Notas iniciais
Repostando que o capitulo bugou, aeho.

Sonhei que ele me batia de novo. Com ambos os punhos fechados, ele me socava em todas as partes que conseguia. Eu chorava e gritava de dor, mas ele não parava. Senti o sangue escorrendo, os ossos sendo quebrados e a tontura invadindo o meu corpo.

Acordei com a garganta seca e o meu corpo lambuzado em suor. Respirei fundo várias vezes, tentando acalmar o coração que martelava em meu peito. Olhei em volta. Lena se aninhava no seu saco de dormir no canto da tenda, porém, Kaila estava bem desperta, com uma vela ao lado, lendo um grosso volume sobre algo relacionado á medicina.

– Sonhando com ele de novo ? – Ela perguntou, me encarando.

Passei o antebraço na minha testa, e ele ficou molhado pelo suor. Cocei um pouco a barba.

– Eu só queria que esses pesadelos parassem – Respondi. Limpei a garganta e passei as mãos nos cabelos. Ele estava ficando grande,e provavelmente eu não teria muito tempo para corta-lo.

Ela passou os olhos pela página novamente. Por alguns momentos, a tenda esteve em profundo silêncio. Então, ela retomou a falar.

– Você é o mais velho dentre nós, e o que mais apanhou. – Ela passou o dedo na vela, e uma gota de cera quente pousou em seu dedo – Presumo que você levará isso pelo resto da sua vida.

Kaila disse aquilo de um modo indiferente, mas ela não sabia muito bem expressar as suas reais emoções em palavras. Tudo o que ela dizia parecia indiferente. Porém, o que ela dissera era verdade, e era o que eu mais temia.

Nunca gostei muito de tocar naquele assunto em especifico. Aquilo me tornou mais forte, mentalmente e fisicamente, mas de um modo traumático. Reviver velhas lembranças, na maior parte delas, era horrível para mim.

Decidi então, mudar de assunto.

– O que acha que devo fazer quando o sol aparecer ? – Perguntei a ela. Como um líder, já havia feito muitas coisas. Tinha todos os planos de um eventual ataque ou ema eventual fuga, todos os alimentos estocados, todos os armamentos distribuídos em igual quantidade a todos.

– Fale com as pessoas. – Ela não tirou os olhos do livro para dizer essa frase. Tirou com o polegar a crosta bege que a cera quente havia formado em seu dedo.

Eu não entendi muito bem de inicio. Olhei para ela. Kaila suspirou e fechou o livro.

– As pessoas, G.G. Os Filhos da Revolução. O corpo e a alma do Movimento. – Novamente, ela dizia aquilo de modo indiferente – Sabe aqueles humanos lá fora ? Dois braços, duas pernas, polegar opositor.

Mesmo muito tímida e pouco expressiva, Kaila tinha lá seu senso de humor. Ainda não havia entendido, então a deixei continuar.

– G.G, você é realmente um ótimo líder. Faz todos os planos estratégicos para proteger essa massa de gente tão grande. Consegue alimentos para todos de uma forma clandestina, sem falar nos armamentos. Porém, você já conversou com essas pessoas ? Já se situou de suas necessidades ?

Pensei no assunto. Padre Ben saia toda manhã e andava pelo Acampamento, sempre sorrindo, conversando e atendendo ao maximo os pedidos alheios. Nunca me importei muito com aquilo, sempre achei indiferente. Apenas um tipo de hobby, ou algo parecido.

Porém, agora que eu tinha parado para pensar, aquilo poderia ser de extrema importância. Um bom líder se mostra um bom amigo. E imaginei que é muito mais preferível para os Filhos da Revolução lutar ao lado de um líder conhecido e visto com certa ternura, do que ao lado de um estranho ganancioso. Eu não queria que tudo aquilo se tornasse burocrático.

