O Namorado Da Minha Irmã
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Me digam o que acharam, não economizem palavras...
Boa Leitura!
(Se acharem erros me alertem que eu irei corrigir!)
Eu havia acabado de me arrumar e estava olhando o resultado no espelho. Bom, acho que está valido para um jantar de negócios.
Hoje os chefes do meu pai vinham em casa para jantar e talvez assinarem uma “promoção dos céus” como dizia meu pai. Ainda ria lembrando-me de sua felicidade ao contar a notícia, mas ele merecia, sempre trabalhou e se esforçou muito.
Eu estava com um vestido roxo de alcinha, ele era cinturado e descia levemente rodado até dois dedos acima de meus joelhos. Usava sandálias pretas simples, porém sofisticadas. Meu cabelo encaracolado estava preso num coque mal feito com alguns cachos caindo por meu rosto, e para finalizar uma maquiagem clara e brilho nos lábios.
–Está linda, Filha!
Pulei escutando a voz de minha mãe atrás de mim.
–Que susto, Mãe! Não escutei a senhora entrando. – Falei virando para ela.
Minha mãe estava como a típica senhora de uma tradicional família, vestido reto e bege logo abaixo dos joelhos, mas ainda sim linda para uma mulher de sua idade. Minha mãe ainda recebia muitos olhares por ai.
–Você também está linda, Mãe! – Ela sorriu.
–Que bom! Precisamos impressionar hoje! – Ela disse dando uma piscadinha.
Ri com seu comentário.
–Bom, se apresse! Logo nossos convidados chegarão e quero você ao nosso lado recepcionando-os! – Ela disse apontando o dedo indicador.
Revirei os olhos imaginando meu momento “filha perfeita”.
–E, aliás, não quero saber de discussões entre você e sua irmã! Estamos entendidas, Maggie? – Ela disse séria.
–Diz isso pra Barbie, é ela que começa! – Resmunguei pensando na minha irmã.
Ela tinha 19 anos. Ela era o tipo garota popular, loira, corpo escultural e de praxe, como toda patricinha popular, sem inteligência alguma. As únicas coisas que passavam na cabeça dela eram: compras, namorados e mais compras.
Completamente diferente de mim, eu era levemente bronzeada, cabelos caramelo encaracolados, olhos castanhos esverdeados. 17 anos. Nada de exagero, ao contrário de Elizabeth, minha irmã, ou como eu dizia: Barbie.
–Margareth! – Minha mãe disse ainda séria.
Revirei os olhos.
–Ok, Dona Claire!
Ela sorriu.
–Ótimo! E desça logo! Sua irmã foi buscar o Drew e já está chegando!
–Ótimo, o desgraçado vai vir também! – Resmunguei baixo.
Vi minha mãe me lançando um olhar mortal.
– O que foi que você disse Margareth Lilian Grant?
Bom, aparentemente não tão baixo assim...
–Eu... Hã... Eu disse que é ótimo que aquele... Bem, aquele meu “cunhado”... Isso! “Cunhado”... Venha também. Porque queremos a família reunida, certo? – E dei meu melhor sorriso “inocente” que consegui.
–É bom mesmo, Dona Margareth. Nunca entendi essa sua cisma com ele!
Cisma? Cisma? É ele que tem cisma comigo, aliás, eu não sei o que fiz pra merecer uma pedra no sapato assim, porque aquilo não é um cunhado!
–Um moço tão bom, educado, bonito, prestativo... – Ela começou a enumerar as qualidades dele.
–Ok, Mãe! Entendemos! – Disse interrompendo-a. – Andrew é o cara perfeito! Algo mais? – Disse já entediada.
–Sim, seja educada! Isso é algo muito importante pro seu pai!
Bufei.
–Eu sei, Mãe. Acalme-se! Vai ficar tudo bem. – Disse para tranqüilizá-la.
–É o que eu espero! – Ela disse saindo do meu quarto.
Bufei e me joguei na minha cama.
Essa noite com certeza vai ser longa, afinal além da Barbie vou ter que aguentar meu “cunhadinho”, o Sr. Perfeito!
Será que ninguém realmente vê como ele é? Aquele idiota, hipócrita, falso...
–MARGARETH! – Escutei minha mãe gritando.
Levantei-me contra vontade, que comece o inferno!
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Desci as escadas e logo vi a porta aberta. Lá estava minha irmã com um vestidinho minúsculo preto e grudado no corpo, maquiagem forte e saltos altíssimos, revirei os olhos, será que “jantar de negócios” significa alguma coisa pra ela? E logo ao seu lado sendo cumprimentado por minha mãe estava ele. Andrew Lerroy. Meu cunhado.
Me doía... Muito! Mas tinha que admitir, o filho duma mãe era bonito! Tinha 20 anos. Era mais alto que eu, mais ou menos 1,80 m; tinha um corpo forte, nada exageradamente malhado, apenas bem definido... E, infelizmente, tinha um rosto lindo. Maxilas definidas, boca avermelhada e levemente cheia, e os olhos... Nossa, que olhos! Aqueles malditos olhos azuis.
Seus cabelos negros e lisos estavam desarrumados como sempre. E ele estava de calça preta social e camisa, também preta, com as mangas arregaçadas até os cotovelos e com dois botões abertos em cima, deixando exposto seu bom estado físico.
Eu estava quase chegando ao fim da escada quando nossos olhares se encontraram e vi nascer aquele maldito sorrisinho malicioso em sua boca e então... Bem, então eu como a pessoa mais equilibrada do mundo tropecei e iria direto pro chão, a não ser pelo fato de que dois braços fortes e quentes me seguraram antes disso.
Olhei para cima e estava a alguns centímetros de distancia do rosto do FDP e daqueles malditos olhos.
–Sempre sabendo como fazer uma entrada! – Ele zombou de mim.
Recuperei-me e sai de seus braços ajeitando meu vestido e me segurando pra não responder a altura.
–Não irá agradecê-lo, Margareth? – Perguntou minha mãe com os olhos semicerrados.
Inspirei profundamente antes de falar com um sorrisinho cínico.
–Obrigada, Andrew.
–De nada, cunhadinha. – Ele disse com aquele sorrisinho malicioso escondido pela sua “educação”. – Aliás, devo dizer que está especialmente linda essa noite.
E assim me mediu, fixando os olhos em minhas pernas, por algum motivo tive vontade de puxar o vestido mais para baixo.
Será que eu era única que via isso?
–Obrigada novamente. – Respondi saindo rapidamente de seu campo de visão.
Escutei uma risadinha vinda dele e decidi ignorar, pois logo escutamos a campainha.
–Eles chegaram! – Anunciou meu pai.
Que ótimo! Que comece a tortura.
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