O Nascimento da Lenda! Kayo!

1 O começo de tudo! Um dia inesquecível!


No cair da tarde, por volta de 16:46 PM, havia a figura de um garoto no cais do porto do vilarejo Aian no Mura( Vilarejo do Ferro). Um homem chamado Kento, que perdeu sua mãe ao nascer, e por conta disso cresceu com seu pai, um trabalhador muito ocupado, que não tinha muito tempo livre para seu filho.

Kento admirava o vai e vem das ondas, o reflexo do sol no lindo horizonte sem fim do oceano. Passa a maior parte do tempo no cais treinando... Imaginando como seria a vida de um marinheiro, suas batalhas épicas, o confronto entre navios no vasto oceano, as criaturas que poderiam habitar ali — chegava a pensar até mesmo se poderia existir algum peixe-gato-boi-tubarão-jé³!

Passa a primeira metade do dia treinando para ser o melhor espadachim de todos os tempos (usava um pedaço de madeira como espada), tirava uns minutinhos para uma boquinha e passava a outra metade sentada na beira do cais, lendo livros de navegação e constelações para que algum dia pudesse virar um esplêndido navegador!

-Kento vamos pra casa, logo anoitecerá, farei um jantar com suculentos pedacinhos de bacon para nós! – disse Kotar, pai de Kento.

Já estou indo pai. – dizia ao se levantar.

Ao anoitecer, Kento se via de frente com a panela quentinha, como seu pai havia dito.

-Então filho, como foi seu dia hoje? – dizia em quanto enchia o prato.

- Foi bem pai, passei o dia admirando o mar, treinando e lendo... Vendo o chegar e o partir dos navios cargueiros. Vi até um peixe sendo comido...

- Huau! Um peixe sendo comido, que... Emocionante – dizia com um olhar de falsa admiração no rosto.

Kento teve seu apetite interrompido por uma sensação estranha, sentia como se tivesse um demônio atrás dele. Não sabia o que era aquilo, apenas presumiu que via em sua direção e disse:

- Ah... Pai, eu preciso ir ao banheiro, com licença. – e correu para se esconder.

A porta abriu violentamente e um homem de aura sombria entrou em sua casa, era de uma aparência perversa e maligna, tinha por volta de 20 anos, 1,86 de altura. Vestia-se de forma vulgar, sem se importar com seu visual, usava uma regata listrada na horizontal de cores preto e branco, um chapéu cobrindo parcialmente seu rosto, mas era eminente sua cicatriz no canto da boca, usava calças de moletom e botas negras como a noite.

- Espero não estar atrapalhando. – olhava fixamente para Kotar.

- No que devo a honra dessa visita? – respondeu ao pirata empunhando sua faca por debaixo da mesa.

- Não há necessidade da faca. Apenas quero lhe pedir algo. – em quanto dizia isto, seis homens entraram e se posicionaram atrás dele.

- O que seria então?

- Uma encomenda. Pra ser mais exato, quero que me faça uma ótima espada! Partirei em alguns dias e preciso de uma nova, já que usei minha última em uma criatura sombria dos mares. – falava olhando para uma brecha que havia no corredor, que por a caso era onde Kento estava escondido.

- Sinto em dizer, mas... Minha loja está fechada, se quiser retornar amanhã ao nascer do sol, te atenderei com muito prazer. – sorriu Kotar.

O Pirata sacou uma arma e atirou em seu prato, pois estava furioso com a resposta que lhe dera.

- Acho que não está entendendo senhor. Quero minha espada pra daqui três dias! Acho melhor começar o quanto antes! Peguem-no! – ordenou o pirata com uma risada maligna.

Os capangas do pirata sequestraram Kotar e correram na direção de sua loja. Kento estava horrorizado, chegando a ficar momentaneamente paralisado de medo. Não pensou nas consequências, pegou sua soqueira de metal que ganhara de seu pai quando mais novo e acabou os seguindo, até chegar na loja de seu pai . Viu uma cena que o traumatizou, não conseguia acreditar no que estava acontecendo... Num estante estava tudo normal e no outro, um verdadeiro caos!

- Por favor, não machuque Kento! Eu farei a sua espada, mas não machuque meu filho!

- Então você tem um filho é? Hahahaha que coisa patética! Implorando pela vida miserável que deu a ele. Tudo bem, apenas me faça a tal espada que irei em bora e não tocarei em seu filho. – disse sorrindo, mas com ar de mentira.

O ambiente ficou pesado e tenso, logo Kotar começou a derreter o metal para produzir a espada... E foi quando tudo mudou drasticamente na vida de Kento.

- Capitão! Dê uma olhada no que eu achei! – segurava uma espada numa bainha preta com desenhos tribais em vermelho.

- Hm... Deixe-me ver isso. – saiu em direção do seu nakama.²

Era uma bela espada, corte fino e suave, parecia que alguém estava cuidando dela desde seu “nascimento”. Kotar deu um último olhar para suas ferramentas, levantou-se, encheu seus pulmões de ar e gritou o mais alto que pode:

- Ahhh Kento!!! Perdoe-me por não passar mais tempo com você! Mas, quero que saiba que nunca deixei de pensar em você meu filho! O seu pai te ama muito!

Imediatamente desceram lágrimas dos olhos de Kento, ele sabia o que iria acontecer, sabia que ia ficar mais só do que já era.

- Não! Não pode ser verdade! Primeiro minha mãe, e agora o meu pai?! Por quê? Por que comigo? – chorava e chorava com as mãos na cabeça.

