O Nome Na Lista

15 Festa estranha com gente esquisita


Notas iniciais
oi gente... como passaram o fim de semana? Esse capítulo é muito importante... estou feliz em posta-lo pra vocês! espero que gostem :)

Vitor Krum já estava lá, esperando por Hemione.

— Você está linda! — ele sorriu, segurou-a pela mão e fez ela dar uma voltinha.

— Obrigada — ela sorriu com sinceridade. — Vamos?

— Você vai gostar bastante do pessoal — ele dizia enquanto desciam as escadas e caminhavam para a floresta — São pessoas diferentes dos manés que você costuma andar…

Hermione fingiu que não tinha ouvido o ultimo comentário. Sentiu um pressentimento ruim ao caminhar ao lado de Krum. Será que deveria fingir uma cólica e voltar para o quarto?

Chegando na floresta, ela viu uma grande tenta montada entre as arvores; música alta tocava, e as pessoas dançavam como se estivessem em transe. Havia uma mesa de canto, com várias bebidas e um ou dois pratinhos com salgados.

— Veja bem, preferimos dar prioridade ao álcool… você entende… — ele pegou um salgado frio e comeu. — Aceita uma bebida?

— Uma cerveja está ótimo, obrigada. — ela nem soube porque pedira aquilo, o gosto era horrível.

Krum voltou com um copo de cerveja para ela, e uma garrafa com um liquido transparente para si próprio.

— Vamos, beba! — ele encorajou num sorriso assustador.

Ela tomou um gole pequeno. Parecia mais azeda que o normal. Devia ser de uma marca diferente.

— Gostou? Tome mais! — Krum encorajava com um olhar estranho. — Ei! Zabini!

Um garoto alto e negro que ia passando parou ao ouvir seu nome.

— Eai, Krum! — ele quase sorriu — E você é…

— Essa aqui é minha garota Granger! — Krum disse alto, e várias pessoas na festa se viraram pra ela.

Hermione se sentiu muito incomodada com aquilo. Não era garota de ninguém. Abriu a boca para protestar, mas Zabini a atropelou.

— Escute… Se precisar de algo a mais, é só pedir. — ele disse, olhando sério para Krum.

Krum entendeu e confirmou com um gesto de cabeça.

Hermione deu um sorrisinho e tomou mais um gole. Decidiu que não passaria daquele copo naquela noite.

A festa era muito estranha e as pessoas esquisitas. As músicas eram péssimas e tocavam alto demais, o que impossibilitava qualquer conversa que não fosse aos berros. Ela preferiria estar no quarto lendo ou jogando conversa fora com seus amigos, mesmo que Rony estivesse no meio. Começou a se sentir muito incomodada.

Hermione não soube quanto tempo havia passado quando pediu para ir embora.

— Que? Mas a festa mal começou! Você nem tomou toda a sua cerveja ainda! — Krum protestou.

Ela terminou o copo e sentou-se numa cadeira próxima da entrada da tenda, se perguntando o que estava fazendo ali. Porque mesmo brigara com Rony? De repente começou a se sentir quente; sua cabeça girava, e teve que piscar e esfregar os olhos pra ver se realmente estava enxergando bem.

— Vitor. — Ela chamou, pois era a única pessoa que ela conhecia. Definitivamente não estava bem. Por que estava tão zangada? O que mesmo Rony tinha feito? Essas perguntas não saíam da mente dela.

Krum veio para junto dela, e sem dizer nada, puxou-a para a pista de dança. Uma música mais lenta tocava, então ele colocou as mãos na cintura dela e conduziu-a na dança. Ela não queria dançar. Queria que a mente parasse de girar e a visão se estabilizasse. Então começou a perceber...

— O que você colocou na minha bebida? — ela perguntou, se sentindo tonta. Sua própria voz parecia distante. Krum a havia drogado.

Krum apenas riu e aproximou o rosto do dela. No instante seguinte, beijou-a nos lábios.

— Só algo pra você se soltar — ele respondeu sorrindo.

Sem querer, Hermione correspondeu o beijo de Krum. Tinha um gosto forte de álcool. Parecia que ela não tinha controle sobre suas ações, sua cabeça girava e girava…

— Você também assinou aquela lista? — ela perguntou, na primeira oportunidade de interromper aquele beijo. Porque Rony havia magoado tanto ela? Ela queria que eles voltassem ao normal. Mas não esquecia a droga da lista. Quem mais teria assinado?

— Que lista? — ele respondeu com grosseria; não queria conversar, queria fazer outra coisa.

— Rony assinou — ela virou o rosto para Krum não beija-la.Tentava tomar o controle da situação — E quando eu fiquei sabendo do boato… eu não liguei… — ela olhou para Krum, as palavras simplesmente iam saindo de sua boca sem que ela pudesse controlar — Mas quando… quando ele disse que havia posto seu nome naquela lista... — ela riu um pouco — Eu nunca me senti tão furiosa.

— É? E o que você fez? — ele empurrou-a para a parede, pousando as mãos abaixo da cintura dela.

— Sabe… — ela quase não ouvira o que ele falou; estava perdida em sua própria mente delirante — Depois do que quase aconteceu naquela noite… Eu me senti como se fosse explodir…esperei tanto por aquilo... Quase nos beijamos e de repente…

— O que você está dizendo? Nos beijamos agora a pouco… — Krum ficou momentaneamente confuso e agressivo.

