O Mundo dos Sonhos
40 Capítulo 39 - J & F Para Sempre
Notas iniciais
Jenah acabara de chegar na escola; e já fora pra cantina da frente; a primeira cantina que existe ao chegar na escola. E lá ela faz seu pedido:
–Um suco de laranja por favor. – diz de um jeito triste, após a senhora da cantina lhe lançar um olhar simpático, cheio de pés de galinha.
–Claro querida! – responde a senhora com um sorriso gentil.
E enquanto esperava, Jenah mantinha o olhar triste; e após perceber a música de tocava ao fundo, provavelmente à do baile; ela suspira de olhos fechados. A senhora da cantina, volta rapidamente com seu copo de suco, e também com um canudo; e lhe lança um olhar de preocupação; e diz tentando sorrir:
–Não vai ao baile criança?- pergunta curiosa, esperando talvez um “sim”.
–É... – Jenah mantém a cabeça baixa. – Não. – ela finge um sorriso, e levanta a cabeça, pegando o suco e o canudo, com apenas uma mão.
–É uma pena querida. – ela diz sincera.
–Tudo bem. – responde Jenah desviando o olhar.
Então ela coloca o canudo em seu copo; e diz gentilmente à tal senhora:
–Obrigada. – sorri.
–Por nada! – responde a mulher de uma forma gentil.
A garota logo segue para a quadra, após tomar um gole de seu suco. Jenah vestia uma calça jeans rasgada, um All Star surrado, e uma regata preta personalizada por ela mesma; também estava com uma gargantilha preta, a qual se compunha de uma carreira de spikes prateados, em seu pescoço; e uma toca cinza em sua cabeça.
(...)
No salão, onde acontecia o baile; estava Fred, com as bebidas nas mãos:
–Aqui está! Bom, trouxe refri, gosta?- ele diz enquanto andava olhando para as bebidas. – Espero que... – ele para, após perceber que Charlotte não estava mais ali. – Mas... – fica sem reação.
Então, ele dá uma volta de 360° no lugar onde estava; observando assim quase o salão todo; e logo percebe que a garota não estava mesmo ali. Fred se recompõe, ficando um tempo parado em seu lugar, olhando para os copos; sem acreditar, que em seu primeiro baile, a garota que convidara, tivesse fugido. Ele respira fundo, e volta a olhar para frente, tomando assim uma atitude.
Fred começa a andar até a saída de emergência, com os dois copos ainda em suas mãos. E ele logo, começa a pedir licença às pessoas, praticamente às atropelando:
–É... Com licença, com licen... Obrigado. – ela passava por todas as pessoas que ali estavam; as quais o observavam com um certo desprezo. –Com licença! Por favor, me deem... – ele tentava.
Então, alguém fica parado em sua frente, e ele não tem como escapar para os lados. Fred então suspira, e diz gentilmente:
–Pode me dar licença por favor?- a pessoa nem sequer, sai do lugar. – Ei! – ele acaba empurrando o alguém que estava em sua frente.
E mesmo assim, a pessoa continua ali; sem se mexer um centímetro sequer, o que assusta o garoto. E quando a tal pessoa se vira, Fred quase tem um surto, era Frank, um valentão do terceiro ano; ele segurava uma lata de refrigerante, e ao olhar para Fred, que mais parecia uma criancinha com medo; ele a amassa com apenas uma das mãos.
Fred tenta dizer alguma coisa gaguejando, porém o garoto o fuzila pelos olhos, e solta um risinho malicioso:
–Me descul... Me desculpe... é... – Fred tenta, porém só deixava Frank mais nervoso.
–Ninguém me empurra palito de dente quatro olhos! – diz exaltado.
A sorte de Fred, é que Frank não era de fazer “showzinho”, então logo deu-lhe um tremendo de um soco em seu rosto; o que o fez cair no chão de uma vez.
Depois de um pequeno tempo, Fred tentava se levantar; com uma das mãos na cabeça, e a outra arrumando os óculos. Mesmo assim ele se levanta, meio tonto; e então, os “capangas” de Frank, o pegaram no colo; no meio da multidão de pessoas, que ali se formara; e eles o jogam para fora, contudo.
Fred cai sentado, e grita:
–Meus óculos! – exclama olhando para a porta de se fechara.
Nisso, uma armação agora quadrada voa, e vai parar em seu colo. Fred os coloca, e se levanta, passando a mão no canto da boca; onde agora estava sangrando. Ele segue para frente, ainda olhando para os dedos, manchados pelo sangue de sua boca; e ao olhar para frente, pode ver que Jenah estava ali parada, perto dos armários; ela bebia seu suco, e que após perceber que Fred olhara pra ela; Jenah sai andando novamente.
Fred então corre atrás dela, dizendo:
–Espera! – exclama, e Jenah para, olhando então para ele.
–O que foi?- pergunta rabugenta, e logo muda a fisionomia ao ver que ele estava todo machucado. – O que aconteceu? – pergunta preocupada, colocando a mão sobre o rosto dele. – Meu Deus Fred! Você está sangrando!
–É... eu sei... – diz, olhando para o chão. –É... Jenah eu... – ele começa, o que chama a atenção de Jenah.
–Não! Não Fred! – ela se afasta.
–Espera! – ele alcança sua mão, e a segura gentilmente. – Porquê fugiu assim? — pergunta preocupado.
–Eu não fugi Fred. – explica a garota. – Apenas não queria ver falsidade por um tempo. – volta a ficar zangada; soltando a mão.
–Espera Jenah! – ele segura em seu braço. – Por favor. – ele diz suavemente, olhando em seus olhos fixamente.
E então os dois ficam ali, se olhando. Fred logo começa a se aproximar, e Jenah permanece no mesmo lugar. O garoto então desliza a mão, que estava no braço dela, até sua mão; e com a outra, envolve sua cintura. E ele se aproxima, lentamente; até que Jenah começa a fazer o mesmo; e os dois finalmente, se beijam, suavemente.
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