O Mundo De Taylor

14 Em Direção Ao Porto Seguro


Notas iniciais
Hey! Hoje as coisas vão ficar meio paradas, mas os próximos serão repletos de momentos Marcus... Prestem atenção em um detalhe da história, ele não é muito legal, e vai aparecer mais para frente complicando a vida da nossa mocinha. Boa Leitura.

" Will fica vermelho. O mar azul que poucos segundos atrás estava cheio de desejo, agora está repleto de raiva. Ele se levanta quase que em um pulo."

– Porra Taylor! Você gosta mesmo desse idiota?

" Me levanto também. Não é nada legal ver um cara do tamanho do Will bravo, ainda mais quando ele tem a vantagem de estar um metro e oitenta mais alto que você. Talvez de pé, eu consiga ser mais intimidadora. Sonha Taylor..."

Will está com as mãos na cintura e anda de um lado para o outro. Não sei o que fazer. Ele está mais irritado do que estava no dia do vestiário. Finalmente ele para de andar e me encara. Posso sentir o seu ressentimento e raiva. Com certeza essa é a primeira vez que ele é dispensado, ao menos por uma garota.

Em um movimento muito rapido e estabanado ( feito com desespero), ele coloca a mão direita no meu rosto. Agora, eu posso ver que ele está sofrendo. E acho completamente banal, pois não há motivo para isso. Mas mesmo assim, não gosto de vê-lo dessa forma."

– Tay... agora vai dar tudo certo, você sabe que eu gosto de você e que você gosta de mim. Admita, pelo menos um pouco?

" Desvio o olhar. Argh, não aguento mais olha-lo. Merda, eu estou o magoando. Pode ser muito estúpido para ele ficar magoado, somente porque uma garota não o quer. Contudo, Will já foi dispenssado diversas vezes pelas pessoas que ele amava. Caralho! Não, não, não... Ele, ele não pode me amar. Certo?

Will continua falando, sua raiva e seu desespero deram lugar a uma tensão, um nervosismo, ele parece estar com medo. Mas medo de que?"

– Ainda, ainda da tempo de nós dois recuperarmos os anos perdidos. Nós podemos enfrentar esses seus tutores malucos juntos... eu vou te proteger, prometo. Nós temos que ficar juntos, nós temos coisas em comum, nós dois não temos família... não vai embora Taylor, você não pode ir. Seja diferente dela... por favor.

" Será que é dela que ele está falando? Esforço minha mente para me lembrar da.. da Suzana, não. Sabrina, não. Sarah! Will só pode estar falando da Sarah, sua mãe. Ela foi embora quando ele era ainda muito pequeno e só tinha dois anos. Desde então, foi sua avó por parte de pai que cuidou dele. Ele sempre odiou que mencionassam o nome da mãe. E quando lhe perguntavam ele dizia que ela havia morrido. Ao menos, é disso que me lembro.

Retiro sua mão do meu rosto. Droga, droga, droga! Eu gosto do Will, admito. Mas isso é demais... eu, eu... ah merda. Eu preciso do Mar."

– Desculpa Will, mas eu não posso...

" Ele dá um passo para trás."

– Obrigada por ter, ter me deixado ficar aqui.

" Mais um passo. Seu maxilar está trincado, e tem uma arteria saltada no seu pescoço. Mas não posso parar, então continuo:"

– Eu tenho que ir.

" Me viro e entro correndo na casa. Não olho para o Will, eu não suportaria, mas conssigo imagina-lo dando mais um passo para trás.

Dou uma de supergirl e subo voando as escadas. Entro no quarto e pego minha bolsa. Ótimo, agora minha sina é sempre ter saidas dramaticas. Passo pelo quarto do Will, como sempre a porta está aberta, olho rapidamente para minha foto na formatura. Desde quando eu me tornei uma garota tão horrível, Do tipo que magoa as pessoas por medo do que pode sentir?

Ao terminar de descer as escadas, vejo Anthoni com a maior cara de incompreensão de todas."

– Senhorita, por que está correndo?

" Mal tenho tempo de abrir a boca, Will aparece usando um roupão de banho branco, me olha com muito despreso e fala com a voz mais fria e rude que eu já o vi usar:"

– A senhorita Vinchestter está indo embora Anthoni. Parece que a hospedagem não foi muito boa.

" Monstro. Anthoni me encara surpreso e decepcionado. Como dizer para aquele senhor que tudo o que ele fez por mim ( mesmo sendo sua obrigação) foi maravilhoso? Eu realmente gostei dele, é um homem de muito respeito e bom coração. Assim como a senhora Culton, a mulher mais adorável que já conheci. Meus olhos se enchem de lágrimas. Será que eu posso me despedir dela?"

