O Nome Na Lista

36 Chá da princesa


Notas iniciais
oieee, td bem gente? boa leitura ♥

No dia seguinte todos acordaram com uma sirene alta. Eram sete da manha.

— Cacete! – Gina gritou do seu quarto, o coração batendo forte, pois a sirene a acordava com surpresa.

— Bom dia queridos! Eu sou a princesa Mia... – disse uma voz de mulher no alto falante – E hoje é o meu dia. Acordei vocês cedo, porque eu tenho todo o direito de fazer isso. Quero lhes fazer um convite especial: as cinco da tarde, no salão de festas, acontecerá o evento do ano: o meu chá. O chá da princesa.

— E porque temos que acordar a sete da manha se a merda toda vai acontecer as cinco DA TARDE? – disse Rony, com raiva.

— Agora eu quero todas as minhas garotas comigo. Encontrem-me na escadaria. Vamos ter uma manha linda e uma tarde maravilhosa, juntas. E quanto aos meninos... vocês podem esperar. Vistam seus ternos e se dirijam ao salão exatamente as cinco. Podem voltar a dormir agora... – e todos suspiraram. – Menos as garotas. Venham comigo, não vão se arrepender. – terminou a princesa, mandou um beijo para todos e os alto falantes se calaram.

Rony se virou e tentou dormir de novo. Mas Hermione se levantou lentamente.

— Você vai mesmo? – ele perguntou, olhando incrédulo para ela.

— É claro. Ela mandou você não ouviu? – ela respondeu critica.

— Ah... ta... – ele respondeu. – Eu vou ficar dormindo.

Hermione ficou com um pouco de raiva, e foi tomar um banho. Arrumou-se precariamente e de modo básico, porque ela estava com sono e cansada.

Quando chegou à escadaria, varias garotas afobadas davam gritinhos de excitação. Hermione procurou, e não teve dificuldade em achar a única de cabelos vermelhos no meio de todas.

— Oi amiga. – ela disse para Gina, que estava tão básica quanto ela.

— Acho que isso é uma grande merda..

— Fica calma, vai ser divertido... – disse Luna, que estava ainda de pijamas.

— Divertido vai ser quando eu quebrar a cara dela... – ia dizendo Gina, mas a voz feminina da princesa novamente tomou conta, pelos alto falantes.

— Ora, eu posso não estar ai, mas na verdade estou. Vendo e ouvindo tudo. Há uma bela jovem de cabelos vermelhos, que devia controlar seu temperamento...– comentou a princesa, e Gina bateu o pé no chão com fúria. – Ora, admiro a sua personalidade, querida. Agora por favor, quero lhes apresentar o meu assistente, Dom Murro. – ela terminou de falar, e um homem baixinho e cabeludo que já estava ali fazia tempo, pareceu finalmente ter sido notado.

— Seus abutres, parem de gritar. Venham comigo. – ele disse em uma voz afeminada, e foi andando na frente de todas.

— Pra onde? – Cho perguntou animadamente.

— Para o SPA, é claro. – respondeu ele, sem paciência.

— TEM UM SPA AQUI? – gritou Cho, e ate mesmo Gina ficou chocada.

As garotas todas caminharam por uma infinidade de corredores, passaram por salas, ate finalmente, no final de um corredor verde, havia uma porta grande e de madeira. Dom empurrou a porta com força e ela cedeu, e lá dentro, havia muitas mulheres vestidas de cor de rosa, todas sorrindo.

— Façam o que quiserem. – disse ele, e sumiu de vista.

As meninas gritaram e entraram correndo pela porta. O interior era enorme, e todo cor de rosa, um SPA completo.

— Sejam bem vindas. Aqui vocês ficarão lindas. – disse a princesa — Vamos agora tomar um café, depois podem optar pelo que bem entender, ao meio dia, vamos almoçar, e logo após, nos preparar fielmente para o meu chá.

— E qual a finalidade de tudo isso? O que EU ganho com isso? – perguntou Gina, deixando todos surpresos.

