O Nascimento da Lenda! Kayo!

2 O despertar da fúria! Kento reage!


Notas iniciais
Neste capítulo contarei sobre o desfecho da batalha de Kento vs Riki, sobre uma nova espécie e também sobre um novo aliado! Tenham uma ótima leitura.

– Wushu¹! Estilo livre. Cajado Devastador! – falava Riki ao entrar no seu modo favorito de luta.

Em um movimento veloz Riki estava diante de Kento, o golpeando inúmeras vezes e de ambas as direções – golpeava com uma ponta, invertia o cajado e golpeava com a outra, sem dar espaço para um contra golpe. Kento tentava bloquear, mas era atingido pela maioria dos golpes.

Grr! Tentei bloquear, mas é inútil! Se chegar perto de mais serei atingido novamente, se ficar afastado, não vou acertá-lo e ainda corro riscos! Hora de mudar de estratégia. – pensou Kento.

– Então é só isso o que você tem Riki? Posso aguentar muito mais do que empurrões com um cabo de vassoura. – colocava sua estratégia em ação.

– Como é que é?! Não se aguenta em pé filhote de cruz-credo! Mas se quer apanhar mais, eu não me importo... Segura essa então! Sõryo no Sutairo ¹- Shãpu Toppū³! – uma forte rajada de vento saindo de seu cajado acerta Kento e o lança pra longe, derrubando a parede de madeira que havia atrás dele. Um quarto com baixa luminosidade, onde tudo o que se via eram apenas reflexos da luz de fora batendo em coisas metálicas e a poeira levantada pelo golpe.

– Tsc! Valeu, agora eu posso brigar de igual pra igual com você!- segurava uma espada de um metro de comprimento na mão direita e sua bainha na mão esquerda. — dizia Kento.

– Pra falar a verdade, eu sou um espadachim, usei a soqueira porque era a arma mais próxima que tinha de mim. – Kento falava em quanto colocava as costas da espada em seu ombro direito. – Chega de papo, hora de acabar com as coisas aqui.

Kento então chuta um estilhaço de madeira que havia em cima de seu pé em cima de Riki e corre em direção a ele. O 1º imediato bate o cajado no estilhaço, mas é pego de surpresa por Kento, que faz um movimento em meia lua (de baixo pra cima, da direita pra esquerda, basicamente na diagonal), passando a lâmina no peito de Riki, e finalizando com um golpe nas costas do imediato.

– Grr! O que?! Sangue? Epa é meu sangue! Ahhh!... Como que você fez isso? – Riki olhava pra sua mão ensanguentada sem entender nada.

– Está acabado! – Kento guarda a espada na bainha, encarando o último homem que restava.

Um barulho similar a uma explosão vem do lado de fora da loja, seguido de um grito, então Kento correu para ver o que era, mas não sabia o que o aguardava. Kotar, um homem bom, que trabalhou a vida inteira fabricando espadas para a venda, nunca pensou que um dia morreria para a sua própria criação. O capitão Yuudai numa esquiva ao golpe de kotar enfia a espada no peito do mesmo, acabando com a luta, e Kento ao chegar ao local, vê seu pai ajoelhado, com sangue escorrendo pelo peito e o canto de sua boca, e consequentemente suas últimas palavras ao então órfão.

– Grr... Kento, essa era... A espada que eu daria a você quando fizesse 16 anos. Se cuida... Filhão.

Uma fúria descontrolada possui Kento, que tira a espada da bainha e corre em direção ao Yuudai, numa tentativa de acertá-lo, mas o capitão desvia, e o acerta com um soco na barriga, que se curva devido ao golpe, e em seguida acaba tomando uma cotovelada nas costas e uma pisada violenta nas costelas.

– Ahuahuahua! – ria Yuudai descontroladamente. – Você achou mesmo que ira me vencer? Fique mais forte a ponto de aguentar um soco garoto. Só então venha me enfrentar. Ah!... Antes que eu esqueça, fique com este “presentinho” do seu papai. – Yuudai pega a espada e joga ao lado de Kento, que ainda está caído ao lado de seu pai.

(...)

No dia seguinte, Kento acordou e se via deitado no leito do hospital, com um homem sentado ao seu lado, este homem era um grande amigo de Kotar, que praticamente cresceu junto com ele e o ajudou a educar Kento. Seu nome é Tsutomo, um comerciante do centro do vilarejo Aian no Mura. Um senhor de barba longa e embranquecida, com um chapéu de palha em formato de cone, com vestimentas simples...

