O Mundo Estranho De Alessandra

1 Capítulo 01 - Trancado a sete portas.


Notas iniciais
*Tem várias referências a animes, games e coisas do gênero.
*Leia as notas finais quando não entender uma referência.
*Contém sinopse extra no começo do capítulo com narração da Cheshi ♥

Boa Leitura ♥

Levantei de minha cama sem gosto de viver mais algum segundo. Me olhei no espelho e arrumei meus cabelos castanhos de qualquer maneira e fui direto para o banheiro. Claro, antes de ficar cinco minutos perdida nas escadas. Sinceramente, não vejo nada demais em ter uma mansão se eu sempre me perco nela.

Sai do banheiro já vestida. Uma calça jeans escura, all star, meia calça listrada em preto e branco que só era um pouco visível porque a calça tinha as barras dobradas e uma camiseta com estampa de um coelho. Olhei pela janela parecia que não ia esquentar, então não vou levar meu casaco. Voltei para meu quarto e peguei meu celular.

Me via novamente no corredor. Melhor eu correr se não vou me atrasar para a Gincana de Cores. Desci correndo as escadas e acabei tropeçando em uma revista que estava jogada no degrau. Cai de cara no chão frio e liso. Resmunguei alguns palavrões antes de levantar e sair pela porta.

Nossa mansão tem um enorme jardim, mas não é tão bonito e nem bem cuidado. As flores já estariam mortas se eu não jogasse água nelas. Seria mais bonito se fosse coberto por rosas vermelhas e brilhantes... Mas não sou nenhuma Rainha que corta cabeças não é mesmo?

Caminhei lentamente a pé.

Eu já tinha esquecido, mas fazia tempo que eu não andava por aqui. Digo, muito tempo, meus pais me mandaram para o hospício quando eu tinha sete anos, eles alegavam que eu falava sozinha. Eles são loucos? Isso era normal, toda a criança faz isso não é? Porém, eu comecei a demonstrar outros sinais de ''loucura'' e fiquei presa lá, até que eu fugi de lá quando tinha 13 anos. Sim, eu fugi. Eu corri até não aguentar, e então meus pais me acharam e me levaram de volta, mas os doutores disseram que era melhor eu ficar um pouco fora do hospício. Era uma desculpa para não falar ''Não queremos mais ela aqui. Ela não tem solução!''. Isso faz 3 anos, dei de então tenho ficado mais ''calma'' assistindo animes, jogando e coisas do gênero. Meus pais dizem que ainda sou louca, mas minha loucura já está mais contida.

Balancei minha cabeça tentando não pensar nisso. Não sou louca.

Comecei a pensar na escola. Eu realmente gosto muito da Gincana de Cores, espero que esse ano o time azul vença e ganhe a viajem para um lugar legal. Meu celular vibrou na minha mão e eu levantei para ver, passei o dedo. Era uma mensagem do Lucas, meu primo.

''Alê, estamos esperando você. ONDE VC TÁ SUA LOUCA?''

Suspirei irritada. Hoje não estou de bom humor.
''Dá pra esperar? Eu já estou a caminho! Vai tirar o pai da forca ou o que ?''

Coloquei meu celular no bolso da calça e andei mais rapidamente. Atualmente eu vivo na mansão a maior parte do tempo sozinha, já que meus pais vivem viajando ou inventam uma desculpa para ficar longe de mim.

Minhas pernas começaram a doer por causa da escada mais cedo. Joguei uma mecha do meu cabelo castanho curto para trás e olhei para os lados. Devo estar parecendo uma retardada por estar correndo no meio da rua.

Faz nem dois dias que começaram as aulas e já estou na correria. Bem, minha vida nunca foi das melhores não é? Para completar, meus dois pais sempre foram ausentes na minha infância, por isso eu era tão deprimida. Já até tentei me matar, mas por causa de alguma coisa que não me lembro eu desisti.

De repente bati de cara com alguém. Seu rosto me era familiar, barbudo e de óculos fundo de garrafa que estava quebrado e todo torto, ele usava um longo chapéu que era ridículo para o século 21, um terno amassado com manchas vermelhas que pareciam sangue de alguém, e ele segurava uma bengala. Eu olhei para cima já que ele era muito alto e vi que os olhos dele me olhavam com muito desprezo. Que horror, ele parecia ter sido atropelado por um trem.