– Então está decidido, amanhã irei sair pelo acampamento. – Olhei no teto da tenda,e vi a posição da lua, uma luz borrada e tênue. Há muito tempo, Padre Ben havia me ensinado a ler o tempo pelo Sol e pela Lua. Dizia que aqueles eram os relógios mais precisos do mundo. Devia ser umas três da madrugada – Vá dormir Kaila, já é tarde.

Me virei, fechei os olhos, mas não consegui dormir. Por mais que tentasse, e por mais que aquilo manchasse a minha honra, eu tinha muito medo do pesadelo voltar. Não preguei os olhos, nenhuma vez. Quando o dia começou a clarear, me levantei,e sai da tenda.

Tinhamos levantado acampamento na beira de um grande lago. Era Outono, e a brisa sempre soprava gelada. Ao Leste, havia uma cadeia de montanhas rochosas. Estavamos totalmente cercados por pinheiros ao Oeste. Seria bem mais sensato e seguro ir para o Oeste, porém, meu destino se encontrava ao Leste.

Me dirigi até a Beira do Lago. No caminho, acenei com a cabeça para os homens que guardavam o acampamento de noite, sempre com os rifles em mãos. Era muito cedo para qualquer outra pessoa estar acordada. Chegando ao lago, observei a água cinza.

Era uma visão relaxante, em dias tão difíceis como aqueles. A água pairava calma. Decidi então, dar um mergulho. Tirei toda a roupa até ficar totalmente nu, como vim ao mundo. Corri em direção a água. Meus pés formigaram no momento que tocaram a água gelada, mas não parei, quando a água chegou na cintura, mergulhei de cabeça.

Todo o meu corpo sofreu espasmos no momento que mergulhei. Meu peito ardeu por conta da água, mas de uma forma estranha, aquilo era a melhor sensação que eu tinha sentido em anos. Fui o mais fundo que o meu corpo e meu fôlego permitiram,nadei por muito tempo.

Sai da água quando o sol começava a dar as caras. Para a minha sorte, o acampamento apenas começava a despertar. Coloquei todas as roupas depressa, e voltei correndo para a tenda.

Kaila agora dormia profundamente, mas Lena já estava desperta. Desfazia os nós dos cabelos com o dedo. Ernesto estava com ela, fofocando algo. Ernesto era o único pardal que não tinha desejos carnais por ela. Só por um único motivo. Da fruta que Lena gostava, Ernesto comia até o caroço.

Entrei na tenda e logo me senti desconfortável com os olhares que ele dirigia para mim. Senti a cor se apoderando do meu rosto. Dei bom dia a ambos,e deitei no meu saco de dormir.

Eu tinha planos para montar o acampamento amanhã, e sair na primeira hora da manhã. Se tudo desse certo, avançaríamos meia dúzia de quilômetros e montaríamos novamente o acampamento de noite. Isso, se não houvesse imprevisto.

Olhei para o lado,e vi a minha AK47. Era uma arma antiga, comparada com a real situação tecnológica do mundo. Mas perfurava um corpo como todas as outras. No momento, ela estava carregada. Sempre estava carregada.

Esperei meia hora para sair vadiando pelo acampamento. Ernesto e Lena continuaram ali, falando que nem matracas. Ela não fazia muita coisa visível, porém, era de vital importância para mim.

Me levantei e peguei a AK47. Apoiei ela no meu ombro,e sai da tenda. O acampamento já estava acordado uma hora dessas. As pessoas conversavam,comiam ou faziam seus afazeres. Todas as tendas estavam armadas muito próximas.

Distribui alguns acenos de cabeça pelo caminho. Muitas pessoas cuidavam de seus filhos, então decidi não atrapalhar. Cheguei até um espaço aberto, aonde duas crianças se batiam, rodeada por uma dezena de outras crianças. Grande Tim observava tudo com as mãos nas costas.

Quando eu dizia Grande Tim, era Grande mesmo. Tinha dois e quinze de altura e duzentos e quarenta quilos distribuídos pelo corpo. Era casado e tinha três filhos, que eram chamados de anões, por “só” terem 1,90m. Eu era alto, porém, tinha que levantar a cabeça para falar com ele. Tinha cabelos pretos em processo de calvice, na maioria das vezes não usava camiseta (Poucas camisetas feitas pelo homem cabiam nele). Usava uma calça (Graças a Deus) preta e um chinelo.

