O Mundo De Taylor

50 Feitos Um Para O Outro


Notas iniciais
Para Lua. Muito obrigada.

" Inevitavelmente Will e eu perdemos nossa colação. Mas aqui, aninhada em seus braços e sentindo a maior felicidade que já senti na vida, não me importo nem um pouco com isso.

Will cochila, sinto seu peito subir e descer lentamente sob minha orelha e a verdade é que... não consigo parar de sorrir. Posso estar até parecendo tola, infantil ou demasiado romântica, mas não me importo. Nada mais importa.

A respiração de Will é suave, ergo a cabeça para encarar seu rosto. Os olhos fechados, a boca entreaberta, o cabelo descomposturadamente bagunçado. Solto uma risadinha e me seguro para não beija-lo e assim reiniciarmos o que a minutos acabamos de fazer.

E o que fizemos?! Seguro uma risada de nervosismo, alegria, até certo medinho por ter sido tão travessa. Travessura... Acho que talvez esta seja uma palavra um tanto quanto inocente para definir o que fizemos.

Ah esse Will... Suspiro e me agarro à sua cintura. Ele ressono-a e percebo que acaba acordando. Começa a acariciar meu cabelo todo despenteado quando o encaro sorrindo."

– Minha nossa.

" Will sussurra com um sorrisinho afetuoso."

– Se meu coração continuar sempre acelerando assim quando eu te olhar... Então eu terei sérios problemas cardíacos antes dos quarenta.

"Solto uma gargalhada leve e satisfeita. Como é possível amar alguém tanto assim?

Toco a lateral de seu rosto e passo meus dedos por seus lábios. Will fecha os olhos e solta o ar com lentidão. Mordo o lábio inferior. É estranho (e um pouquinho assustador) ter tanto domínio assim sobre alguém , ao mesmo tempo que sei que sou completamente dele. Sinto um arrepio na nuca e então tenho um impulso, um desejo... Ergo meu corpo até minha cabeça estar na altura da sua. Encontro nossas bocas com delicadeza, mas então o arrepio se intensifica. Levo minha mão à sua nuca e enterro meus dedos em seu cabelo. Will entrelaça minha cintura e então o sinto sorrir. Na verdade percebo que ele tenta segurar o riso sob nosso beijo. Em vão."

– O que foi?

" Pergunto me afastando alarmada. A insegurança que graças ao carinho e cuidado de Will eu não sentira até agora dando as caras."

– Não é nada.

" Ele se esquiva da pergunta com um sorriso enviesado e tenta me aproximar novamente. Agora que meu desejo foi tomado pelo medo ele vai ter que se explicar!

Levanto da cama irritada e puxo o lençol ao me lembrar da minha nudez."

– Tenho certeza de que há alguma coisa. A não ser que você agora seja tolo o suficiente para ficar rindo de nada!

" Will continua preguiçosamente deitado. Me encara com o divertimento estampado no rosto."

– Em primeiro lugar, você fica uma tentação descomposta e irritada desse jeito. Em segundo, eu não estava rindo de nada, nem de você, caso isso passe por essa sua cabecinha teimosa. Eu só achei engraçado as reações que você provoca em mim. Por incrível que pareça eu nunca me senti assim. Antes era sempre só sexo. Mas com você Taylor, com você eu me sinto um menino. E a ironia é que até uma hora atrás você é que era a menina aqui. Entretanto parece estar tendo muito mais desenvoltura do que eu.

" O encaro fascinada. Como ele consegue transformar uma discussão em declaração? Ergo o queixo com prepotência, seguro o lençol com um braço ao redor do peito enquanto dou de ombros e digo com ar forçado de superioridade:"

– Mulheres sempre são mais maduras e avançadas do que os homens. É naturalmente nosso. Sem contar que meu namorado é extremamente gentil, e soube ser um verdadeiro cavalheiro comigo. Apesar de, de vez em quando, ele agir com um cavalo.

" Will abre um sorriso largo e me encara com as sobrancelhas erguidas."

– Já te disseram que você é adoravelmente insolente?

– Na verdade já me disseram que eu sou muitas coisas, contundo insolente não foi uma delas.

– Pois saiba que você é. E eu, no papel de seu apaixonado namorado, sinto que devo tomar providências para reverter esse quadro.

–Sou alguma espécie de doença e você algum médico por acaso?

" Pergunto visivelmente debochando-o. Will levanta da cama em um salto e me agarra. Solto um gritinho de surpresa seguido de gargalhadas."

– Você pode não ser uma doença, mas eu estou doente por você.

" Reviro os olhos diante das suas frases melosas e lhe dou um tapa leve no ombro."

– E eu posso não ser um médico, mas se você quiser podemos brincar...

– Will!

" Protesto em meio as gargalhadas."

– Não seja tão brega querido. Ou então, na condição de sua namorada, serei obrigada a te emprestar alguns livros de poesia antes que você me faça passar vergonha.

" Ele faz uma careta diante da ideia de ter que ler poesias e provoca mais risos em mim."

– Fedo, eu lembrei de uma coisa!

" Will comenta mudando repentinamente de assunto."

– Que coisa?

" O encaro curiosa."

– Eu sei que já perdemos a colação, mas você não quer ir no nosso baile de formatura?

" Avalio a hipótese por um instante, então abro um sorriso sagaz e travesso que eu nem sabia possuir e digo:"

– Só se eu for com a roupa que eu quiser...

"Will franze a testa antes de soltar um longo suspiro e dizer:"

– Tudo bem. Contanto que não saia do meu lado e me deixe cegar quem te olhar.

Notas finais
E minha sinceras desculpas por ter sumido. Mas está história jamais será abandonada. Digo e repito, jamais. Beijos!