-Oh, me desculpe senhor.- Me desculpei um pouco nervosa. Cara, assim vou me atrasar para a Gincana.

Quando eu iria passar ele me pegou pelo pulso com muita força. Eu tentava fazer ele me soltar, mas eu nem sentia mais meus pés no chão.

-ALICE, FINALMENTE EU TE ENCONTREI!- Ele gritou como se fosse um louco. Olhei para os lados e não tinha ninguém passando na rua.

MAS QUE MERDA! QUANDO A GENTE PRECISA DE ALGUÉM, NINGUÉM APARECE! E AGORA? QUEM PODERÁ ME AJUDAR? CHAPOLIN?

-EU NÃO ME CHAMO ALICE! ME SOLTA SEU DOIDO! — Gritei desesperada. Ele me jogou no chão. Minhas costas bateram nas pedras que estavam jogadas enfeitando a rua. Droga, primeiro a cara no chão e agora as costas.

-POR SUA CULPA ESTOU ASSIM! -Ele me deu um soco.

Rosto no chão, costas nas pedras, perna doendo e agora um soco. Eu devo estar com uma aparência horrível.

Mas, quem raios é esse cara? Eu dei um chute no meio das pernas dele e me levantei correndo sem destino. Eu dei dois socos em cada uma das minhas pernas para elas me responderem e obedecessem a ordem de ir mais rápido.

Ele se levantou e correu atrás de mim. Ele era bem mais rápido do que eu, mas ele estava andando com dificuldade. Eu entrei desesperada em uma floricultura que foi fechada por volta do ano passado. Eu entrei por uma janela que estava um pouco quebrada. Tinha algumas flores ainda no local, a maioria já morta, a luz estava apagada e tinha um cheiro de gente velha na sala. Será que posso me esconder aqui?

De repente ouvi um barulho de alguém arrombando a porta. Uhgr, vai ser aqui mesmo. Me escondi atrás de uma prateleira de flores. Olhei para ver que flores eram, acho que eram margaridas e eu tenho alérgica. Maravilha...

Ele conseguiu arrombar a porta entrou com um sorriso malicioso nos lábios. Fiquei mais abaixada e me segurei para não espirrar. Ele começou a dar leves passos com a bengala batendo no chão. Ele tinha alguns arranhões no rosto e seu corpo estava um pouco retorcido.

-Aliicee...- Ele disse com uma voz psicopata, a voz ecoou por toda a floricultura. Me lembrou muito a voz do pai da Aya de Mad Father, um dos poucos jogos que eu joguei quando ganhei um computador do meu pai para me distrair. Ele começou a derrubar as prateleiras do outro lado tentando me encontrar. Eu comecei a andar abaixada indo para a porta de saída.-... Não tenha medo, o doutor está aqui para te ajudar.

Forcei minha memória por um minuto. Eu conheço ele...

Estou próxima o suficiente da porta. Comecei a girar a maçaneta e ela fez um barulho enorme. Eu me levantei de uma vez e puxei ela com força saindo e o homem louco foi atrás de mim derrubando várias flores. Eu corri o mais rápido que pude até que cheguei a um muro. Me estiquei ao máximo, mas não conseguia alcançar. Espirrei um pouco por causa das flores, tinha muitas margaridas por ali também.

Ele ficou a nove passos de mim e eu senti minhas pernas bambas, minhas mãos tremiam um pouco e minha garganta pedia água. Ele me encarou com seus olhos castanhos que não tinham brilho nenhum e reparando de perto ele era mais pálido do que um cadáver. De repente ele me olhou de forma diferente, como se tivesse visto alguma coisa.

Eu arregalei meus olhos. Desviei meus olhos para uma pá que estavam pouco perto de mim. Ele parecia distraído. Forcei meus braços a me obedecerem e esticarem para pegar a pá, eu estava quase pegando quando ele pareceu sair de um transe e veio correndo gritando alguma coisa para mim em minha direção.
Socorro, Cheshire.

Ele ergueu a mão e fechei meus olhos. A única coisa que me lembro e de sentir o chão cair diante dos meus pés. Eu tinha desmaiado.


[...]

