone. Gritando com Rita, Sarah e até mesmo com Rodrigo. O telefone pela enésima vez tocou e eu atendi bufando.
Alina:Por Deus, quem é? – Fui ríspida. Grossa era o que todos achavam de mim, e não estavam errados.
Sarah :Senhorita. Há uma coisa que precisa saber. – Disse Sarah do outro lado da linha.
Alina:Então diga logo Sarah! E seja rápida.
Sarah:Lembra daquela empresa de consultoria de Los Angeles?
Alina:Lembro sim, mais e o que tem? Seja mais clara.
Sarah:Então, eles solicitaram uma reunião com a senhora lá, amanha às 15h no escritório deles!
Alina:Amanha? Mais esta muito em cima, é uma viagem meio grande, porém cansativa... Mais esta certo. Pode confirmar. Diga que vou amanha cedo! Obrigada. – Desliguei antes que pudesse ouvir qualquer resposta de Sarah. Uma viagem para Los Angeles, às pressas. Lucca não ia gostar disso, mais ele vai entender que é trabalho. Ele precisa entender.
Fim de expediente, Rodrigo veio até minha sala com aquela cara de sempre. “vamos pra casa, estamos ou não estamos acabadas, amiga?”
Alina:Fala logo, sue chato. Eu tenho que ir pra casa logo! – Falei enquanto riamos do nada. Era sempre assim, palhaçadas avulsas.
Rodrigo:Vai viajar né chefinha? Vida de patroa é tão cansativa não?! – Gargalhou e se jogou no sofá de minha sala.
Alina:Cala a boca, seu infeliz! – me joguei em cima dele. Gargalhando. – Mais me fala, porque nunca mais foi visitar seu afilhado? Esqueceu do Lucca, é?
Rodrigo:Imagina se eu ia esquecer, daquele ruivinho lindo. É que eu tenho uma patroa que me tira o couro fora, sabe? Daí fico sem vida, sem tempo pra nada! – Ele riu e eu bati em seu braço.
Alina:Larga de ser falador. Eu pego leve contigo, só porque você e meu amigo,e por consideração a Lu que me ajudou quando eu mais precissisei. Imagina se eu te tratasse como trato os outros. Ai sim iria sofrer. – Retruquei levantando do sofá e indo pegar minha bolsa. – E vamos saia da minha sala. Eu tenho que ir. Amanha viajo cedo! — Puxei-o de meu sofá. E saímos juntao da sala. Tranquei a porta e avisei para as meninas que ainda estavam lá, que fossem me passando tudo por e-mail. E que eu só voltaria daqui a dois dias. Despedi-me de Rodrigo e fui pra minha casa.
Continua...............................
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