— Eu esperava mesmo que você, minha temperamental, fizesse esta pergunta. – a princesa parecia sorrir, mesmo que não fosse possível ver seu rosto. – Enquanto nos preparamos aqui dentro, lá fora, Dom Murro prepara os meninos para o meu chá. Cada um de vocês terá um pretendente. Os garotos vão escolhê-las, e vocês não vão saber quem são eles. No chá, você deve procurar a mesa com o devido numero do seu pretendente, e então ter um bom chá. Os números dos pretendentes para cada uma de vocês devem chegar logo após o almoço...

— E se eu não gostar do meu pretendente? – perguntou Luna.

— Sorria e diga não. – respondeu a princesa, e os auto falantes se calaram.

Hermione, Gina e Luna comeram mais do que o permitido. Foram as ultimas a sair do local onde as garotas tomaram café. Lógico após, foram arrumar o cabelo, porque era o local mais vazio, o que foi uma decisão sábia, pois logo após o almoço, todas as meninas avançariam para arrumar o cabelo.

Luna cortou um pouco do cabelo, Gina apenas hidratou, assim como Hermione.

Depois foram fazer uma massagem relaxante, leram revistas e fofocaram, ate que estava valendo à pena, pois estava divertido, ate mesmo Gina havia parado de se queixar de tudo.

Logo, as meninas almoçaram e a princesa chamou todos para uma reunião.

— Agora que vocês relaxaram, chegou o grande momento. Cada garoto escolheu uma de vocês, e todas vocês tem um pretendente, vou revelar a grande senha para cada uma. Lembrem-se, ao entraram no salão, procurem a mesa com o numero que eu lhes darei. E sejam felizes. Agora vamos começar... Annie – ela chamou, e a garota levantou o rosto. – Duzentos e noventa e quatro.

A garota sorriu.

— Muito bem, Cho, sua senha é cinqüenta e nove. – disse a princesa.

— Tenho certeza que é Harry. – disse ela, sorrindo.

— Gina... – a princesa chamou, e Gina ficou atenta. – Ah sim, a ruiva. Seu numero é sete.

— Só sete? – ela perguntou.

— Isso mesmo. Hermione... numero é 28... – ela a princesa foi contando, ate a ultima garota ser chamada.

As garotas correram para se arrumar. Tomaram banho, escolheram perfumes e vestido, tudo dado pela princesa.

Quando faltavam dez minutos para as cinco da tarde, em ordem de chamada as garotas foram saindo.

Cho era uma das primeiras, vestia um vestido longo, vermelho. O vestido era decotado e atrás havia uma longa fita com um laço bonito. Ela estava linda.

— Harry vai estar lindo... – ela ia dizendo, e entrou no salão, exatamente as cinco. Quando a garota entrou no salão observou varias mesinhas redondas, brancas, duas cadeiras postas de frente para a outra em cada uma. Cada cadeira estava um garoto vestido com um fraque completo, como príncipes. Em cada mesinha havia um numero. Cho, antes de procurar o numero 59, procurou Harry. O encontrou sentado em uma mesa reservada, vestido como um príncipe, os olhos verdes se destacando na multidão.

Cho caminhou ate ele. Mas quando faltava um metro para o garoto, que não havia percebido Cho, viu que o numero na mesa de Harry não era 59. Outro numero. Muito diferente do dela.

Antes de armar um barraco, os olhos de Cho se encheram de lagrimas. Quem seria o numero 59, se não Harry?

Os olhos puxados da garota percorreram o salão encantador. Perto da janela de vidro, havia um homem com longa barba branca, vestido elegantemente. Dumbledore.

Em frente a ele, o numero 59. Ele sorriu ao ver Cho.

A garota se encheu de fúria e gritou:

— O que? Você?

— Seja bem vinda... – ele sorriu como um pai para ela.

Cho se jogou as lagrimas, e antes que Dumbledore pudesse dizer algo, ela saiu correndo com raiva, derrubando uma mesa, cheia de revolta no coração.

Os seguranças na porta do salão a seguraram, e então e levaram para conversar com os monitores novamente.

As outras garotas entravam. Todas vestidas com vestidos longos e fabulosos, como lindas princesas, radiantes, a procura de seus pretendentes.