— Ele comentou sobre a aposta e foi quando eu explodi de verdade…

— Hermione. — Krum chamou-a, segurando ela pelos ombros. — Não se preocupe com isso, eu estou aqui. Vamos ficar juntos…

— Eu sinto falta dele. Eu amo ele, você sabia? — Ela sorriu com os olhos para ele. Eu sempre amei aquele idiota… ela pensou.

— Eu também te amo — ele respondeu, beijando o pescoço dela.

— Não quis dizer você! — ela empurrou-o, parecendo que havia acabado de acordar. Sentia por um instante que a cabeça havia sido posta no lugar — Eu quis dizer que amo Rony… mas ele só se envolveria comigo para ganhar uma maldita aposta…- é isso: ela admitira aquilo que estava preso havia anos, ela amava Rony...

Vitor Krum fechou a cara e se afastou. Hermione ficou parada, piscando para tentar fazer a mente voltar a trabalhar sozinha. Odiava tanto aquela tonteira...

— ZABINI! — ele gritou. O garoto apareceu como num piscar de olhos.

— O que? — perguntou Zabini, confuso.

— Você disse que funcionaria! VOCÊ DISSE QUE ELA NEM AO MENOS LEMBRARIA DO PRÓPRIO NOME! — Hermione observava confusa a explosão de Krum. Se sentia tonta, mas achava que já estava voltando a si; o que havia dito sobre Rony?

— M-mas… o que pode ter dado errado? — Zabini tremia.

— Ela disse que amava outro! — Hermione se lembrou, e seu rosto queimou. Sim… Rony... — AQUELE MALDITO WEASLEY! Isso não vai ficar assim, você me vendeu algo que não funcionou… Ela já deveria estar nas minhas mãos agora… — Krum parecia perdido em meio a tanta raiva que sentia.

— Krum, o que você vai fazer? — alguém perguntou. Hermione percebeu que a festa toda parara, todos observavam qual seria a próxima atitude de Krum. Mais do que nunca ela quis ir embora. A maldita música ainda tocava.

Krum não mediu forças para dar um primeiro soco no estomago de Zabini. O garoto continuou de pé, mas depois do segundo e do terceiro soco, caiu ao chão. As pessoas na festa gritavam incentivos, e parecia que era muito comum aquilo acontecer na festas que Krum frequentava. Ela ouvia algumas pessoas rindo, e apenas Hermione percebera a gravidade daquilo. Se Krum não parasse, poderia matar Zabini. Ele agora chutava o garoto, que se encolheu para tentar se proteger.

— Isso é pra você aprender… — Krum dizia, o rosto em fúria.

— PARE! VOCÊ VAI MATA-LO! — Hermione era a unica que tentava para-lo.

— Eu não me importo. — Krum respondeu Hermione, dando um chute na cabeça de Zabini que fez o garoto desmaiar.

— POR FAVOR! -ela chorava, odiando estar com a mente ainda embaralhada — Eu faço o que você quiser! Mas por favor pare!

— O que eu quiser? — Krum parou. Sangue saia da cabeça de Zabini, que estava desacordado. — Você acha que tem escolha? Você vai fazer o que eu quiser de qualquer forma! — gritou — Ou se não, eu vou fazer pior ainda com o seu Weasley!

— O… o que… — ela tentou dizer, mas seu coração estava apertado demais. Krum quase matara Zabini; o que ele poderia fazer com Rony? Aquilo só podia ser um pesadelo. Ela sentiu medo.

— Isso mesmo que você ouviu; — ele deu um passo a frente, se aproximando dela — Você não pode ama-lo, só pode amar a mim! — havia fogo nos olhos de Krum. — Se eu te ver conversando com ele… Olhando pra ele… — não precisou terminar a frase. — Você é minha agora, de mais NINGUÉM. — ele agarrou o braço dela em um aperto forte. Ela tentou se esquivar, mas Vitor era muito forte.

— Eu… eu quero ir embora… — ele soltou-a, e assim que ele se virou, ela correu, fugindo dele, a cabeça girando, se odiando terminantemente de ter ido aquela festa, tomado aquela cerveja, ter brigado com Rony, agora nunca mais poderiam fazer as pazes, pois Krum o mataria… Krum com certeza o mataria…

Ela tropeçou diversas vezes antes de chegar ao salão comunal. Sua mente girava, e ela não sabia quanto daquilo era real. Será que Zabini estava morto? Nunca pensou que aquilo aconteceria… ela se perguntava como subiria todas aquelas escadas até o dormitório. Queria que Rony estivesse ao seu lado, mas não podia. Nunca mais poderia… Krum o mataria...

Ela tentava se controlar caso alguém estivesse na sala comunal, não queria que a vissem daquele jeito; só queria deitar e dormir, esquecer que aquele dia existira, para de se sentir como se estivesse fora do próprio corpo…

Porém, quando abriu a porta, viu a cabeleira laranja da única pessoa que queria ver, e também a ultima pessoa que poderia ajuda-la agora. Rony se virou e sorriu tímido pra ela.

Sem pensar, a única reação que ela teve foi soltar um soluço alto. Abriu os braços, implorando por um abraço dele.

— Hermione? — ele correu até ela, e sem dizer nada, abraçou-a.

Notas finais
gente, espero que vocês estejam gostando! se puderem comentar eu fico feliz! até a próxima ♥