– Tchau Anthoni, foi um prazer te conhecer. Mande um beijo para a senhora Culton.

" Então saio da mansão mais linda que eu já vi. A mansão que tem mais fotos minhas do que eu mesma possuo. A mansão na qual moram Bob, e Will, o cara que consegue fazer meu coração saltar do peito quado quer. Mas que também poderia para-lo só de me olhar. Por pouco, a segundos atrás, eu não caí morta no pé da escadaria. Pois aquele olhar que ele me dirigiu, eu nunca vou esquecer. Foi o pior que eu recebi em toda minha vida. Pior ate que o olhar que a mãe da Mary Anchestter me deu.

Saio pelo enorme portão da mesma forma que entrei. Sozinha."

* * *

" Depois de muito andar, vejo que estou na estrada principal. Saco me celular, e vejo que tive três ligações perdidas está manhã. Todas eram da tia Clarie.

Com o auxilio do GPS localizo-me direitinho e ligo para uma companhia de taxi passando as informações. Alguns minutos depois, entro em um taxi e mando seguir para a ferroviaria mais proxima.

É meio dia. Minha barriga está reclamando, como faltam ainda meia hora para a partida do trem, resolvo comprar um pacote de batatas fritas. Okay, eu sei... batatinhas não são capazes de matar minha fome, mas elas são melhores que nada, e eu não posso ficar gastando o pouquinho que restou da minha grana.

Entro no trem com destino para Stranfoord. Mal começo a comer, vejo um rapaz, mais ou menos da minha idade. Ele se senta do meu lado, pega um iPod e põe os fones de ouvido. Ignoro, e continuo comendo minhas batatinhas enquanto olho pela janela. Sim, a vista é entediante, já que o trem ainda não deu partida. Mas consigo me distrair olhando para as pessoas na estação. É isso que eu tenho que fazer, ficar distraida.Dessa forma não vou ficar pensando no Will, na forma como eu o magoei, na forma como ele me destratou, e nem em quão ruins nós dois podemos ser."

– Você é a Taylor, não é?

" Olho para o lado. É o rapaz com da minha idade que está pergutando, reparo que ele tem olheiras bem profundas ao redor dos olhos, seus lábios são ressecados, e ele é quase esquelético. Estranho... Como esse garoto sabe meu nome? Eu não lembro dele de lugar algum, e acho difícil de se esquecer esse rosto."

– Sim, sou eu. E você é?

" Ele estende a mão e sorri. Um sorriso muito feio por sinal. Seus dentes são amarelados, e o sorriso em si é sem vida. Mais parece é que rasgaram sua face, deixando os dentes á mostra"

– Matt. Sorria?

" O que? Ah, droga. Ele está olhando para minha camiseta idiota.Rezo para que ele não sorria de novo."

– Então Matt, como você sabe meu nome?

" Ele começa a enrolar alguma coisa com os dedos, mas nem me dou ao trabalho de ver o que é. Matt se arruma no assento, ou melhor, se joga."

– Eu também estudo no Mentter.

" Ah, está explicado. Eu nunca presto muita atenção na gelera do colégio. Olho para as mãos do meu colega de escola, e percebo que ele está enrolando alguma espécie de droga.Como não tenho conhecimento no assunto, não posso expecifica-la, mas sei que drogas em trens são proibidas."

– Garoto! O que você tá fazendo?! É proibido fumar aqui.

" Digo em um sussurro desesperado. Ele apenas me olha com um sorrisinho maroto."

– Relaxa loirinha, é só pra mais tarde...

" Loirinha... Garoto folgado. Ele fica puxando conversa e não para de falar. Acabo descobrindo que ele está voltando de uma festa na casa de praia do pai do Will. Ele me diz que o dono da festa furou de última hora e nem falou o motivo. Mas como o time já tinha comprado as bebidas, ele deixou a festa ocorrer sem ele mesmo. Matt me disse que a festa durou mais de vinte quatro horas, e que tinha de tudo que eu imaginasse por lá. Fico feliz por não ter ido, a minha curiosidade foi assassinada com essas revelções.

O trem para em uma estação e Matt sai dizendo que:" Aqui é o meu naipe". Fico feliz em ter feito um amigo, tudo bem, ele não é o tipo que mamãe e papai aprovariam, mas é um cara legal.

Sem ter alguém para conversar, resolvo ouvir um pouco de música, então termino minha viajem com a trilha sonora de Gunslinger, do Avenged Sevenfold.

Quando o trem para na estação de Stranfoord ligo para o Marcus, e aviso que cheguei na sua cidade."