Gina estava assistindo de camarote o show de Cho, e deu risada ao ver a garota passando carregada por seguranças.

Gina entrou no salão com a cabeça erguida. Não sabia quem era o numero sete, mas suspeitava que fosse Dino...

A garota vestia um vestido longo, tomara de caia, de cor creme. O vestido era rendado, delicado, mesmo assim carregava a ousadia de Gina no decote e até mesmo nas rendas. A garota estava com uma bonita trança nos cabelos e o rosto angelical.

Gina olhou em volta e procurou a mesa sete. Mas não encontrou. Chegou a andar com uma tonta, procurando pelo numero sete, ate mesmo por Dino, mas também não encontrou o garoto.

Quando ela deu meia volta, para ir embora, experimentou olhar para a mesa de Harry, que estava sozinho. A garota loira não devia ter chegado ainda...

Mas, quando os olhos de Gina se encontraram com os de Harry, ele quase sorriu. Ela prendeu a respiração, ele estava perfeito, como um príncipe.

Gina experimentou olhar qual seria o numero da mesa de Harry, só para sentir inveja da garota.

E foi naquele momento que o coração da menina parou por longos dez segundos: o numero sete.

Harry se levantou e puxou a cadeira para Gina se sentar.

— Você está brincando comigo? – ela perguntou com raiva na voz.

— Sente-se, por favor. – ele pediu.

Gina se sentou e fitou Harry após ele também se sentar.

— Você me escolheu? – ela perguntou.

— Eu te escolhi... – ele disse calmo – Eu quero conversar com você. Apenas conversar.

— Podemos fazer isso. – ela quase sorriu.

— Eu quero recomeçar. Tudo de novo, a nossa historia. – ela disse rapidamente.

— Eu concordo... – ela sorriu abertamente. – Eu me lembro quando eu te conheci...

— Eu fui à sua casa, eu tinha uns sete anos...

— E eu tinha seis. Oh, dez anos! – ela bateu duas palmas de excitação.

— Você tinha o cabelo curto, e estava de pijama... – ele sorriu com a lembrança.

— Você mostrou a língua pra mim! Eu subi chorando pro meu quarto e fiz um desenho...

— Que desenho? – ele perguntou curioso.

— Você morto por um dinossauro laranja. – ela sorriu.

— Que menina fofa. – ele riu – Eu lembro que Rony havia me dito que você tinha veneno no cabelo, e eu não podia tocar em você, nem falar com você...

— Isso explica muita coisa! Até os meus oito anos você não falou comigo! Eu ate chorava por isso sabia? Eu perguntava pra minha mãe: ‘ mamãe, porque o Harry não fala comigo?’ ela respondia que você estava muito ocupado...Mas eu falei com você no meu aniversario aquele ano. Você se lembra do presente?

— Eu me lembro.... um cartão.

— “Eu gosto do seu cabelo e gosto dos seus olhos, gosto do seu nome e gosto dos seus dentes...” – ele recitou como se fosse um poema – Tinha uma bonequinha ruiva e outro de cabelos negros. Você escreveu G+H dentro de um coração vermelho...

— Você se lembra disso? – ela perguntou tímida.

— Eu guardo ate hoje. – ele respondeu tímido.

Os dois trocaram um olhar profundo, e por um longo momento não falaram nada.

—__

Hermione entrou no salão apressada. Havia subido no quarto para pegar uma coisa. Todas as garotas já tinham entrado no salão.

Quando entro ficou encantada. Tudo em tons de rosa claro, pastel e branco, uma delicadeza fina e elegante.

Ela passou a procurar o numero 28, e foi nesse momento que ela ficou desesperada: e se não fosse Rony? E se fosse qualquer outro garoto?

Seu coração se encheu de alivio quando o viu sentado bem no centro do salão. Ela caminhou ate ele com um sorriso idiota no rosto.

— Eu pareço um pingüim... – ele comentou, e se levantou para puxar a cadeira para a garota – O tal do cara mandou a gente fazer isso, levantar e puxar a cadeira, ai então eu devo te elogiar... Você está magnífica. – ele disse para ela enquanto se sentava.

