O Mundo dos Sonhos
49 Capítulo 48 - A Jornada de ambos
Notas iniciais
Pouco tempo depois; após já terem terminado o chá; Jimmy se levanta, e coloca seu copo, numa bandeja de prata; dizendo:
–Bom. — ele começa. — Agradeço por tudo, pelo suco; que aliás estava uma delícia! — exclama. — Mas, agora, estou partindo para a Floresta Mãe. — sorri.
Taila também se levanta; e após o último gole de seu chá, exclama:
–Já?! — ela não entendia. — Está tão cedo. — tenta faze-lo ficar.
E logo coloca sua xícara detalhada, também na bandeja; a qual estava sobre uma delicada mesa de madeira rupestre, enfeitada com leves flores amarelas perfumadas.
E o diálogo continua:
–É que, prefiro chegar adiantado. — especifica Jimmy.
–Tem certeza? — ela pergunta preocupada. — É perigoso ficar sozinho naquela Floresta; em tempos como este principalmente. — continua o alertando.
–Não se preocupe rainha Taila. — fala Jimmy com um sorriso. — Sei me cuidar! — ele se gaba um pouco; e continua. — O máximo que pode acontecer, é Meg chegar, e eu não poder abraça-la por conta de seu irmão; Caleb. — ele ri.
–Tudo bem. — exclama Taila rindo.
Sendo assim; os dois seguem para a sala do trono. Um lugar feito de cobre; com apenas alguns detalhes do teto, e das paredes; em puro ouro. Eles passavam pelos grandes corredores; os quais possuíam belas pilastras, e alguns quadros; os quais levavam consigo, imagens de pessoas importantes; também, se encontravam, algumas armas, as mais antigas e raras.
Jimmy, nota, que várias pessoas que passavam por eles; indo e vindo; usavam vestimentas simples, porém, bem diferentes. A roupa se definia numa só; como aquele que surfistas, ou super-heróis usam; eram coladas e possuíam um tom azul marinho, com uma listra branca por toda sua lateral esquerda. As mulheres estavam também com luvas e botas de salto pretas; e os cabelos, todos muito lisos; presos num rabo-de-cavalo perfeito. Já os homens; também estavam de bota, só que sem salto; e também usavam luvas pretas; já o cabelo, possuía um penteado como o de um boneco; brilhante, e macio.
E enquanto a rainha o acompanhava até a saída; a qual jazia bem à frente do trono, almofadado vermelho; Jimmy dizia:
–Não, rainha. — ele soava tranquilo. — Não é preciso. — dizia enquanto a mesma queria acompanha-lo.
–Ora! — Taila coloca as mãos sobre a cintura. — Até parece que não te conheço pequeno Jimmy. — ela sorri. — Não tem problema algum; é uma honra! Pois não é sempre que vem me visitar não é mesmo? — ela pergunta sorrindo.
–Sendo assim. — ele indaga. — Tudo bem. — sorri de lado.
E então, a rainha o leva. Eles seguem até o enorme portão de entrada; o qual era feito de colunas prata e finas; e o muro, envolta dele, era do mesmo material; só que alguns metros menores, pois este era muito grande.
Enquanto andavam, Jimmy apreciava caminhar sobre a neve macia e branquinha que rodeava todo o castelo por fora. Era de um jeito curioso; não muito gelada, mas confortante. Chegando próximo ao portão, se despedem:
–Esta aqui; algo que talvez te ajude. — a rainha lhe entrega uma mochila; a qual aparece do nada em suas mãos.
–Não sei se posso... — diz Jimmy a observando.
–Por favor; seria uma honra. — insiste a rainha.
–Então; muito obrigado. — ele sorri.
E logo, resolve ir de vez:
–Vá com Deus querido Jimmy. — diz Taila; a qual já abrira o portão. — Que os anjos lhe façam companhia! — ela acenava.
–Obrigado rainha Taila! — exclama Jimmy; o qual sorria ao se virar para trás. — Voltarei em breve! — ele também acena.
–Assim espero! — exclama a rainha.
Jimmy assim; segue sozinho para Floresta mãe; sem esperar o que lhe aguardava.
(...)
Na Floresta negra; sentada numa cama de madeira preta, com apenas os lençóis brancos; e o restante do quarto, inteiramente feito de madeira preta; estava Charlotte. Ela ouvia sua mãe; enquanto penteava ao cabelos castanhos claros:
–Hoje! Teremos nossa vingança! — exclamava Catherine num tom medonho.
–Sim! — Charlotte concordava com tudo o que a mãe dizia.
–Iremos até a Floresta mãe; o quanto antes! — ela cerrava os punhos. — Agora! — exclama.
–Agora? — pergunta Charlotte.
–Sim! — seus olhos brilhavam. — Quanto antes melhor! Assim poderemos seguir com o plano rapidamente! — continua. perdida em pensamentos.
–Pode contar comigo, mamãe. — dizia a garota com um sorriso malicioso.
E após terem aproveitado um pouco, sua possível situação feliz; Catherine vira de costas, e segue para até perto do seu guarda-roupa negro. Sozinha. E Charlotte fica na cama, penteando o cabelo.
Catherine, sem deixar que a filha visse; tira uma chave dos bolsos; e balbucia para si mesma:
–Só para ter uma vitória completa. — seus olhos azuis escuros como à noite, brilhavam.
E logo, com a chave, e seu guarda-roupas aberto; ela abre uma pequena caixa vermelha escura; a qual estava escondida por trás de todos os seus pertences negros; e lá de dentro tira uma coisa.
Uma adaga.
Uma adaga de prata, com detalhes pretos, e também em ouro.
Charlotte percebendo que a mãe estava concentrada; pergunta:
–O que tem ai mamãe? — diz inocente.
–Nada! — exclama Catherine escondendo a adaga em seu cinto largo. — Não tenho nada. — ela se vira para a filha.
–Tá bom... — Charlotte volta a pentear os cabelos; porém um pouco desconfiada.
E enquanto colocava sua enorme capa preta; Catherine exclama um pouco nervosa:
–Vamos! Ande logo garota insolente! — ela se referia à filha. — Coloque sua capa. Vamos! Vamos! — a apressava.
–Já vou mamãe! Estou indo! — dizia Charlotte, a qual colocava sua capa negra com capuz o mais rápido que conseguia.
–Isso! — concorda Catherine. — Temos que chegar lá o quanto antes!
Logo as duas terminaram de abotoar a capa negra; e colocam rapidamente o capuz sobre as cabeças. Assim então, partiram.
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