– Sinto muito pela morte de seu pai Kento-kun... Essa foi realmente uma perda muito grande... – dizia o velhinho enxugando a lágrima que descia em seu rosto.

Ao receber alta, a primeira coisa que Kento pensou em fazer foi passar em sua casa, para ver como havia ficado. A triste notícia já havia se espalhado pelo vilarejo e por onde passasse todos o olhavam, com um olhar de angústia, era impossível não perceber o silêncio dos cidadãos. Chegando a sua residência, avistou a panela sobre a mesa, o buraco da bala e o prato partido ao meio... A cadeira onde seu pai sempre se sentava estava caída. Mal podia acreditar que tudo aquilo era verdade, e que seu pai nunca mais retornaria pra casa.

–Kento... Eu sei que é duro de aceitar, mas, por que não sai pra esfriar a cabeça, dar uma volta, pra colocar seus pensamentos em ordem novamente. –Tsutomo tentava consolar o seu meio que “afilhado”.

–Não dá. Por mais que queria, não posso... Ainda está fresco aqui na memória, parece que ainda posso sentir o sangue de meu pai encostando-se a mim... – falava em um tom de voz bem baixo, olhando para o chão e apertando a espada que herdou de seu pai.

– Vamos dar uma volta... Sei o quanto está abatido, mas ficar deprimido assim será pior. – tentava tirar o garoto de dentro da casa.

(...)

Um pouco mais tarde, estavam os dois rapazes passeando pelo porto (lugar favorito de Kento), quando algo o chamou a atenção... Era um barulho de papel ao vento, mais específico, um cartaz de procurado se desprendendo da viga. Ao pegar o cartaz, logo se sentiu inseguro, seu medo voltou, e começou a tremer, pois é... Era o cartaz de Yuudai, com uma recompensa de 7,000 mil Berries.

–Kento-kun, o que é isso na sua mão? – perguntou Tsutomo curioso.

–Hn... Não é nada de mais... Nada de mais... – falava segurando firmemente o cartaz.

– Hn... Tudo bem então, lembrei que preciso pegar minhas roupas com a Kaori – vizinha de Tsutomo e uma excelente doméstica. – Vou indo nessa... Te vejo mais tarde. – dizia ao se afastar.

Eram 15h34min P.M., o sol brilhava, o vento soprava forte, e foi quando Kento percebeu um forte cheiro vindo da lateral de um navio pirata — de pequeno porte. Acompanhado do forte cheiro similar ao de sardinhas, escutava-se também um pedido de socorro.

Havia um formato estranho, parecido com uma gota d´água, só que bem grande. Estava um pouco abaixo do nível do cais, o que dificultava em saber do que se tratava. Ao se aproximar, percebeu que era alguma coisa, ou melhor, que era alguém ali! Então foi conferir.

–Hn... O que é isso? – dirigia-se em direção a figura misteriosa.

– Ahhhh... Mas que merda é essa! Como isso é possível?! – gritava espantado com o que estava diante de seus olhos. Caramba! Não acredito que exste mesmo um peixe-gato-boi-tubarão-jé! – Seus olhos enxiam de lágrimas, mas eram de pura felicidade.

–Shhhh! Vão nos ouvir aqui! Quer por favo ficar quieto?! – disse a figura estranha.

–Ah... Desculpa, mas, como você foi parar aí?

–Eu estava nadando e quando percebi, tinha sido capturado por essa rede idiota. –dizia chacoalhando a rede pra um lado e pro outro.

–Eitah p****! Deixe-me ajudar. Disse Kento.

Kento pendurou-se na corda da rede e escalou até seu suporte, puxou-o para cima, apoiou seus pés na lateral do navio e empurrou com toda força que tinha. A rede alinhou-se com o cais e então Kento cortou a corda com sua espada, e daí a surpresa... BUM! A criatura tinha caído de cabeça no chão e acabou perdendo a consciência. Eles precisavam sair dali logo, pois dava pra ouvir os marujos voltando ao seu navio, por sorte a escada para o convés ficara do outro lado. O garoto então começou a rolar a criatura de pele lisa e acinzentada. Era grande e pesado, usava uma bermuda preta, sandália, e uma camisa havaiana roxa com flore brancas.