— Isso soa como falso. Você só diz isso porque foi obrigado a fazer... – ela disse.

— É sério, você esta linda com esse vestido – ele beijou a mão da garota com carinho.

Hermione estava com um vestido longo e rodado de cor azul marinho, um corpete lhe afinava a cintura de modo sensual, as costas do corpete eram trançadas e delicadas, os cachos da menina desciam como cascata pelas costas.

— Você quer chá? – ele perguntou.

— Não, obrigada. Precisamos conversar sobre ontem à noite... – ela disse rápido, e virou o rosto para ele não ver que ela estava vermelha.

— Eu realmente estou pensando em subir e tirar esse seu vestido. Você esta linda com ele, mas... – ela sorriu com malicia.

— OH MEU DEUS! CALE A BOCA! – ela gritou, chamando a atenção de todos.

Rony se inclinou na mesa e deu um selinho em Hermione.

— Mais tarde... – ele disse próximo aos lábios dela.

— Sim... – ela concordou hipnotizada, e ele recuou sorrindo.

Hermione se abanou com a mão e revirou os olhos.

Ela retirou uma bolsa branca de algum lugar desconhecido, e colocou em seu colo.

Trocou um olhar significativo com Rony. Parecia que havia somente os dois no salão inteiro.

— Eu quero te mostrar uma coisa. – ela quase sorriu.

— O que? – ele perguntou ansioso.

Ela pegou a bolsa do colo, e mexeu em seu conteúdo. De lá dentro, tirou um caderno preto. O caderno estava velho, sujo e parecia que iria despencar, estava cheio de folhas, volumoso, e na capa, em letra de forma grande estava escrito: Diário de Hermione. Rony olhou para o caderno e riu.

— Que fofo... – ele exclamou – Você quer que eu leia?

— Eu quero que você conheça, e sabia que eu sempre te amei. – ela respondeu com vergonha, e estendeu o caderno para Rony.

Rony pegou-o, e abriu o caderno. Hermione puxou a cadeira para ficar ao lado dele.

Estava escrito na primeira pagina, em letra de criança:

“Não ultrapasse se você não é HERMIONE GRANGER.”

Rony riu, e passou para a pagina seguinte.

“Querido diário, hoje eu ganhei um diário. Hoje eu comi carne moída com cenoura e eu adoro!!!!!!!!!!!”

O garoto gargalhou alto e Hermione o repreendeu com um tapa.

— Ok, você não precisa saber sobre o meu almoço quando eu tinha cinco anos... – ela arrancou o caderno das mãos de Rony e avançou algumas paginas.

— Você sabia ler com cinco anos? Eu devo ter aprendido com uns seis... – ele comentou um tanto sonhador.

— Isso é típico seu... Aqui, bem aqui! Ah, eu aprendi a ler com quatro anos. – ela devolveu o caderno para o garoto.

A caligrafia da garota já estava bem mais bonita.

“Hoje foi o meu primeiro dia na escola nova. Está de noite, e eu vou dormir aqui na escola, você acredita? Agora estou no primeiro ano em Hogwarts, o melhor colégio interno de todo o mundo e me sinto especial. Tenho vários amigos novos... vou falar sobre eles! O meu primeiro amigo é o Harry, ele tem cabelo preto e é magro, e usa óculos, e eu acho que pessoas que usam óculos são inteligentes! Tem uma menina gordinha que eu esqueci o nome que é muito gentil. Ela está dormindo na cama ao meu lado... várias garotas estão! Vai ser assim sempre, e nas férias eu vou voltar para casa, junto da minha família...”

Rony virou a pagina.

“Bom, tenho onze, e preciso tomar uma decisão: hoje vi as meninas conversando sobre garotos. Sobre gostar dos garotos... Não estamos mais na pré escola, então eu preciso gostar dos garotos! Mas eles são nojentos... Falando em nojento, o Harry tem um amigo. O nome dele é Ronald Weasley, e ele tem os cabelos vermelhos. Ele é ruivo! Nunca vi coisa parecida... mas eu não quero ser amiga dele, ele estava comendo de boca aberta e cuspiu na minha cara! Isso mesmo, ele fez isso... O incrível foi que passou pela minha cabeça de Ronald ser o garoto de quem eu devia gostar.... Ouvi uma garota dizendo no banheiro que gostava dele, e eu não gostei... Mas o Ronald o meu garoto especial? Nunca! ”

— Desculpa... – ele pediu, beijando o rosto de Hermione.

