O Nome Na Lista
21 A grande notícia
Notas iniciais
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— ALGUÉM AJUDE AQUI! — Gina gritou, saindo do esconderijo onde vigiava a amiga. — Alguém! — ela segurava a amiga, que caira dura no meio do salão.
— O que houve? — a professora Minerva aparecera. — Alguém vá buscar a enfermeira! — ela disse enquanto tocava a testa de Mione. Gina se manteve ao lado da amiga, e quando menos esperou, Krum apareceu.
— SAI DAQUI! — ela gritou para ele — Você não vai chegar perto dela entendeu? — ela ameaçou. Viu Harry e Rony se aproximando. — ELE ESTÁ AQUI! — ela gritou pra eles.
— Senhorita Weasley, pare de gritar. Senhor Krum, se afaste, Hermione precisa de ar — disse a professora. — Vamos leva-la para enfermaria.
Krum bufou, e de repente seu olhar encontrou com o de Harry e Rony. Ele avançou para o corredor mais próximo, mas os meninos o seguiram. Quando menos esperou, Rony empurrou ele pelo pescoço na parede, o rosto cheio de raiva.
— Você não vai mais chegar perto dela, entendeu? — disse Rony.
— Se acalme, Rony… — tentou Harry. — Você não quer ser como ele.
— Eu só estou avisando. Você vai ficar longe dela ou…
— Ela me ama. — disse Krum. — Se entregou pra mim. Todinha — Krum sorria de forma diabólica. Rony soltou o pescoço de Krum para lhe dar um soco no rosto. Harry segurou o amigo, e quando Krum fez questão de avançar em cima dele, ele se colocou no meio.
— Você não vai mais machucar ninguém. Sabemos o que houve naquela festa. Se você chegar perto de Hermione de novo vamos contar pra todo mundo.
— E você acha que alguém vai acreditar? Meu pai é politico… Ele tem poder. E eu usufruo disso. — disse Krum.
— Ah é? Tente. — disse Harry. — Vamos ver se o papai consegue te livrar dessa vez. Enquanto isso, você vai ficar longe.
— Isso é o que veremos. — Krum disse ao se afastar.
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Quando Hermione acordou, estava na enfermaria.
— Ah! Acordou, foi um desmaio e tanto. Você tem comido? Pode ir comendo, ande! – a enfermeira pegou uma cestinha com torradas e entregou para Hermione.
Ela estava sozinha na enfermaria.
— Vou ter que dormir aqui? – perguntou ela.
— Não, pode ir para o quarto depois que comer.
Hermione se sentou na cama e começou a comer. Pensando bem, ela não queria sair da enfermaria, se sentia bem ali.
— Moça? – ela chamou a enfermeira – Não deixe... não deixe o Vitor Krum entrar, por favor. – ela pediu.
— Mas ele já veio aqui, o deixei a ver dormindo. Ele disse que volta mais tarde.
— Por favor... – ela implorou – Ele é o motivo das minhas dores de cabeça... – ela sussurrou, baixinho.
A mulher entendeu, e fechou a porta da enfermaria. Hermione se sentiu feliz e comeu mais torradas. Se fosse para se fingir de doente, ela assim faria, só queria atrasar o encontro com Vitor mais rápido possível.
Passaram-se alguns minutos, e Hermione fingiu uma dor de cabeça.
— Acho melhor você passar a noite aqui, menina – disse a enfermeira – Bem melhor, assim posso ficar de olho em você.
Hermione sorriu. Havia uma bolsa com poucos pertences seus, que bastariam por enquanto.
Ela deitou, e tirou uma soneca profunda, sem sonhos.
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No dia seguinte, Gina estava no quarto, se arrumando para a aula. Se sentia confiante. Harry não poderia evita-la mais. Por que era tão difícil pra ele admitir que a queria? Que sentia algo por ela? Era obvio. Eles tinham que ficar juntos. Gina tinha esperado tempo demais, agora era seu momento, Harry seria dela.