Padre Ben o elegera como Mestre das lutas corpo-a-corpo, bem no inicio. Católico devoto, ele servia bem a função até hoje. E não podia ouvir o nome do Padre que seus olhos já se enchiam de lagrimas. E por conta dessa devoção, ele fazia o seu serviço com fervor.

Ele olhou para mim,e sorriu. Uma fileira de dentes tortos e amarelos.

– Gabriel ! – Ele sempre tinha essa mania de me chamar pelo segundo nome. Enfiou a mão entre os dois meninos que se batiam,e os levou ao chão com um pequeno movimento. Se dirigiu até mim bamboleando,e me prendeu em um abraço – O que faz aqui ?

Eu não consegui responder. Grande Tim se virou para os meninos que já se levantavam,e trovejou.

– Em fila, seus camundongos – Ele respirava,apontava e falava, tudo ao mesmo tempo – Esse aqui é... – Ele se interrompeu, e me perguntou “Qual é mesmo a sigla ridícula que você gosta de ser chamado mesmo ?”. Eu respondi e ele continuou a trovejar — ...isso, G.G. Ele é o seu líder, se ele mandar vocês pularem, vocês perguntam a que altura, estão me entendendo ? Se eles mandaram vocês beberem o próprio mijo, perguntem quantos litros. É pra honrar e servir a este homem que eu estou treinando vocês, e se ele reclamar para mim sobre algum de vocês, eu juro que chuto a sua bunda tão forte que a marca da minha bota vai ficar encravada nela por vinte anos.

Ri e falei para Grande Tim que eu não era um ditador macabro, e nem ele, mas nenhum dos meninos deu ouvidos. A minha presença causou um rebuliço.Todos os meninos estavam sujos e esfarrapados, os dois que lutavam estavam ofegantes, porém, todos estavam de costas retas, peito inflado e cara fechada. Tudo para me impressionar. Quase ri ao pensar que, no inicio do Movimento, eu era um deles, tentando impressionar a qualquer adulto que fosse importante.

– Bem..., façam o que o Grande Tim manda. Ele pode parecer gordo e imprestável, mas tem uma mão bem pesada – Falei,por experiência própria. Grande Tim gargalhou e ficou com o rosto todo vermelho – Vou indo, Grande Tim. Tenho afazeres por ai. Até a vista.

Ele me deu um aceno com a cabeça, riu, e depois, continuou a trovejar para os meninos. Andei mais um pouco. Avistei a Gina Coelha. Por acaso, não é esse seu sobrenome, e sim, dado por todos por causa de ter quarenta e dois anos e nove filhos, nenhum com paternidade definida. Diziam que Gina Coelha antes era uma moça com atributos carnais avantajados, hoje, era uma gorda com rugas de preocupação por lembrar o nome de todos os filhos. Passei perto dela enquanto ela gritava com o seu quinto filho, Maikel, com o dedo roliço apontado para a cara do pobre menino.

Steve Pescador estava...pescando, como fazia o dia todo quando parávamos em algum lugar com água. Sempre fumava um cachimbo, usava um chapéu de palha e guardava pedras no bolso, para tacar nas pessoas que passavam muito perto da margem do rio falando alto. Ele prendia os peixes que ele tinha pego em um grande cercado de madeira que ficava cheio da água do lugar aonde ele pescava. Passei por perto do lago ( Em total silêncio, porque por mais que eu seja o “líder”, seria apedrejado da mesma forma ) enquanto ele pegava um peixe, que seria usado no jantar daquela noite.