— Ah, você nem se lembra disso! – ela exclamou.

— Não me lembro. Eu me lembro de dizer para Harry não falar com você... eu dizia que garotas tinham veneno no cabelo...

— Qual o seu problema com garotas? – ela perguntou rindo.

Hermione avançou mais algumas folhas.

“Hoje a professora me mandou fazer um trabalho com Ronald. Ela disse que temos que aprender a conviver um com o outro como humanos. Ela diz isso pra mim? Aposto que se colocar esse garoto para fazer qualquer coisa com macacos ele ia se sair melhor do que com qualquer humano. Eu o odeio! Ele se torna mais ridículo a cada momento, e ele não para de implicar comigo, todo o tempo, fazendo piadinhas sujas e... isso me fazer chorar...”

Havia uma lagrima seca em cima da ultima palavra.

— Eu era tão horrível assim? – ele perguntou.

— Você era pior do que isso. – ela respondeu.

— Sabe de uma coisa, eu só queria sua atenção... Eu não entendia o porque de sempre pensar em você antes de dormir. Quando eu acordava, a primeira coisa que eu pensava era: tenho que fazer algo para chamar a atenção daquela chata hoje.

— E eu acordava pensando em como te fazer parar. Mas sentia que você era meu amigo, no fim de tudo... – ela sorriu.

“O ano esta acabando e eu estou fazendo muitas provas e atividades! O mais incrível é que Ronald veio me pedir ajuda para estudar. Eu estava esperando aquilo... afinal ele não estudou o ano todinho, e eu prometi a mim mesma que não iria ajudar ele, mas... ele me pediu sorrindo e com os olhos brilhando... eu não pude dizer não, então estamos estudando juntos todas as noites, eu, ele o Harry...”

— As coisas melhoraram por aqui. – ele comentou, e virou a pagina.

“Ultimo dia de aula! Fui bem nas provas, e Ronald também, graças a mim! Ele me agradeceu e eu disse de nada, e então ele me disse que eu poderia chamar ele de Rony! Ele ate disse que me convidaria para passar um pouco das férias na casa dele e conhecer a família... eu vou esperar ansiosa “

Hermione avançou poucas paginas.

“Ele ainda não me ligou, e não me convidou para ir a casa dele... tudo bem, eu vou esperar mais, estamos no começo das férias...”

— Eu não liguei. Eu estava com vergonha de assumir qualquer relacionamento com qualquer garota... – ele comentou.

— Eu até treinei brigar com você sabia? Mas não consegui...

— Eu inventei aquela historia da cobra, lembra? – ele riu.

— Sim! Que uma cobra picou seu braço... – ela sorriu. – Tudo bem, ate os meus treze anos nós brincamos bastante...

Hermione avançou umas muitas paginas e devolveu para Rony o caderno.

A caligrafia agora era linda e redonda. Estava com quase quatorze anos.

“Hoje conheci a mãe de Rony. Sim, ele me ligou e me convidou para jantar lá, já que estamos de férias. É estranho que o conheço faz tanto tempo que ele só vem apresentar a mãe dele agora... ele conheceu a minha, e eu não entendi porque ele ficou tão vermelho naquele momento. Bom, a Senhora Weasley é muito simpática. Ela sorriu pra mim e disse ‘Você é a famosa Hermione!’... Harry também estava lá. Ele já conhece a família de Rony faz muito tempo, porque a mãe de Harry e Rony são amigas de escola. Daqui uma semana vamos voltar a escola e eu espero sinceramente que ele me convide para algo...”

Rony avançou uma pagina e reparou que a Hermione havia ficado muito tempo sem escrever.