A grama era verde e brilhante, o ar tinha um cheiro doce de algodão que eu comia sempre quando ia ao parque com minha mãe quando mais nova. Me levantei com a cabeça doendo e vi que estava deitada em algo parecido com um cogumelo, ele era bem macio, olhei mais a frente e vi um lago com água cristalina. Me levantei escorregando do cogumelo e fui até o lago. No caminho tinha algumas rosas vermelhas brotando ao meu redor, elas eram bem brilhantes como se fosse alguma joia preciosa.

Me ajoelhei e joguei um pouco de água fresca no meu rosto. Aregalhei os olhos para o meu reflexo; Eu estava com um vestido preto que tinha algumas partes em um azul em escuro que ia até meu joelho, ele tinha um corpete preto que nem me apertava, meu cabelo estava ondulado e tinha uma coroa presa a ele, eu vestia uma meia listrada preta e branca, uma luva na mão direita toda cheia de furinhos e um sapato preto do estilo lolita. Eu lembro... Eu já desenhei esse vestido uma vez na minha temporada no hospício.

-Wonderland? -Murmurei para mim mesma. Foi a primeira coisa que me veio a mente, será que meu sonho está se tornando realidade? Deis de pequena eu sempre li esse livro, sempre sonhei em um dia ir para lá ou para o que sobrou de lá.

De repente senti um vento gelado atrás de mim e me virei. Uma garota com um enorme sorriso no rosto me olhava alegremente, ela usava uma maquiagem um pouco escura em torno dos olhos, nos quais eram castanhos e bem brilhantes, seu cabelo era bem longo e negro jogado para o lado direito com cachos, ela tinha um par de orelhas rosas e um rabo com listras mais escurecidas. Ela tinha como roupa uma blusa preta com um colete branco com zíperes, a mão direita tinha uma luva rosa assim como a esquerda, sua unha estava pintada de preta, a blusa era um pouco curta e deixava seu umbigo a mostra, tinha um short branco com detalhes rasgados e por baixo um pano de bolinhas pretas e fundo rosa escuro, um cinto rosa, uma meia listrada preta e rosa e uma bota preta com fivelas.

Ela era bem branca. Suas mãos estavam em sua cintura e ela me estudava.

- Não.- Ela começou com um tom suave.- Não estamos no País das Maravilhas da louca da Alice... Claro, a menos que você queira.

-O que quer dizer com isso?- Ela tirou as mãos da cintura e colocou para trás.

-Esse é seu mundo Alessandra. Na verdade, esse pedacinho onde estamos, é como... Como, posso dizer? -Ela pensou um pouco. Ela tinha um pequeno coração vermelho com glitter desenhando um pouco abaixo do olho esquerdo.- Uma sala de espera? Sim! Aqui ninguém pode te alcançar e você quando quiser pode recuperar as energias.

-E quem é você?- Dessa vez eu coloquei as mãos na cintura e ergui uma sombrancelha.

-Eu? Ninguém importante.-Ela riu.-... Mas os loucos me chamam de Cheshire. Um pouco masculino para uma garota não é? Me chame de Cheshi.

-Pouco me importo para seus apelidos.-Ela se surpreendeu e deu um passo para trás.- Dá para explicar melhor que lugar é esse?

Não faço a menor ideia ainda do que acontece, mas vou tentar pegar o máximo de informações desse lugar. Olhei em volta, o cheiro de algodão estava se transformando e um leve cheiro de chocolate. Estou ficando com fome.

-É seu mundo sua louquinha.- Ela me deu um peteleco na minha testa de repente, e deu pulos para trás antes que eu a desse um soco.

-Estou Confusa.-Falei.- Fui perseguida a pouco por um cara louco e estou em um lugar que parece o País das Maravilhas.

Ela suspirou e se sentou em um cogumelo onde me sentei de frente a ela.

-Bem... Como eu disse, aqui é seu mundo. Seu mundo particular que todos temos em algum lugar na nossa cabecinha. Aqui todas as coisas que você gosta e não gosta se misturam, por exemplo...-Ela olhou em volta- Isso aqui como você disse parece o País das Maravilhas, correto? Ele parece porque você quer que pareça, porque você gosta de Wonderland e quer um também.

Olhei com um pouco mais de atenção. Uma parte do chão tinha como algo que parece um tabuleiro de damas, daqueles vermelhos que eu sempre pegava quando o professor trazia para a gente jogar quando chovia.

