O Mundo de Pocema

20 Capítulo 20: Passeio


Segunda-feira foi mais tranquilo, Conversei só um pouco com as minhas amigas antes de dar o horário. — Na sala, só eu e o aprendizado.

No recreio não foi diferente, eu fui para um canto comer sossegada.

Abrir a mente cansa, um pouco. Sabe, um tempo para mim.

Depois de comer fui procurá-las.

— Achei vocês! — Apontei.

Lá estavam as minhas amigas com o Miguel e uns meninos.

— Olá. — Disse meio tímida.

— Pocema, este são os meus amigos: Rafael e Diego.

Eles disseram "Olá" ao mesmo tempo.

— Nós estávamos combinando de ir ao grande jardim no sábado! — Disse Nina toda empolgada.

— Mas quem vai nos levar? — Perguntei.

— O pai do Miguel dirige. — Disse Bruna.

— Não, meu pai guarda o sábado. — Disse Miguel.

— Já somos grandes! Podemos ir de ônibus! — Disse Nina empolgada, mais uma vez.

— Combinado, então! — Miguel se levantou e seus amigos logo em seguida. — Até.

Quando eles foram embora, decidi perguntar o que estava acontecendo:

— Que jardim é esse?

— O jardim que todos os casais vão! Que romântico! — Carol estava vermelha de tanto imaginar.

— Espera! — Eu resolvi fazer os cálculos. — Somos quatro e eles três!

— Eu quero ir porque eu acho legal, e só. — Disse Carol. — Imagina vocês três beijando os seus amados!

— Espera aí! Eu não tenho nenhum amado, não! — Disse brava.

— Tá, Pocy. Finge que eu gosto! — Disse Bruna brava, também. Ei! Quem está brava aqui, sou eu!

Me emburrei e fui embora.

* * *

A semana se passou bem devagar, até a chegada do sábado.

— Tchau, filhota! Vão com Deus e não aceitem carona de estranhos!

— Mas mãe! O motorista é um estranho! — Brinquei.

— Não se preocupe, mãe da Pocema! — Disse Bruna, confiante! — Nós ficaremos em segurança!

— Que bom!

— Não chegue tarde, Pocema! — Disse o papai.

— Tchau, Pô!

Eu abracei a Carlota e a girei:

— Eu volto logo!

Esse tal jardim era bem longe de casa, mas com uma boa companhia e uma conversa tudo fica mais rápido!

— Bom dia, meninas! — Disse o Rafael. — Como estão?

Bruna foi a única que disse "ÓTIMA" quase gritando. Já sei o alvo dela agora.

No começo, estávamos todos juntos, e tudo era tão lindo, mesmo!

Nina e Bruna seguravam os braços dos seus companheiros. Assim, bem "discretas", sabe?

Só que, mais tarde, a Carol deu um jeito de separar os dois casais mais eu e o Miguel para cantos diferentes. — Então eu e o Miguel decidimos ir para o meio da ponte ver os peixes.

— Olha aquele laranja! — O Miguel apontou.

— Eu vi! — Este lugar é tão lindo! Parece o Japão!

— Verdade! — Seu rosto ficou sério de repente.

— Miguel, aconteceu alguma coisa?

— Você gosta de mim?

— Como?! — Do nada?!

— Na minha casa você disse que meu sorriso era bonito.

— Você também ouviu?!

— Todos, na verdade. — Ele disse com graça.

— Eu não gosto de você. Eu ainda gosto de você!

Ele me olhou, assustado.

— Você era o garotinho do meu sonho que não tinha nome, nem destino. Mas, quando eu te vi, não ficava indiferente. — Quando mais conversamos, mais eu gosto de você. E quando fomos no seu quintal, eu via as imagens da nossa infância, mais ou menos. — Em casa, eu procurei por fotos e tive mais lembranças. — Chorando, ele me abraçou.

— Eu sempre gostei de você! — Eu tive que fazer terapia pra te esquecer um pouco nesses anos. Eu pensava que você tinha morrido!

— Eu até estou usando o colar que você me deu no hospital. — Tirei-o de dentro da minha blusa.

— Está mesmo. — Ele sorria e limpava suas lágrimas.

— Agora só falta alguém nos aceitar. — Disse, rindo.

— Quem?

— Apontei para o céu.

— É verdade. Podemos orar, aqui? — Ele estava soluçando. Deu muita dó.

Aproveitamos, que não havia pessoas no local para nos concentrarmos.

Demos as mãos e pedimos para Deus nos aceitar e terminamos com um "amém".

— Bom, vamos terminar o nosso passeio? — Miguel.

— Vamos!

Na hora de ir embora, a gente se despediu deles e pegamos o nosso ônibus.

— Meninas, eu fiquei com o Rafael! — A Bruna deu gritinhos.

Nina não conseguiu "ficar" por causa da vergonha.

— Então vocês dois estão namorando? — Perguntei.

— Ainda não sei, mas depois daquele beijo, impossível ele não sentir algo por mim!

— Não entendo. Você o beija e não sabe se estão juntos ou não. — Está se entregando a toa!

Ela fez uma cara feita...xiiii!

— E você que está esperando a aprovação de "Deus"?!

— Pelo menos vou ter um amigo que não beijei, sem sequelas!

— Opa! Parou a briga, garotas! — Carol se irritou. — Somos amigas, lembram?

Olhamos uma para a outra, zangadas. É tão difícil de entender que ela pode sofrer com isso?!

Mas eu decidi relaxar e parar de birra.

— Desculpe, Bruna. Eu só me preocupo com você. — Abri os meus braços.- Amigas?

Ela pulou em cima de mim.

— Me desculpe também! Só não te entendo as vezes!

Cheguei em casa, falei com todos e fui direto tomar banho para colocar o meu pijaminha de laranjinhas!

— Daniel?

Meu fimão não estava em seu quarto. A cozinha também estava vazia.

Como pode? Acabei de cumprimentá-los!

Como não pensei na sala?!

— Surpresa!

Minha família, meu sofá, pipoca, refrigerante e filme?!

— Bora fazer algo com a família! — Daniel ria a toa.

— Vocês são lindos!

Notas finais
Obrigada por lerem até aqui! Estou com vergonha deste capítulo porque está religioso demais! Hahahahaha o que eu tinha na cabeça?? Votem e espalha pra geral!!!!