O Nome Na Lista
26 Chá de maracujá
Notas iniciais
Gina estava sozinha no dormitório, preocupada com Luna. Ela tinha ido embora um pouco antes do fim do jogo, pois estava estressada demais com o tanto de problema. Maldita detenção. Maldita Cho. Maldito Harry Potter. Ela queria mais do que nunca ficar sozinha, antes que alguém viesse busca-la para cortar mais cebolas… era quarta feira. A detenção acabaria na sexta. Ela só queria um pouco de paz...
Até que ouviu duas batidas na porta.
— Não estou afim agora. – ela disse.
Mesmo assim, Harry entrou no quarto, e quando seus olhos encontraram com os da garota, que estavam tristes, ele nada disse.
— Nem mesmo pra você eu estou afim. – ela repetiu.
— Eu não quero saber. – ele respondeu.
— Você está doido de falar assim comigo? – ela levantou com fúria e encarou Harry com raiva.
— Escuta, menina, eu não sei qual é a sua, mas eu quero te falar uma coisa... – ele parecia ter reunido toda a coragem do mundo para dizer aquilo.
— Então fala, porque caso você não tenha visto, eu não estou de bom humor. – ela disse sem paciência.
Harry não fez nem falou nada.
— Estou esperando... se veio aqui e não vai falar nada, então sai, eu já disse, não estou bem... – ela disse para ele, quase o expulsando do quarto.
— Eu acho que é melhor fazer. – ele disse, um pouco tremulo.
— Fazer o que? – Gina de repente pareceu entender e sorriu abertamente, daquele jeito lindo que só ela fazia – Isto aqui, Potter? – ela chegou mais perto dele, provocando, seu rosto estava a centímetros do rosto de Harry.
— Está mais pra isso aqui – disse Harry, e agarrou Gina com mais força do que aquele dia na casa dela no natal. Dominou completamente a situação e explorou cada canto da boca deliciosa de Gina com a língua, sentia a menina tremer em suas mãos, que agarravam com força um pouco abaixo da cintura da menina.
Gina mordeu os lábios de Harry e ele soltou um gemidinho de prazer.
Harry beijou o pescoço de Gina e logo após deixou a sua própria marca, como Gina havia feito.
— O que é isso que acontece com o meu coração quando estou perto de você, menina? – ele sussurrou baixinho, enquanto mordia de leve a orelha de Gina.
Ela pegou a mão do garoto e colocou sob o seu coração.
— Já o meu, fica desse jeito só de ouvir o seu nome. – ela disse olhando no fundo dos olhos verdes de Harry – E eu preciso que... eu preciso que você sinta o mesmo,porque eu estou começando a me cansar de te amar. Você sabe que a Cho não é o suficiente. E eu preciso ser feliz com você, se você sentir o mesmo por mim... – ela disse, e pareceu muito difícil para ela dizer aquilo.
Harry colocou a mão no rosto de Gina e acariciou levemente. Ela tinha uma pele perfeita.
Logo após repetiu o gesto da menina, e colocou a mão dela em seu coração.
— Isso aqui é amor? – ele perguntou olhando nos olhos dela.
— Eu sei que o que eu sinto é. E para você?
Harry sabia que a resposta era decisiva.
— De uns tempos pra cá, eu não consigo tirar você da minha mente. Pensava que talvez fosse porque você é linda. Mas depois que você beijou aquele cara na festa, fiquei com tanto ciúmes… — Harry parecia estar sofrendo para dizer tudo aquilo — Aquela noite no natal, eu não consegui me controlar, parece que o rastro do seu cheiro me levava até você. Eu gosto muito do seu perfume. E toda vez que eu estou perto de você, meu coração faz isso. Meu corpo, minha mente e meu coração te desejam. Eles pedem por você, Gina, e eu não aguento mais por que... porque eu preciso de você, você consegue entender isso? — seu coração estava acelerado. Nunca pensou que teria coragem de dizer aquilo.