-Acho que estou entendo...-Respondi afirmando a cabeça- Mas e o cara que me perseguia?

-O Dr.Bumby?- Ela disse simples.

Arregalei os olhos. Aquele psicólogo louco da Alice Liddel era quem estava me perseguindo? Nem acredito que não tinha me lembrado, eu vivo desse jogo. Minha vontade é de sair xingando e matando todo mundo. O que é que ele quer?

-Uh!-Ela gritou me assustando um pouco- Deve ser isso. Não é a toa que você está aqui, bem que o coelho avisou.

-Ô criatura você pode falar de uma maneira que eu entenda?- Gritei.

-Que cruel Alessandra.-Ela se encolheu- Você nunca mais veio aqui depois que se mudou de casa, e agora quando vem...

Eu já estive aqui antes?

Ela parou e pensou.

-Sem falar que foi você que me chamou. Você pediu ajuda. -Ela se levantou com raiva.

-Aquela hora...-Murmurei para mim lembrando de quando eu estava no muro e como eu estava com medo.- Cheshire! -Ela fez uma careta.- Quero dizer...Cheshi. Poderia me explicar de uma vez o que está acontecendo?

-Dr. Angus Bumby quer destruir Alice por vingança dela ter destruído o Trem Infernal, mas por algum motivo confundiram ela com você. Talvez por ambas serem loucas?-Ela riu e eu disse para ela continuar.- Enfim, quando Angus te perseguia, você me chamou, então eu te trouxe para onde é seguro. Seu ''País das Maravilhas''.

-Então, tá querendo me dizer que eu sempre tive um ''Wonderland'' dentro de mim e não sabia?- Arregalei os olhos.

-Bem...É.-Respondeu séria.

-PAMONHA ASSADA, E PENSAR QUE EU IA ME MATAR ACHANDO QUE ERA REALMENTE LOUCA? -Gritei e ela começou a rir.

-Sua idiota, acha mesmo que eu ia deixar você morrer aquele dia? Lembra por quê não conseguiu se matar daquela vez? -Ela caiu na gargalhada.

-E-Eu...-Tentei me lembrar, mas sentia dor de cabeça.- Não...

-Eu tirei a porcaria daquela faca da suas mãos e te fiz esquecer aquela ideia de lesma.- Ela se acalmou.- Não tente isso de novo, por favor...-Ela disse abaixando a cabeça, eu quase não consegui ouvir.

Eu realmente não me lembro daquilo. Acabei fazendo uma careta feia.

-Mas... E agora, tenho que deter esse psicopata de me matar?-Perguntei.

-É.-Respondeu descendo do cogumelo.-Ele está em um lugar que infelizmente não posso te teleportar, já que quando você me chamou sem querer eu acabei trazendo ele junto e com isso perdendo muita energia.

-Ponte que partiu.-Xinguei e ela me desceu do cogumelo.-Você trouxe ele?

-O que queria que eu fizesse? Te deixasse morrer?-Fiquei quieta.- Bem, eu não sei direito onde ele está, mas você tem que achar ele antes que ele te ache e te mate por acidente.

-E como eu vou fazer isso caramba?-Perguntei irritada.- Sem falar que eu poderia dizer que eu não sou a Alice que ele procura e apontar a Alice certa.

-Você tinha falado isso uma vez lembra? Ele deu importância? Não.-Ela suspirou e eu continuei a olhar para ela.- Agora, fique parada.

Ela colocou a mão na minha cabeça. Senti um vento na minha barriga e meu vestido balançou levemente. Eu estava de olhos fechados, mas logo abri e vi que estávamos em uma sala com sete portas.

-Cada uma dessas portas vai te levar para um lugar diferente.-Ela apontou para as portas.- Como não faço ideia de como sua mente louca funciona, não sei para onde cada porta vai te mandar.

Olhei atentamente para as portas. Da direita para a esquerda; A azul parecia que foi construida com madeira de barco, a Roxa estava em perfeito estado, a vermelha tinha um cheiro estranho, a amarela era lisa e com alguns sinais de luta, a verde tinha algumas raízes entre elas, a rosa estava quase caindo e tinha enfeites a frente e o preto me dava medo só de olhar.

-Como assim um lugar diferente? Eu não estava em minha mente ou algo assim? -Parei por um momento pensando.