Kotar imediatamente pegou a caldeira com o metal derretido, e virou na direção dos piratas. Pegou seu martelo e desferiu um poderoso golpe de cima para baixo na cabeça do homem que gritava por ser atingido pelo metal. Kotar continuou na direção do próximo homem, e impiedosamente lançou seu martelo no rosto do pobre coitado.

- Mas o que significa essa barulheira toda?! – voltava o capitão vindo de uma sala de espadas. – Mas que P**** é essa?!

Sem pensar duas vezes tirou a espada que estava na bainha e partiu furioso pra cima do ferreiro...

- Morra seu maldito! – golpeava sem parar na tentativa de acertar Kotar.

Um pedaço de ferro atingiu o capitão, que parou e olhou para Kento...

- O que você pensa que está fazendo garoto bastardo?! – disse o capitão.

- Kento! Saia daqui! Anda! Fuja em quanto pode! – Kotar tentava acertar mais um homem em quanto pronunciava tais palavras.

- Não pai! Não sairei daqui em quanto estiver correndo perigo. – sorriu ao acertar um murro poderoso na nuca do marinheiro que estava roubando os berries da loja.

Ainda restavam cinco homens contando com o capitão. Num inesperado pulo, Kotar agarrou o capitão e rolaram juntos para fora da loja. Kento aproveitou a distração ocasionada por seu pai, e encaixou um belo cruzado de direita no rosto do marinheiro, que caiu na hora devido o uso da soqueira de metal que Kento possuía. O garoto moreno de olhos castanhos escuros montou sua guarda colocando as mãos na frente do rosto, quando pisou em uma corrente que estava jogada no chão. Dois homens correram em sua direção, e sacaram suas facas, golpearam o ar desesperados para acertá-lo, mas sem nenhum sucesso... Kento desvia dos golpes, pega a corrente rapidamente e acerta o rosto do segundo homem que o tentou matar. Mas acabou acertando a janela também e ouviu lá de fora o berro de seu pai:

- Kento se você não morrer, eu vou te matar! Irei fazer você trabalhar duro até pagar o estrago da janela, seu retardado! Pense um pouco antes de agir... Grrrr!!

- Então você luta alguma coisa ou só está dando sorte mesmo, idiota! – disse o melhor amigo do capitão, estralado seus dedos em quanto encarava Kento.

- Por que você não vem aqui e descobre? – disse Kento com a voz trêmula.

- Hun!... Se você quer desse jeito, tudo bem. Só não chora muito quando eu te bater, O.K.?

(...)

Era tarde da noite, havia sangue derramado se misturando com metais derretidos a uma temperatura intensamente alta. Quatro abatidos, só restavam mais três pra esse inferno acabar... – pensou Kento.

- Ah propósito garoto, eu sou o Riki, o 1º Imediato do Capitão Yuudai! E você é...? — Riki, um homem loiro, usava um casaco de pele, bermuda azul e uma sandália... Tinha por volta de 1,70 de altura, magro... Porém muito forte, e lutava sempre com um cajado que guardava em suas costas.

- Meu nome é Kento!

- O que você quer que eu coloque em sua lápide? – se dirigiu a Kento com uma risada quase que involuntária.

- Você fumou o que cara? – Kento debochava sem parar.

- GRRRR!!! Hora seu pirralho! Eu vou fumar teu rim! Idiota! – gritava Riki com uma enorme raiva do garoto.

Riki tirou o cajado que tinha nas costas, fez sua exibição de costume, passando o cajado por detrás da cabeça, rodando-o em alta velocidade. Começou a correr em direção de Kento, quando se aproximou, Riki tentara golpear a cabeça de Kento, para acabar com a luta de uma vez, mas não teve sucesso. Ken-chan (Kento) se abaixou por reflexo, empurrou Riki para sua direita, e correu em direção ao interior da loja. O 1º imediato fez um movimento rasteiro com seu cajado, acertando um dos pés do garoto, que caiu na hora.

- Qual é pirralho! Não é assim que as lutas funcionam! – disse Riki indo na direção de Kento. – Irei te contar como realmente é... Eu devo bater em você, e ganhar a batalha, em quanto você agoniza de dor... É assim que deve ser.

Não é assim que eu me imaginava nas batalhas... – pensou Kento em quanto se levantava diante de seu adversário.

Ken-chan arriscou um cruzado de direita, mas Riki deu dois passos á trás e desviou com sucesso, emendando um forte empurrão com a ponta do cajado e um movimento em meia lua na altura do peito do rapaz... Kento ainda tenta bloquear usando a soqueira, mas é lento de mais, e acaba sendo atingido... Num instante se vê caído, sem acreditar no que acontecera.

Notas finais
Bom galera, foi isso o primeiro capítulo. Eu escolhi este nome para a fic, pois já que Gold D. Roger está morto, naturalmente nascerão outras lendas. E o nome Kayo, do japonês significa Crescente Geração, que é bem sugestivo à história.
Podem deixar críticas, elogios, sugestões e comentário de apoio ou falando sobre sua opinião. Por favor, não se sintam obrigados a fazer o que pedi, só se vocês realmente quiserem.
Espero que tenham gostado... Fiquem com Deus galera!
NOTAS:
Nakama²: companheiro, amigo.
Minna¹: pessoal.
Peixe-gato-boi-tubarão-jé³: uma mistura de peixe-gato, um boi, tubarão e um jacaré.