Desceu para o café e sentou-se a mesa da Grifinória. Fora a ultima a aparecer. Fez questão de trocar um olhar intenso com Harry, que sustentou o olhar, até Cho acontecer.
A menina viera pulando feito uma pulga até chegar a Harry. Sentou-se ao lado do garoto,e passou a dar vários beijos no rosto dele.
— QUE SAUDADE! — ela ia dizendo — Que saudade do meu namorado!
Harry parecia perdido e sufocado.
— Namorado? — perguntou Gina.
— É, meu namorado! — Cho respondeu com arrogância — E todo meu. — ela mostrou a lingua para Gina, que ficou chocada com a infantilidade da garota.
— Que decadência, hein? — Gina disse para Harry — Não tem nada que você queira contar para a sua namoradinha não?
— O que? — Harry parecia confuso. Se sentia péssimo. A presença de Gina o enlouquecia, e a de Cho dava extrema raiva. Queria que a menina parasse de pular. Queria que ela parasse de falar. Harry saíra com ela alguma vezes, mas nem de longe considerava ela como namorada. Mas, para Cho, os dois tinham compromisso sério.
— Se ele tivesse algo pra me falar, ele falaria! — Cho disse.
— Eu não falei com você — disse Gina — Por favor, Potter, acorde. — ela terminou e saiu andando. Ok, talvez as coisas não seriam tão fáceis assim. Harry tinha extrema dificuldade em admitir qualquer sentimento, pois nunca se envolvera com ninguém de forma emotiva. E com Gina, tudo estava sendo diferente.
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Mione não comparecera ao primeiro dia de aula. Ao anoitecer, Harry fora visitá-la na enfermaria.
— Harry! – ela sorriu e abraçou o amigo com muita força.
— Como você está? – ele perguntou.
— Se eu pudesse, eu moraria aqui... mas não posso perder mais aulas...
— Você só perdeu um dia!
— O que teve hoje na aula?
— Bom, o professor passou uma atividade em dupla e... – mas Harry não conseguiu concluir a fala: a porta da enfermaria fora arrombada com crueldade.
— Ah, então ele pode entrar e eu não? QUE PALHAÇADA É ESSA? – Krum gritou, e Hermione agarrou Harry, com medo.
— Sai daqui, ninguém te chamou! Eu te disse pra ficar longe dela! – disse Harry para ele.
— Hermione, querida, POR QUE você está agarrada nesse frangote quatro olhos? SOLTE-O! – gritou Krum.
Hermione chorava e tremia da cabeça aos pés.
A enfermeira, que estava tomando um café, ouvira tudo e viera correndo.
— O que o senhor faz aqui? Já não lhe disse que não é bem vindo? SAI JÁ! – a mulher disse.
Krum fez cara feia. A enfermeira começou a empurra-lo pra fora.
— Quando você sair daqui, querida, vai pagar por isso... — ele disse para Hermione.
Hermione desabou no chão, e Harry a abraçou para tentar consolá-la. Mas a amiga estava péssima, não sabia o que fazer. Ficou dando apoio e companhia para a menina até ela adormecer.
Hermione também não foi à aula no dia seguinte. Harry a visitou de noite, e Gina também. Mas assim que Gina entrou no quarto, Harry saiu.
— Ele está me evitando. — disse Gina, após Harry sair correndo. — Ele não pode fugir pra sempre.
— Como Rony está? — Mione perguntou.
— Bom, ele quer vir te ver, mas tem vergonha. — Gina revirou os olhos — Meio idiota isso não é? Mas eu estou por aqui daquela Cho… ela é ridícula… — Gina começou a reclamar da menina novamente.
Rony agora falava. Até ria um poucos das piadas dos garotos, mas no fundo continuava triste. Ele só vira Hermione uma vez dês de que chegaram à escola, sabia que ela estava na enfermaria, mas não foi visitá-la com Harry. Não sabia nem o que dizer para a amiga quando a visse novamente.
Foi na manha seguinte que Hermione deixou a enfermaria. Era realmente de manhã: não havia um aluno no refeitório para tomar café. Ela se sentou, sozinha, e esperou. Sabia que Krum só desceria bem mais tarde. Aos poucos os alunos foram chegando, e ela se sentiu melhor. Mas aquele medo não saia de dentro dela.