Falando em jantar, cumprimentei também o Cozinheiro. Era tão gordo quanto Grande Tim, mas muito mais baixo, muito mais ranzinza e muito mais velho. Fazia uma comida que, de vista, parecia uma gororoba cancerígena e radioativa, mas na verdade era muito boa. Ninguém sabia seu verdadeiro nome, mas por conta de suas respostas ríspidas e mal educadas, a sua mãe e ele não tinham muito boa fama pelas pessoas do Movimento. Como tinha de fazer muita comida e diariamente, tinha a ajuda de seis meninos ( Um desses filho de Gina Coelha ). Um desses tinha queimado o braço com uma sopa escaldante, e todas as suspeitas recaíram sobre o Cozinheiro, porém, todas os ajudantes, o Cozinheiro e o próprio menino negaram ( Desconfio que por medo dele ), e a história ficou em esquecimento.

Andei mais um pouco,e trombei com Leo Strabell. Leo tinha quatorze anos, tinha 1,60m e era magro. Leo era conhecido por surrupiar toda e qualquer coisa de toda e qualquer pessoa pela manhã e devolver ao cair da noite. O motivo ? Nenhum aparente. Dizia-se que um dia sem Leonardo Strabell levar dez tapas, era um dia sem sorte. Na maioria dos dias, o Movimento Revolucionário passava por dias sortudos.

Depois de me desculpar e gritar para ele não roubar mais nada, o que ele não iria fazer, passei pela tenda de Daialle, a nossa costureira e de Marshall, o nosso alfaiate. Era extremamente difícil conseguir tecido, mas de certa forma, sempre conseguíamos. Eram casados e tinham duas filhas. Ambos tinham descendência Francesa,e todos diziam que eram o casal invertido, porque Daialle tinha a voz grossa, os braços e torso grandes e fortes e tinha mais pelos que alguns homens. Marshall era magro, tinha a voz extremamente finos e os jeitos estranhamente femininos. Mas eles sempre eram muito gentis com todos,e ninguém nunca tinha nenhuma reclamação sobre eles. Falei oi, rejeitei gentilmente um copo d’água e perguntei quando uma camisa rasgada que eu tinha deixado ali ficaria pronta, e Marshall me deu um prazo próximo. Me despedi deles com um aceno com a mão.

Dessa vez, andei um pouco mais, distribuindo sorrisos por onde passei. Foi quando senti o cheiro de sangue. De tanto cheirar o meu sangue, aquele aroma ficou conhecido para mim. Encontrei Maeo Friotti, um homem extremamente forte, e a vista das donzelas, o homem mais bonito de todos os Filhos da Revolução ( Eu discordo ), com seus cabelos e olhos negros,e dentes tão brancos que cegava. Mateo, que era remanescente da Italia (Um dos únicos países a manter o nome Ante imperium) tinha sorriso fácil e era educado com todos , nem parecia que era o chefe do Matadouro de animais. No momento, ele matava um burro que tinha quebrado a pata. A carne serviria de comida a todos. Quando não se tinha garantia nenhuma que haveria comida “natural” ou contrabandeada para todos, como no nosso caso, era vital ter animais para o abate. Sempre levávamos meia centena de galinhas engaioladas, soltas quando acampávamos, uns dez porcos, três vacas e um boi fértil. Eu nunca gostei daquele trabalho, mas Mateo fazia aquilo parecer normal. Dei um sorriso a ele, e ele retribuiu. Então,voltei a caminhar.

Pouco a frente, encontrei o Mudo. Mudo era um homem de meia idade,e como aparenta, é mudo. Magro como um cabo de vassoura, e branco como neve, ele é o responsável pelos cães de caça. É impressionante como os animais diferenciam a ordem de “parar e sentar” e a de “Arrancar as tripas” por meio de grunidos. Eram onze cachorros, todos de grande porte e que latiam sem parar. Porém, se o Mudo batesse o pé ou desse um de seus grunidos horrendos, eles paravam no mesmo momento. Eu não gostava muito dele. Padre Ben fazia uma investigação sobre ele,e descobrira que Mudo, antes de entrar para o Movimento, bebia até o fígado clamar por piedade, batia na mulher ( Já falecida, que Deus a tenha ) e a obrigou a abortar sete vezes. Obrigou uma oitava vez, mas não deu certo, porém, o seu filho, Bruce ( Que mais parecia nome de cachorro ) nasceu surdo da orelha direita e meio lerdo por conta das incontáveis tentativas de aborto. Bruce sempre era visto por ai, com seus oito anos de idade, e tinha toda hora nas mãos uma flauta que ele achou abandonada por ai, e estranhamente, tocava frequentemente e muito bem. Sempre era acompanhado de um cachorro do pai, que o obedecia do mesmo jeito que obedecia ao seu progenitor. Esse eu nem cumprimentei, passei reto.

