O Nome Na Lista
24 Pauzinhos
Notas iniciais
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— Sinceramente eu acho que Simas se dá muito melhor na base do que no gol… — dizia Rony.
— Ele vai continuar sendo o goleiro substituto de qualquer forma. Não tem mais ninguém… — Harry respondeu, mas de repente a sua voz foi ficando mais baixa. Havia algo muito errado no ar. — Espere. Não estou vendo Hermione.
Rony arregalou os olhos e sentiu seu coração bater mais forte. Ele largou a mochila no chão e já ia começar a correr para procurar Mione, mas Harry o impediu.
— Você está louco? Ele pode ter pego ela!
— Se acalma! — Harry segurava o amigo pelo braço. Foi então que os dois ouviram um grito vindo da entrada do campo. Só podia ser Hermione — Você vai lá e tenta impedi-lo, enquanto eu dou a volta e vou buscar o diretor.
— Não temos tempo pra isso! — Rony se irritou — E se for tarde demais? E se eu não conseguir?
— Tem que dar tempo! — Harry disse — Você consegue fazer isso. Eu vou trazer o diretor e ele vai ver o que Mione está passando.
— Então vamos logo. — Rony respondeu, já correndo. Harry deu a volta e coreu mais rápido ainda. Aquela era a chance que esperavam para libertar Hermione.
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Assim que Harry chegou na sala do diretor, ele caiu de joelhos no chão. Respirava fundo, sua visão estava turva pois havia esquecido os óculos no vestiário.
— É… senhor Potter… Posso te ajudar? — Dumbledore disse.
— Senhor Diretor, eu… — ele começou a dizer, ainda com falta de ar pela corrida. Quando ele finalmente levantou do chão da sala, viu que o diretor não estava sozinho. Um professor olhava meio incrédulo em um canto. No outro, havia um homem de terno e ao lado dele, dois policiais. — Ah! Graças aos deuses! Policiais!
— Escute, Harry, os policiais estão aqui para resolverem o caso especial do professor Olavo na ultima semana, você deve ter ouvido falar do caso com as tarantulas…
— Diretor, o senhor precisar vir comigo — Harry o interrompeu — E leve os policiais. Vão ser úteis.
— O que? — o diretor franziu a testa para Harry — O que está acontecendo?
— Senhor, é o Vitor Krum. Ele está com Hermione. Precisamos salva-la.
— Os senhores por favor me acompanhem — disse o diretor para os policiais enquanto já descia as escadas. — Venha, Harry, vá me dizendo o que mais sabe. Deus sabe o quanto eu venho tentado fazer esse rapaz pagar por seus crimes… francamente… Desde Blaise Zabini ir para o hospital…
Harry explicou tudo que sabia ao diretor enquanto corriam de volta para o campo. Para um velho, o diretor parecia muito atlético e nem ao menos ficou sem folego. Quando chegaram em frente ao campo, o diretor foi andando a frente, parecendo muito determinado. Já era possível ouvir os gritos de socorro de Hermione. Harry temeu que fosse tarde demais.
—___
Hermione estava sem reação.
Vitor Krum e Rony começaram a se socar, os dois tomados por uma fúria indomável. Rony acertou o olho de Krum, que cambaleou por um instante, mas logo em seguida avançou contra Rony novamente.
Hermione gritava desesperada.
— CUIDADO RONALD! ALGUÉM AJUDE! SOCORRO! – gritou ela, histérica – SOLTA ELE, SEU MONSTRO, SEU LIXO! — ela gritava para Krum. Ela sentia muito medo dele fazer com Rony o que fizera com Zabibi.
— JÁ CHEGA! – gritou Krum – Eu jurei que ia matá-lo, e só assim ela vai me amar... sim... ela vai... – ele disse totalmente louco, fora de si, e socou Rony com total força no estomago, e o garoto recuou par trás, quase vomitou e desmaiou.
Krum estava prestes a começar a chutá-lo, como fizera com Zabini, quando Hermione correu aos prantos até Rony e gritou:
— VAI TER QUE ME MATAR PRIMEIRO!
— Sai da frente, meu amor... –disse Krum.
— Por que você está fazendo isso? – ela perguntou.
— Porque só assim você vai me amar... quando Ron Weasley não existir... – ele disse.