“Hoje é meu aniversário de quinze anos. Eu sei que fiquei um bom tempo sem escrever. Eu esqueci você em casa e não pude escrever... mas aqui estou na noite do meu aniversario, no dormitório. Bom, passei metade das férias na casa de Rony. Não foi por causa dele, porque foi Gina que me convidou! Enfim, sobre o meu grande dia, essa idade tão especial... Gina me deu um perfume maravilhoso e Harry me deu um casaco muito bonito. Mas impressionante mesmo foi Rony, ele me surpreendeu... ele não me deu presente algum. Ele apenas sorriu e me desejou Feliz aniversario e me abraçou como nunca antes. Eu senti algo diferente dentro de mim. Tudo bem, eu sempre gostei dele um pouco mais do que devia... mas ele nunca deve saber disso e eu devo esquecer tudo...”

Rony virou a pagina novamente.

“Eu não sei por que, mas Rony e eu estamos muito próximos esse ano. Ele chega a me abraçar às vezes... não estou dizendo que não gosto disso, eu gosto muito,mas me deixa confusa”

— Você agiu estranha aquele ano... espere, esta aqui perto não é? – ele perguntou meio tenso.

Hermione resmungou e avançou umas paginas.

— Bem aqui, o pior dia da minha vida. – ela respondeu.

“Hoje foi um dia horrível. Você sabe a garota gordinha que eu disse que era legal? Pois então, e eu a odeio, simplesmente a odeio! O por quê? Ela... não, ele! RONALD WEASLEY! Quer saber, eu gosto dele. Muito. Sei que vou me arrepender e tentar apagar isso amanha, por isso estou escrevendo de caneta. Eu estava feliz porque estávamos tão próximos e pensei que finalmente ele iria tomar alguma atitude, mas ele tomou atitude com a garota maldita! Eu estava chegando na biblioteca e Rony e ela estavam se beijando. Ferozmente! Eu tentei me controlar mas subi correndo, e aqui estou eu, cheia de lagrimas e com o coração despedaçado. Mas tomei a minha decisão: vou seguir com a minha vida e esquecer que sinto algo por ele!”

— Uau. – ele exclamou.

— Uau digo eu. – ela sorriu. – Eu sei que você é meu agora.

Rony avançou algumas paginas. Seu rosto ficou vermelho de raiva ao ler:

“BEIJEI UM GAROTO!”

Hermione corou e riu.

— Quem? – ele perguntou com raiva.

— Você achou o que, que eu fosse santa ou apenas você pudesse sair beijando todas? Foi um garoto daquela escola que foi visitar o nosso colégio para uma apresentação... – ela sorriu.

— Aposto que ele era feio e babaca.

— Não tanto quanto a sua Lilá. – ela respondeu com um sorriso irônico.

Os dois leram o restante do diário de Hermione sorrindo. Tantas lembranças gravadas, tantos sorrisos... Leram ate os dias de hoje, Rony ficou preocupado com os pensamentos de Hermione na época em que Krum os atormentava e tudo mais.

A ultima vez que Hermione havia escrito foi:

“Eu tenho um namorado, o meu garoto especial. E eu o amo demais.”

— Eu sempre soube que você seria o meu garoto especial, sabia? – ela perguntou.

Rony sorriu e puxou Hermione para o seu colo, os dois completamente apaixonados e ignorando qualquer regra ou norma naquele salão.


—___

— Quando eu era pequena, eu queria muito mesmo ir ao zoológico, mas ninguém queria me levar, então eu me escondi no porta-malas do carro do meu pai, quando ele estava indo para o trabalho e fiquei lá o dia todo, minha mãe ficou muito preocupada... – contou Gina.

— Mas no final você não foi pro zoológico, então não valeu a pena. – sorriu Harry.

— Na verdade eu fiz meu pai faltar ao trabalho pra me levar. – ela gargalhou alto.

Os dois conversavam alegremente como dois amigos que se conheciam. Já estava de noite.

— Está ficando frio... – disse Gina.

— Acho que a festa está acabando. Estão todos saindo. – Harry sorriu e Gina corou, se levantou e saiu andando de braço dado com ele. Ela se sentia entorpecida por aquilo. Parecia que tinha reiniciado todo seu relacionamento com Harry, e aquilo era maravilhoso, era o que sempre quis. Daria certo. Ela não pode evitar um sorriso.