Ao passar pelas ruas da cidade, era impossível não chamar atenção dos moradores, que os olhavam com uma cara muito fechada e de curiosidade. Logo foram cercados por quatro garotos muito curiosos, de idades aproximadamente de oito anos.

–Ei! Olha que estranho. – dizia um dos garotos ao perceber a criatura.

–Que coisa mais estranha! O que é isso? Tá vivo? – disse uma das crianças cutucando com um graveto a tal “coisa”.

–Heeeh?! Parem já com isso suas pestes! –disse Kento tentando fazer com parassem de mexer na criatura.

–Por quê? Quem é ele Kento-kun? – perguntou o garoto, parando de mexer na criatura.

–Ele...? Eh... Ele... Ah... –gaguejava sem parar em quanto pensava no que falar. Ah! Ele é apenas um doido cagado que achei no lixo do porto. Acho que ele estava numa festa à fantasia.

–Incrível! Parece de verdade, olha! –o garoto esticava o rosto da “coisa”.

–Pare com isso! –disse Kento com um tom de voz bem furioso.

–Por quê? –perguntou um dos garotos com uma cara de quem não estava nem aí.

–Por que... Você vai acabar estragando a fantasia dele e eu vou ter que pagar depois! Façam alguma coisa de útil e me ajude a leva-lo pra casa. –dizia Kento ao firmar sua mão no peito da “coisa” para começar a rolar novamente.

Ao virarem a “coisa” de barriga para baixo, perceberam o tamanho do galo que tinha na nuca dele.

–Hmm...? O que é essa coisa rosada na cabeça dele? –cutucava mais uma vez em quanto perguntava.

–Já não disse pra vocês pararem de cutucar! Vão acabar estragando essa fantasia seus idiotas! Andem logo e me ajudem a rolar essa “coisa” pra minha casa.

–CERTO! –todos gritaram ao mesmo tempo.

Os cinco começaram a rolar a “coisa”, até que um perguntou: o que é essa “coisa” afinal?

É um... – coçava a cabeça procurando por uma resposta. É um peixe-gato-boi-tubarão-jé! –Kento falava com uma forte convicção.

–Um o que?! –perguntaram os quatro meninos ao mesmo tempo.

– É isso aí! Um espécime raro hoje em dia, basicamente é uma mistura genérica de algumas espécies, sendo elas: o peixe-gato, boi, o tubarão branco e por último o jacaré. Esse animal é muito interessante... Seu corpo é formado por partes de cada um deles. Tendo um corpo comprido de mais ou menos uns dois metros e setenta centímetros, com uma calda de tubarão com um metro de comprimento, totalizando três metros e setenta centímetros. Possuem mais de trezentos dentes em sua boca, tem quatros patas, pode caçar tanto na água como na terra. Um animal incrível!

–Uau! Que incrível! –todos falavam ao mesmo tempo, pareciam vomitar arco-íris.

–Mas... Era muito caçado pelos pescadores, sua carne é deliciosa, e também aproveitavam o couro para fazer calçados e roubas.

(...)

Ao chegarem à casa de Kento, o deixou deitado no sofá, estava todo torto, e parecia murmurar em quanto dormia. Água... Quero água mamãe... Hehehe. Você é uma mãe muito boa – sussurrava em quanto dormia.

–Obrigado pessoal, podem voltar ao que estavam fazendo. – Kento despedia-se dos garotos ao chuta-los pra fora e bater a porta. — Ufa... Agora posso ver qual é a desse cara no meu sofá.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste capítulo... E não vai parar por aqui! Já estou quase terminando o 3º Cap. Por favor pessoal, comentem, se quiser dar algumas sugestões eu estou disposto a ouvi-las, se vocês tiverem críticas, também podem comentar. E lembrando que vocês não precisam fazer nada disso. Não estou obrigando ninguém, mas de fato ajudaria bastante na hora de escrever, porque eu saberia que está dando resultado. NOTAS:Wushu¹- estilo de luta dos monges. Basicamente um Kung Fu. Sõryo no Sutairo²- Estilo Monge Shãpu Toppū³- Rajada Cortante Peixe-gato-boi-tubarão-jé: uma mistura de peixe-gato, um boi, tubarão e um jacaré. Fiquem com Deus galera! ABRAÇOS Á TODOS! O/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.