— Quantas vezes eu vou ter que te dizer? Eu sempre vou amá-lo! E eu nunca vou te amar, mesmo que você mate ele, mesmo que você me mate! – ela disse claramente, e Krum se preparou para golpear. Hermione se encolheu, tentando se proteger...
— Tudo bem, Krum, abaixe a mão, venha comigo comigo, você esta encrencado. – disse calmamente o diretor da escola, que vinha acompanhado de Harry e de mais dois policiais.
— Harry! Como foi que…? – perguntou Hermione, ainda agachada ao lado de Rony.
— Eu fui avisar o diretor. Estávamos vendo tudo. — Harry se abaixou ao lado dos amigos — Esse tempo todo, estivemos cuidando de você. No único momento em que a deixamos sozinha… – disse Harry, indo para lado de Rony, que já acordara e parecia muito zonzo — Assim que contei ao diretor o que sabia, ele chamou os policiais e torcemos para que Rony aguentasse até chegarmos aqui.
— Potter, leve Weasley e a Senhorita Granger para a enfermaria. Krum me acompanhe... – disse o diretor, e Krum, algemado, caminhou com raiva ao lado do diretor ate desaparecem de vista.
Harry carregou Rony meio desacordado nas costas até a enfermaria, Hermione ao seu lado. Já era quase meia noite.
Rony ficaria bem, mas precisaria passar aquela noite na enfermaria. Além do soco no estômago, ele tinha um olho roxo e os dedos levemente inchados. Foi providenciado um remédio para que ele dormisse.
Hermione chorava e chorava e chorava. Tremia. Estava muito nervosa e não queria sair do lado de Rony nem por um instante. Ela estava bem apesar do aperto na garganta e o roxo no braço. A enfermeira disse que ela poderia dormir no seu quarto, em companhia das amigas, pois achou que aquilo a faria se sentir melhor. Harry levou-a para o dormitório, onde as outras meninas já estavam quase adormecidas.
— Está tudo bem? — Parvati se levantou e fez Hermione se sentar na cama. As outras meninas olhavam espantadas.
— É… eu vou indo… — Harry correu para a sala comunal. Parvati encarava Hermione com curiosidade. Nunca tinham sido amigas de verdade, mas seus olhos estavam preocupados, e quando ela passou o braço pelo ombro de Hermione, ela sentiu que o gesto fora sincero.
— Não sei o que houve, Mione, mas tudo vai ficar bem a partir de agora, ok?
Mione sorriu. Parvati tinha razão. Krum nunca mais faria mal à ela.
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O dia seguinte era sábado, e Hermione acordou com uma nova sensação de liberdade que ela não se lembrava de ter. Poderia se levantar, tomar banho, tomar café com os colegas, cuidar somente da sua lição, sendo livre. Livre.
Quando ela desceu as escadas para sala comunal, não pode evitar sorrir. O dia parecia mais ensolarado, as cores pareciam mais vivas. Ela nem percebeu que Gina vinha como um furação à seu encontro, quase fazendo as duas caírem no chão.
— AI MEU DEUS VOCÊ ESTÁ BEM? — Gina gritou — EU NÃO ACREDITO QUE AQUELES DOIS TE DEIXARAM SOZINHA! EU MANDEI ELES FICAREM DE OLHO E….
— Calma! — Mione riu — Eu estou bem! Estamos todos bem!
— Não! Você não entende! — Gina parecia muito nervosa — Com tanta coisa acontecendo…. E eu ainda fui arranjar essa merda de detenção… — ela olhou para o relógio — Inclusive estou atrasada!
— Detenção? Gina! — Mione a repreendeu. — O que mais aconteceu que eu não estou sabendo?
— O importante é que você está bem! — Gina beijou o rosto da amiga e saiu quase correndo para sua detenção.
Mione encontrou Harry na mesa do café. Sem medo, ela se sentou ao lado do amigo. Krum não estava lá para causar qualquer estrago.
— Como Rony está? — ela perguntou.
— Ainda não fui ve-lo — Harry disse, de boca cheia. — Podemos ir depois que… Ah não… — Harry bufou — Cho está vindo.
E a garota apareceu, o gesso cheio de adesivos da Hello Kitty.