Ela avistou um jornal no canto da mesa, e resolveu ler. Na primeira pagina, havia uma noticia que a fez soltar um gritinho abafado.
“Morre Blaise Zabini, ontem, no hospital Santa Monique.
As quatro da tarde, Blaise disse adeus. “ele está descansando finalmente, melhor assim do que ficar sofrendo como estava” – disse a mãe do garoto, aos prantos. Quem não se lembra? Todos acompanharam a luta do garoto pela vida. Recapitulando: o garoto sofreu varias lesões no corpo, e quebrou a coluna vertebral, alem de vários ossos quebrados e um traumatismo craniano. Permaneceu em coma, logo após acordou, mas poucos dias depois veio a falecer. “ele só acordou para se despedir” – diz o pai, emocionado. Pouco antes de falecer, ele apenas delirava, sussurrando apenas um nome: Vitor Krum. Isso mesmo, o filho do senador. Será que alguma providencia será tomada? Fontes afirmam que os dois eram colegas próximos, uma vez que foi confirmado pela família de Blaise que o garoto tinha afinidade com drogas ilícitas. Colegas disseram que já puderam comprar drogas com ele. Blaise já havia sido internado em clinicas de reabilitação duas vezes. O caso aconteceu na escola de Hogwarts, e foi silenciado lá dentro. Poucos alunos sabem do ocorrido, boatos de que o garoto tinha voltado para a casa, era verdade, mas ninguém sabia que ele permaneceu todo esse tempo em uma cama de hospital. O garoto que fez esse ato de crueldade foi acusado, mas absolvido. Agora, com a morte do garoto, as coisas ficam realmente tensas para ele, que é estudante do ultimo ano em Hogwarts. Os pais de Blaise e toda a nação clamam por justiça: por Blaise, e por todos aqueles que foram vitimas desse garoto, que agora é um assassino. E pra terminar, mandamos todas as vibrações positivas para Blaise, com todo nosso carinho...”
Hermione deixou o jornal cair no chão e olhou espantada para todos os lados. Krum não estava lá, graças a Deus. Ela sentiu ainda mais medo.
Mas de repente, uma raiva crescente tomou conta dela. Chega de ter medo. Ela disse para si mesma. Krum era um assassino. Ela era uma testemunha do que ele tinha feito, e não poderia mais ser fraca e chorona. Aquela não era Hermione que ela sempre fora; a justiça dependia dela, assim como sua liberdade e a paz de seus amigos.
Ela tinha que botar fim naquele garoto, ou daqui a pouco ele mataria outro, mataria algum amigo dela, mataria Harry, Rony, Gina.
Ela se levantou e correu para sua sala comunal. De principio, resolveu fugir de Krum, evitá-lo, e se esconder.
A primeira aula não teria com ele. Então foi para a sala de aula correndo, apreensiva. E se ele a encontrasse nos corredores?
Bom, ela não tinha mais medo. Ela sentia raiva. Ela não era bobona e medrosa como tem se mostrado! Provaria isso. E assim que tivesse força suficiente, colocaria Krum atrás das grades.
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— Hermione saiu da enfermaria hoje. Rony, você vigia ela. — disse Gina — Vocês tem a primeira aula juntos, e ela já deve estar na sala — a ruiva dizia para os meninos no café da manhã.
— Tudo bem, mas e se ela perceber? — Rony disse de boca cheia.
— Ela não vai descobrir. Você fique perto, e quando a aula acabar e ela sair da aula, vá atrás. A próxima aula vocês também tem juntos — Gina concluiu — Não é tão difícil. E se Krum se aproximar, não vá arranja encrenca, Senhor Esquentadinho, não quero que você seja expulso.
— Eu vou tentar — Rony piscou para a irmã e fora pra classe. Mione já estava lá, e parecia aborrecida. Ele olhou bem pra ela e percebeu o quanto estava com saudades.
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