— Eu preciso que você diga, Harry. Três palavras. — Gina o encarou nos olhos.
— Eu... eu...eu gosto muito de você. — ele não entendia o que ela queria. Era muito difícil pra ele admitir qualquer sentimento, e não sabia as consequências daquilo… até onde ia com Gina? Namorar? Namorar sério? Ele nem ao menos sabia o que era aquilo ou como fazia aquilo.
— Não são essas. Harry James Potter, eu te amo. Eu sempre te amei.
— Gina eu... não tenho certeza. – ele respondeu. Não sabia o que fazer. Não sabia como agir, o que dizer.
— Obrigada por ser sincero comigo. – ela respondeu – Agora, por favor... eu preciso ficar sozinha. – ela fitava o vazio, sentia seu coração apertado.
— Gina... – ele disse, mas logo após se levantou e saiu do quarto, uma dor de cabeça o atingiu com força. Ele soltou um gemido de dor e correu para seu quarto.
Gina deitou na cama e ficou apenas fitando o teto. Não sentia vontade de chorar. Não sentia vontade de nada. Sentia-se vazia. No instante que fechou os olhos, uma única lagrima caiu, e ela adormeceu em um sono sem sonhos, e agradeceu por isso.
—___
Depois do jogo, Hermione se sentou em uma cadeira e começou a ler um livro qualquer. Mas não estava prestando a mínima atenção, esta era a verdade.
Quando a noite caiu e todos voltaram para a sala comunal, Harry desceu do dormitório mas não disse muitas coisas. Deu poucas risadas.
Dino havia arranjado garrafas de cerveja para todos.
— Você ta brava comigo? – perguntou Rony para Hermione, chegando por trás dela.
Hermione levou um susto.
— Porque estaria? – ela disse meio dura.
— Porque você não foi me ver ontem... – ele reclamou.
— Acha mesmo que eu vou todas as noites para a sua cama?
— Eu pensei que fosse isso que os namorados faziam, Hermione, se você quiser eu vou no seu quarto, se o problema for esse, eu só queria passar um tempo a sós com você! – ele reclamou.
— Namorados? – ela perguntou.
— O que somos então? Não foi nada pra você? Eu não sou nada pra você? Você só me usou? – ele disse brincando.
Namorados. Ela sorriu e beijou ele de leve. Não se lembrava de ter se sentido mais feliz em algum outro momento da vida.
—__
Harry não conseguia parar de pensar em Gina em um minuto sequer desde que tinha tido aquela conversa com a menina.
Ela não trocava mais olhares com ele e por algum motivo isso fez o coração de Harry se apertar.
Por algum motivo ele sentia falta dela, mesmo nunca tendo ela para si próprio.
Um dia, chegou até a treinar no espelho dizer que amava Gina. Mas por algum motivo não conseguiu dizer. Talvez porque Rony estava dormindo no quarto, tão próximo, e poderia ouvir. Talvez porque não a amava. Mas tudo aquilo que sentia, seu corpo sua alma e seu coração, se aquilo não fosse amor, então o que era? Ele havia concluído que o que sentia pela menina era muito mais do que desejo.
A noite estava chuvosa. Os meninos estavam todos no dormitório, em silencio. Aquilo era até confortável.
— Eu preciso contar algo pra vocês..- Neville disse em tom baixo.
— Qual é a novidade, dom Juan? — Rony brincou.
— Isso não é brincadeira… — Neville respondeu sério — Eu estou muito ferrado… eu e Luna...
— Ah, você não vai terminar com ela não, né? Eu gosto de vocês juntos quase o tanto que eu gosto de mim e Hermione…
— Deixe ele falar, Rony — Harry jogou uma almofada no amigo — Claro que ele não vai terminar com ela… Claro que ELA terminou com ele…
— Nós não terminamos! — Neville aumentou a voz — Ela está… vocês devem saber… Eu não tenho coragem de dizer...