— O que aconteceu? – Harry perguntou.

— Nada. – ela respondeu, sorrindo pra ele.

— Vamos? – Harry disse, enquanto os dois caminhavam para fora do salão.

— Foi bem interessante isso. – Gina comentou enquanto os dois caminharam em direção aos dormitórios. Era quase meia noite.

— E divertido. Você está com sono? – ele perguntou.

— Na realidade não, mas estou bem cansada, aquela princesa me irritou, é incrível como ela podia ouvir TUDO. – Gina bufou, e sem querer a risada aguda da princesa escorreu em sua mente.

— Ah... ta... – Harry se calou. Um silencio desconfortável reinou sobre eles. Os dois subiram as escadas devagar, e pararam de frente ao quarto de Gina.

— Eu vou... entrar. – ela disse.

— Ah bom, boa noite. – Harry respondeu tímido, e, sem jeito abraçou a menina.

Gina retribuiu o abraço também com timidez, sorriu e entrou no quarto.

A garota sentia o coração dançando dentro do peito e saltitou pelo quarto inteiro. Queria gritar, se sentia linda, pura e livre, finalmente feliz, finalmente cheia de esperanças de ter o amado...

Harry suspirou alto assim que Gina fechou a porta. Encostou-se na porta da menina e escorreu, sentando no chão, fechou os olhos e desejou estar lá dentro.

Ao mesmo tempo, uma garota de cabelos pretos passou, e seu leve perfume atiçou a mente de Harry. Sua pele era morena, e ela tinha belas curvas no corpo. Vestida com um vestido decotado cor de ameixa, a garota sorriu ao passar por Harry. Harry sorriu de volta. Era uma garota muito bonita.

— O que faz sozinho aqui? – ela perguntou.

— Acho que estava esperando você. – ele respondeu com malicia.

— Bem, eu estou aqui... – ela sorriu do mesmo modo – Este aqui é seu quarto?

Harry se levantou e encarou a porta vermelha.

— Não... é logo ali. Vamos... – Harry abraçou a garota pelo cintura, e os dois caminharam para o quarto de Harry. Aquilo seria sua despedida de solteiro, certo? Ele justificou para si mesmo. Gina nunca saberia. E depois, ele se entregaria totalmente ao amor e nunca mais teria outra garota.

—__

Gina tirou o vestido longo e colocou o pijama, estava exausta, totalmente exausta.

Deitou-se na cama e se cobriu, mas não conseguiu dormir. Faltava algo...faltava Harry.

Ela podia praticamente sentir o calor do corpo do garoto ao seu lado, e ela precisava tornar aquilo real. Ela precisava de Harry.

Então, sem pensar nem nada, ela se levantou e não se preocupou se estava de pijamas curtos e descalça, apenas abriu a porta e correu para o quarto de Harry. Ela apenas o queria, apenas queria aquele garoto.

Assim que chegou a porta de Harry, bateu palmas de excitação, fechou os olhos, respirou fundo e bateu na porta 3 vezes, com força.

Gina apenas fitou aquela porta, esperando terminantemente Harry abri-la.

Mas, passados dois minutos e Harry não abrira. Então, ela bateu na porta novamente, com medo de estar batendo na porta errada. Será que Harry não estava deitado? Será que tinha ido para outro lugar?

Então, a garota morena abriu a porta, enrolada em um lençol branco, com uma cara irritada.

— O que você quer, ruiva? – a morena perguntou com raiva na voz.

Gina não respondeu. Apenas empurrou a garota e entrou no quarto. Seu coração parecia martelar no peito, em três batidas rápidas e sonoras. E então, viu Harry sentado na cama, nu, apenas esperando a morena voltar.

Harry assim que viu Gina, cobriu suas partes com o travesseiro.

— Filho da... – ela gritou, os olhos já cheios de lagrimas, mas não deixaria barato, não sairia correndo como uma menininha indefesa... Gina era vingativa demais para isso, orgulhosa.