— Bom dia! — ela se sentou ao lado dele. — Estou morrendo de fome… Será que você pode corta um pão pra mim?
— Você tem que se sentar na sua mesa. — ele respondeu.
— Mas eu…
— Vamos lá vê-lo, Mione — Harry se levantou.
— Eu estou comendo…
— Vamos agora! — Hary implorou com olhar, e a amiga o seguiu.
— Isso explica a detenção de Gina? — Mione perguntou.
— Pode-se dizer que sim… — ele disse enquanto caminhavam para a enfermaria.
A chegarem lá, Rony estava deitado de lado, em sono profundo.
— Ele acordou, comeu e dormiu de novo! – disse a enfermeira.
Hermione sorriu. Rony parecia realmente uma pedra dormindo. Ela pensou em como gostava do jeito como os cabelos ruivos dele caiam no rosto enquanto ele dormia. Seria estranho quando ele acordasse e eles pudessem… Conversar. Será que tudo voltaria a ser como era antes? Ao vê-lo dormir, ela sabia que seu sentimento por ele estava ainda forte e vivo.
— Quando ele vai poder voltar às aulas?
— Assim que acordar ele já está pronto para voltar a rotina normal.
Ela se inclinou e beijou o rosto de Rony com carinho.
Eles se despediram de Rony, e Mione fora tirar o atraso das matérias que perdeu enquanto fugia de Krum.
—___
— Certo, você precisa fazer xixi nisso. — disse Gina.
— Eu não quero. Eu estou com medo. — Luna chorava.
— Luna, eu tive que fugir pra conseguir esse teste, você vai fazer isso AGORA! — Gina usou o tom que sabia que era muito parecido com o de sua mãe.
— Mas…
— Não tem mas. Você precisa fazer.
Luna tentou um sorriso, mas Gina a empurrou para o banheiro. Um pauzinho, negativo. Dois, positivo. Gina se sentia muito nervosa pela amiga, que parecia meio avoada em relação a tudo isso.
Quando Luna saiu do banheiro, parecia mais pálida que o normal.
— E então?
— Eu não sei o que isso significa.
Gina pegou o teste da mão da amiga. Dois pauzinhos.
— Significa que você vai ter um filho. — ela tentou não parecer brava, mas o tom que usou não favoreceu. Se sentia responsável por Luna, e de repente ela estava grávida… parecia demais pra cabeça dela.
— Não. Não. Não. — disse Luna — É impossível!
Gina foi até a gaveta e pegou as camisinhas ainda intactas.
— Eu te disse que podia usar. Eu FALEI pra você usar. Onde você estava com a cabeça? — Gina se sentia prestes a chorar — Você tem noção da imensidão disso?
— Desculpa! — Luna chorava, e Gina se aproximou e abraçou a amiga.
— Não tem que me pedir desculpa! — Gina respondeu — Você tem 16 anos, Luna. Vai ter 17 quando ele nascer. Você está pronta pra todas essas mudanças?
— Claro que não! — Luna soluçava — Eu não sei o que fazer! E Neville… meu deus… Neville…E se ele me largar… E se eu tiver que fazer tudo sozinha…
— Ei, você nunca vai estar sozinha. Eu vou cuidar de você, e se vamos ter esse bebe, eu vou cuidar dele também, entendeu?
— Acha que já da pra ver algo? Algum volume? — disse Luna, levantando a blusa, apreensiva.
Gina observou à amiga.
— Definitivamente, não. Não precisa sentir medo. Sou sua amiga, e vou te proteger.
— Eu não preciso de medo. Tenho você.
— Mas e seus pais? E a diretoria da escola? — Gina começou a andar pelo quarto, planejando tudo — Minha mãe com certeza me mataria, mas o pior seria desapontar meu pai... ele gosta muito de mim, quero que alem disso ele tenho orgulho de quem eu sou e das minhas atitudes! Até mesmo meus irmãos, que me protegem sempre, eu não quero nunca desapontá-los algum dia… — ela dizia mais para si mesma que para Luna — E Neville? Como você vai contar pra ele?
— É mesmo… meus pais… e Neville… acho que estou ficando enjoada novamente.
— Luna, ter filho não é brincadeira! Precisamos contar para o pai da criança, para o os seus pais e para o diretor…
Luna concordou, se sentindo levemente assustada.
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