O Nekagon - Surpresas

1 Capítulo I - Gatinho Manhoso.


Notas iniciais
Bem, não sei se está tão bom assim, mas vai.
"Nossas vidas são definidas por momentos. Principalmente aqueles que nos pegam de surpresa." - Bob Marley.

Pov Oliver.

Hoje eu acordei com uma sensação de que eu não teria muita sorte. E não foi para menos! Minha mãe já acordou me xingando, meu pai quase me deu um soco quando viu minhas notas e meu irmão gêmeo, aquele chato desprezível do Ikky, comeu todas as barras de chocolate, pondo a culpa em mim. Só não fiquei de castigo por causa do meu esforço.

Na escola não foi muito melhor. Sou o excluído da turma. Todos me acham "o esquisitão", só porque sou tímido, anti-social e porque fico na minha, quieto no meu canto, escrevendo. Amo escrever e ler. Minhas duas maiores paixões.

Andei de volta para casa, tentando não pensar que não queria ter acordado hoje. Mas se não acontecesse aquilo naquele dia, que dia aconteceria? No meu aniversário? Foi até suportável.

Abri a porta e entrei em casa, tropeçando em algo e quase caindo de cara no chão. O que diabos... Olhei a caixa no chão assim que ouvi o miado. Tinha um gatinho encolhido no canto da caixa.

Ah, não! Minha mãe odiava gatos! Como tinham coragem de deixar um gato na minha porta assim? Tudo bem que era um gato preto, mas...

Do nada, o gatinho saiu da caixa e pulou no meu colo, esfregando a cabeça na minha perna, como se pedisse carinho. Não pude resistir. Só uma atenção bem pequena não faria mal ao bichinho, e a minha mãe nem estava em casa.

_ Ei, bichinho, volte para a caixa, vou te devolver ao seu dono. — falei e o gato meio que se desesperou, saindo correndo e miando pela minha casa, como se pedisse socorro. — Ei! Calma, calma! Espera, você não pode ficar aqui! — quase gritei, tentando apanhar o bichinho que escapava de mim. No fim, parei. Ele ficou me observando. — Só hoje, amanhã eu te devolvo! — resmunguei e o gatinho voltou a se esfregar em mim. Certo, isso foi estranho.

Peguei uma vasilha e pus leite para o gatinho, que quase pulou dentro do pote. Peguei a caixinha e deixei ela jogada em um canto. Logo peguei uns pedacinhos de carne seca que estava na geladeira e dei para o gatinho, que devorou tudo com satisfação. Ele miou e pulou nos meus braços.

_ Você vai ter que ficar quietinho no meu quarto, sem sair. Porque o papai tem alergia a gatos e a mamãe odeia bichos. Certo? — perguntei, como se ele realmente me entendesse. Ele apenas me fitava.

Enfiei ele na cama e fechei a porta. Ele continuava deitado entre os lençóis. Fiquei pensando por um instante. Eu tinha feito tudo aquilo quase que automáticamente! Como assim eu pegara um gato sem falar com meus pais? Mas agora não tinha mais jeito. Era pegar ou largar ele no lixo. Preferia pegá-lo. Afinal, aquele gatinho era uma graça.

Notas finais
O que acharam da história? Gostaram? Odiaram? Ta entediante? Se quiserem eu paro de escrever. Olha, se eu não ganhar comentários eu vou achar que a história está ruim e nem sei se vou continuar... (Julgamentos precipitados acabam com a gente!)
Um abraço para todos!
Moukiki