-Ainda estamos, mas lembra que eu disse que você perdeu um pouco do controle? Tudo está confuso, e tudo o que você imaginou; viu; todas suas lembranças se misturaram e criaram ''mundos estranhos'' em sua mente. -Respondeu sorrindo.- Em alguns deles você consegue controlar, em outros nem um pouco.

-E como vou saber que isso sequer é real?-Perguntei antes que isso seja mais um sonho maluco.

De repente uma panela apareceu na mão dela e ela correu em minha direção batendo a panela em minha perna. A dor voltou mais forte.

-Filha da p...-Coloquei a mão na perna esquerda que doía por causa da panelada.

-Se fosse um sonho isso não iria doer. He-he. -E soltou uma gargalhada.

-Tá, tá. Mas e você? É um tipo de guiadora?- Olhei para ela tirando a mão da minha perna.

-Sua mente me criou para te ajudar nos problemas. Aliás, quando você entrar em cada mundo estranho -como assim eu digo, você pode me chamar a qualquer hora que quiser e eu vou aparecer.-Ela disse de braços cruzados.

- E se eu escolher a porta errada?- Cruzei meus braços ainda com um pouco de dor na perna.- Qual porta eu escolho primeiro?

-Você vai saber que porta escolher. E você vai passar por todas as portas.-Ela esticou os braços olhando em volta.- Essa é a sala dos Desejos Alessandra. E para conseguir a porta que te leva para o seu desejo que seria encontrar o Angus, você tem que enfrentar tudo o que tem atrás das portas antes.

- Parece um filme.-Eu parei.- Ou um livro.

-É a sua mente.

-Você disse que eu mando aqui, não posso simplesmente pensar que o Dr. Psicopata está morto de uma vez?- Perguntei suspirando.

-Não se pode mandar em tudo na vida Alessandra. Infelizmente, você perdeu metade de seu controle da sua mente insana quando Angus começou a te caçar.

-Como você sabe de tudo isso? E se eu demorar tempo demais tentando sair de um mundo estranho e se o Doutor me achar lá?- Ela suspirou.

-Eu simplesmente sei.-Ela descruzou os braços e me empurrou para frente das portas.- E quanto a isso não precisa se preocupar. Quando você está em um mundo estranho o Doutor não consegue saber sua localização a menos que ele esteja no mesmo mundo que você. Mas é impossível a menos que ele tenha por exemplo a chave de Wonderland que permite ele ir para onde ele quiser... Se bem que ele foi para seu mundo, mas como?-Ela falou muito baixo a última parte quase não escutei.

- E a Alice? -Perguntei.- Afinal, tudo isso aqui está acontecendo porque eu fui confundida com ela.

-Isso você vai ter que descobrir sozinha.-Ela deu um sorrisinho irritante.-Mais alguma pergunta?

-Mais uma. -Cheshi inclinou a cabeça.- Você é tipo uma junção de Boris, Cheshire Cat com uma certa amiga minha?

-Escolha a porta logo.- Ela desapareceu no mesmos segundo deixando só uma fumaça rosada para trás.

Bufei.

Revirei os olhos e voltei minha atenção para todas as portas. Ela disse que vou saber qual escolher, mas como? Fechei meus olhos tentando pensar. De repente, eu estava na frente da porta Roxa. Tentei me virar e ir ver as outras, mas algo me puxou para abrir a maçaneta dela. Acho que não tenho escolha.

Girei a maçaneta e veio uma luz branca forte no meu rosto. Fui forçada a fechar os olhos.

Notas finais
Espero que nesse capítulo , na sinopse, e sinopse extra (imagem) tenham tirado quaisquer dúvidas sobre o começo da história e espero também que não tenha ficado confuso xD

*Boris é o personagem do mangá (Que tem um ova especial) Heart no Kuni no Alice.
*Cheshire Cat -Gato de Cheshire ou Gato Risonho.
*Quando a Alessandra fala ''Uma certa amiga'' se revere a Autora. Sim, Alessandra é inspirada em uma amiga minha.
*Dr.Bumby e Alice Liddel personagens do game feito pelo American McGee's- criador do game Alice: Madness returns.
*Mad Father é um RPG Maker de terror.
*Wonderland: País das Maravilhas.
*Trem Infernal e chave de Wonderland: Capítulo 06 de Alice Madness Returns.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.