Hawkins estava em uma arvore alta, sempre com a sua Sniper. Ele podia observar tudo dali. Ele tinha a função de proteger o acampamento de um ataque surpresa. Ele foi encontrado por Padre Ben boiando desacordado em uma lagoa, todo espancado. Hawkins foi cuidado, mas teve amnésia. Não se lembra de nada da sua vida antes do Movimento, acho que é por isso que é tão quieto e tão sinistro. Estranhamente, quando Padre Ben lhe deu uma Sniper, ele aprendeu a atirar rapidinho. Não tinha uma amizade para com ele, apenas uma relação de cordialidade. Gritei-lhe um bom dia,e ele gritou de volta.

Dessa vez, passei do limite do acampamento e me embranhei na floresta de pinheiros. Ali a brisa era fresca,e a luz do sol era pouca. Andei por uns dois minutos, até ouvir o som de machados. Enquanto me aproximava, ouvi o grito de “Madeira !”.

Encontrei Joe Oliver partindo com um machado um tronco no meio, e o seu filho, Junior, transformando outros troncos em pequenos pedaços que servirão de lenha. Como não tínhamos energia, a nossa fonte de calor mais forte e confiável era o fogo, e por conta disso, era de vital importância que tivéssemos lenha. Joe Oliver era um bom trabalhador, mas depois que a sua mulher faleceu (Depois do parto de Junior, que Deus a tenha também), virou um mulherengo embebedado que toda hora dizia que ia parar com o alcool, mas nunca parava. Um dia, em seu total estado de embriaguez, deu uma apalpada na bunda da irmã de Grande Tim,Glenda. Essa foi correndo contar ao irmão. O resultado não foi bom: Joe Oliver saiu com o rosto desfigurado, ambos os braços quebrados, e umas cinco costelas trincadas. Desde então, ambos não se olham na cara. Vi que a carroça que eles tinham levado até ali estava quase cheia, e gritei-lhe um “Basta, esse tanto já está bom”, e ele sorriu, com os dentes tortos e amarelados,e assentiu.

Voltei ao acampamento,e a primeira coisa que eu vi era a tenda colossal que servia de Sala de Aula. Padre Ben dizia que a base de uma boa sociedade era uma boa educação, então obrigava todas as crianças a frequentar uma escola, que era controlada por uma só pessoa. Srta. Bernadette McAllister. Sinceramente, Bernadette é a mulher mais bonita do Acampamento (Lena é um Urubu com gonorreia perto dela). Tem os cabelos e os olhos negros, a pele branca, nariz fino e sinceramente, um sorriso que é de botar qualquer invejosa no chão. Ela tinha vinte e três anos. E eu não conseguia lhe dirigir a palavra sem balbuciar. Ela estava ensinando meia centena de alunos. Dessa vez, não tive coragem nem de lhe dar um aceno, passei reto com a cabeça baixa.

A próxima pessoa que esperava encontrar era Melissa Darrison, a moça que cuidava dos mortos. Ela limpava, maquiava e até fazia autópsia por vezes. Tinha cabelos cor de mel,e olhos azuis. Uma das poucas pessoas que remanesciam desde o inicio do Movimento Revolucionário. Entrei em sua tenda, para perguntar sobre Abraham Wood, um velhinho que morrera dois dias antes.

Encontrei Melissa Darrison estirada no chão, com a garganta rasgada com uma faca.

Notas finais
Obrigado