O Nome Do Destino

1 Capítulo 1- A fuga


Eles estavam cada vez mais próximos, sentia os passos abafados e o som aterrador a poucos segundos de mim, só pensava numa coisa tinha de correr, correr como nunca o fizera.

A minha respiração estava descontrolada bem como a minha frequência cardíaca e eu já estava completamente esgotada, perguntava-me como é que ainda não tinha perdido os sentidos.

Estava aflita ou melhor petrificada nunca tinha sentido tanto medo em toda a minha vida, os homens que me perseguiam eram altos e eram muitíssimo bem constituídos, possuíam traços fortes e queixos salientes assim como um olhar feroz e ameaçador,ostentavam umas vestes de um vermelho escarlete e de um dourado glorioso e estavam bem armados , noutra situação até ficaria lisonjeada por os conhecer, mas naquele momento queria fugir daquele lugar desconhecido.

Parecia uma floresta, não uma floresta qualquer, uma floresta que não tinha fim, que todos os caminhos se cruzavam, que abria passagens secretas, parecia que a própria floresta tinha vida.

Eles estavam prestes a agarrar-me, já nem sabia se devia de continuar a lutar pela minha liberdade ou se me deixava capturar, estava muito cansada, tinha as pernas a tremer, estava ofegante, nervosa, suada e completamente pasmada com o que estava a acontecer... e de repente .. ACORDEI.

Acordei alarmada, e verifiquei que estava realmente toda suada e que me doía imenso os músculos das pernas, espreguiçei-me e por fim levantei-me!

Mas onde estava eu afinal???Afinal não tinha sonhado?Tinha sido tudo verdade?Não sei, apenas vi que me encontrava num sitio diferente, já não estava no interior daquele café tranquilo que tinha uma grande janela e podia admirar a cidade, havia uma grande humidade no ar e sentia mais facilidade em respirar, mas ainda há poucos segundos desfrutava de um belíssimo café e agora parecia que me encontrava num pequeno quarto mobilado de madeira, uma madeira robusta e brilhante!

Era um quarto bem modesto, mas estranhamente confortável e recriava os costumes celtas bem como os seus bom gostos, era em tons verdes, aliás com várias tonalidades de verdes.

Sentei-me na beira da cama, que parecia ser feita de penas e uma amalgama de cobertores sedosos, dei por mim a constatar que era apenas um sonho, que ainda estava a sonhar e que quando desse por mim emergiria novamente na realidade.

A verdade é que passaram-se longos minutos e eu continuava naquele lugar desconhecido!!!Como fora ali parar??Até agora só me tinha ocorrido que poderia ainda estar a sonhar,mas se aquilo não fosse um sonho?Tinha de sair dali, começei então a forçar a porta, mas ela era pesada, foi aí que ouvi uma voz, uma voz masculina, ainda assim doce como o mel.