— Gripada? — disse Simas.
— Está menstruada? — tentou Dino.
— Não! Meu deus! — Neville respirou fundo — Eu quero dizer...Gr… — ele tremia — Gravida… Luna está gravida… LUNA ESTÁ GRAVIDA!
— O QUE? — todos os meninos gritaram.
— Gravida de quem? — Dino perguntou.
— DE MIM, SEU IDIOTA!
— Isso não pode ser real.
— Eu não sei o que fazer. Eu não sei nem lavar minhas cuecas…
— Neville não é virgem??? — Rony parecia incrédulo.
— Ele acabou de engravidar uma garota, é claro que ele não é virgem! — Harry respondeu.
— Mas.. Mas… Neville… Francamente! — Rony resmungou.
No momento em que Harry abriu a boca pra responder, Gina apareceu na porta do quarto. Ele engoliu o ar e quase se engasgou. Ela estava com os cabelos presos em um coque no alto da cabeça, o que deixava seu rosto totalmente amostra. Merda, ela é linda, Harry pensou.
— Os babacas vão me convidar para entrar ou vou ficar plantada aqui na porta pra sempre? — ela disse.
— Vá para o seu quarto. — Rony disse.
— Vá se danar. — Gina disse, já entrando. Atrás dela, Luna se encolhia. Os meninos todos a encaravam. — De qualquer forma, eu só vim buscar o pai. Vamos, Neville.
— O QUE? EU? — ele gritou.
— Foi outro cara aqui que engravidou a minha amiga? Acho que não! Vamos. Vamos contar ao diretor.
— Contar ao diretor? Que? Pra que? MEU DEUS! — Neville estava pálido.
— Gina acho melhor não falar nada e… — Luna tentou dizer.
— Vocês dois, me sigam. Eu não vou falar de novo.
Harry observou a força daquela garota. Quase a seguiu também.
Gina, Luna e Neville seguiram pelos corredores em silencio.
— Eu não quero fazer isso. — Luna disse.
— É preciso. O diretor não vai brigar com você. Ele só vai te orientar. Você precisa de cuidados especiais, iniciar o pré natal, tudo…
— O que é pré natal? — Neville perguntou. — o que o natal tem haver com o nosso filho?
— Neville, cala boca, por favor. — Gina disse, batendo na porta do diretor. — Ok, eu não vou falar mais nada. De agora em diante é com vocês. — ela disse, antes do diretor abrir a porta.
— Ora, o que trás três jovens até minha sala nessa noite chuvosa? — disse ele. — Entrem.
A sala do diretor muito aconchegante. Sem esperar convite, os três se sentaram nas cadeiras em frente ao gabinete. O diretor servia uma xícara de chá.
— Chá de maracujá? — ele ofereceu.
Os três ficaram em silencio. Luna não conseguia nem ao menos levantar o olhar. Neville tremia.
— Algo aconteceu? — o diretor perguntou — Por que essas carinhas assustadas?
— Diretor, precisamos conversar. — Gina disse. — Neville e Luna precisam contar algo ao senhor.
— Então contem — ele sorriu.
— Fale agora, Luna. — Gina disse. — É importante.
— Luna e eu… — Neville abriu a boca.
— Fale mais alto, Longbottom.
— Eu… é… — ele parecia prestes a desmaiar. — Eu… eu e ela…
— Aconteceu. Foi sem querer. Me desculpa. Nos desculpe! — Luna agora chorava abertamente.
— Mas eu nem sei o que aconteceu! — o diretor sorriu sem graça.
— Eu engravidei ela! Eu! Eu fiz isso! É culpa minha! — Neville disse finalmente.
O diretor arregalou os olhos. Não pela declaração de Neville, e sim pela pessoa que ele acabara de ver na porta.
— Entre, Augusta. — ele disse.
— VÓ? — Neville gritou num falsete, antes de desmaiar e cair no chão do diretor.
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