— Gina, se acalme, não é o que você está pensando! – Harry gritou, enquanto Gina o fitava de forma fria, tão fria que ele teve medo daquele olhar.

— E você sabe o que eu estou pensando? Você sabe? – ela perguntou.

— Essa garota, ela não é nada! Eu só quero você... eu juro... – ele se levantou correndo, não se importando que estava nu, e sacudiu Gina pelos ombros.

— Não toque em mim. – ela gritou. – Você mente. Você nunca vai me querer! Se me quer então porque você estava com ela?

— Ela não é ninguém! Depois de hoje... – ele começou.

— Eu pensei que poderíamos ficar juntos! – Gina completou, com a voz carregada. Gina tocou o peito nu de Harry, e aproximou seu corpo do corpo do garoto.

— Mas nós vamos... – ele sussurrou.

— Eu não sou como essas meninas , que você acha que eu sou... como essas garotas que você usa e depois joga fora... – ela respondeu, suas mãos acariciavam o corpo de Harry com experiência, e o garoto já estava excitado novamente.

— O que você está fazendo Gina? — ele perguntou, desesperado. Tudo tinha dado errado novamente. Droga, Harry Potter, que merda você tem na cabeça? Ele pensou.

Gina então tocou o membro duro de Harry, e ele gemeu.

— Gina, não faça isso... – ele pediu, sabia que não podia fazer aquilo com Gina.

Gina, que possuía unhas grandes e pintadas de vermelho, fez apenas três vezes um movimento de vai e vem com a mão, olhando nos olhos de Harry. Então, ela sorriu. Daquele jeito perfeito, aquele jeito que fazia Harry alucinar. Até que, o sorriso se transformou em uma expressão de ódio, e a garota cravou as unhas no pênis de Harry, sem dó nem piedade.

Harry gritou e caiu no chão, com muita dor.

— Acho que você aprendeu a lição. Nunca mais chegue perto de mim.– Gina disse, e saiu do quarto, esbarrando na morena, que fitava tudo assustada.


—__

Hermione e Rony estavam deitados na grama no morro mais alto do território. Como haviam chegado lá, só deus sabe. Completamente embriagados, os dois riam até mesmo do formato das nuvens no céu.

— Rony, você achou meu vestido bonito? – Hermione perguntou sorrindo.

— Eu já falei que sim... – ele respondeu.

— Então porque você está tentando tira-lo?

Rony, que beijava a menina enquanto procurava o fecho do vestido, olhou nos olhos da garota assustado, e parou tudo que fazia.

— Não estou tentando nada. – ele respondeu com voz inocente.

— Claro... – ela riu, e pulou para o colo do garoto. Ela mesma então puxou o zíper do vestido, e logo após afrouxou a gravata de Rony.

— O que você quer? – ele perguntou, assustado com a atitude da garota.

— Cala a boca. – ela mandou, e Rony riu um tanto assustado.

— Aqui? – ele perguntou, vendo que Hermione já estava apenas com a roupa de baixo, e ele já estava animado.

— Aqui... – a garota disse entre beijos, estava sentada no colo de Rony, virada para frente.

— Mas... alguém pode ver... – ele reclamou, mas tentando abrir o sutiã da menina.

— Qualquer dia eu te ensino a abrir... – ela sussurrou. – Por favor, aqui... – ela gemeu, pedindo.

Hermione retirou a camisa de Rony, e ele apertou as nádegas da garota, subindo para a cintura então. Os dois então foram deitando devagar, na grama verde e fofa.

Rony já não vestia calças. Ambos apenas vestiam roupas de baixo, a lua brilhava forte no céu.

O garoto então girou e ficou por cima de Hermione. Percorreu o corpo da garota com beijos, e ela sorriu de olhos fechados, tendo arrepios e palpitações no coração a cada beijo.

— Aqui? – ele perguntou novamente.

— Anda logo! – ela mandou, mas no fundo sentia medo de serem apanhados. Mas prosseguiu, e então os dois viram estrelas, o vácuo, o abismo, tudo junto, quando chegaram ao ápice.

Notas finais
beijos e até a proxima!