O Mito das Guerras Santas - Primevas
42 Capítulo 42: Altar e Taça
Notas iniciais
Com Perseu partindo os cavaleiros de Bronze, Ryuma de Dragão, Krest de Cisne e Penélope de Andrômeda passaram a enfrentar os Cavaleiros Negros empossados das cópias negras da armadura de Fênix.
Ryuma e Penélope lutavam quando passaram a observar Krest.
Ele é realmente impressionante, mesmo tendo tido basicamente o mesmo tempo de treinamento que nós, Krest se movimenta muito mais rápido e o cosmo dele parece muito mais intenso, quase como o de um cavaleiro de ouro. — pesou o cavaleiro de Dragão.
Krest saltou sobre um grupo dos cavaleiros negros.
— Pó de Diamante!
Todos estavam congelados. Com a derrota dos cavaleiros menores agora só restava Somya de Altar Negro e Shrim de Câncer Negro.
Quando os cavaleiros de bronze fizeram menção em entrar na luta, eles foram paralisados por uma barreira invisível.
— O que está acontecendo?
— Essa luta é nossa.
— Senhor Ágape me contou sobre o povo de Lemúria eles tem imensos poderes telecinéticos. — afirmou Ryuma
— Nossos corpos estão paralisados por esse poder do Cavaleiro de Altar Negro. — analisou Krest
— Kha! Cavaleiro de Altar. Lemúria será o seu túmulo! — sentenciou o cavaleiro negro de Altar.
O cavaleiro negro avançou furiosamente.
— Chamas Negras Espirituais!
As chamas se espalharam em torno do cavaleiro de prata.
— Seu corpo vai queimar… não adianta fugir.
As chamas pareciam seguir o Kha.
— Eu não vou permitir que um lemuriano que desrespeitou Athena como você me vença.
O cosmo de Kha se elevou drasticamente. Ele saltou manobrando no ar quase como se voasse, desviando das chamas negras que pareciam vivas.
Droga é como se elas realmente estivesse me perseguindo!
De repente Kha se lembrou do que Lúcifer havia lhe dito antes que partisse de volta do Santuário para Lemúria.
“— Senho Kha, acredito eu que nem imagina por que Athena entregou para você e para seu irmão as armaduras de Altar e Taça.
— Não Lúcifer. Eu realmente imaginei que ela achasse que poderíamos ser bons cavaleiros de prata.
Lúcifer riu descontraído.
— Esse é o engano. Obviamente não conhecem as habilidades especiais que Athena concedeu às constelações de Altar e Taça.
— Habilidades especiais?
— Sim. Veja… — Lúcifer mudou completamente o cenário eles estavam, agora, em meio ao espaço cósmico. — ali está a constelação de Altar. O Grande Mestre deverá ser sempre por excelência o homem mais nobre e forte de todo santuário, para guia-lo em tempos de crise e ser a autoridade mais respeitada abaixo de Athena. Porém o Grande Mestre nada mais é que um sacerdote alguém para cumprir certos rituais. E para certos rituais é necessário um Altar.
— O senhor está me dizendo que…
— O altar é uma ferramenta de apoio ao sacerdote. Dentre os diversos ritos possíveis estão entre os mais importantes o selamento. E essa é a habilidade especial conferida à armadura de Altar. Você pode selar dentro dela qualquer coisa até mesmo o cosmo e as almas.
Eles caminharam um pouco e logo se deram com a constelação de Taça.
— Aqui está a armadura de Taça. Sabe o que ela representa?
— Bom se altar é uma ferramenta a taça também deve ser.
— Correto sábio Chefe dos Alquimistas. A taça é uma ferramenta ainda mais ostensiva se comparada ao altar por ser manejada. E a taça representa a purificação.
— Purificação?
— Sim, mas Athena conferiu a armadura de Taça outra função. A de se conectar com o futuro.
— Isso é mesmo possível?!
— Sim…”
— Eu já sei o que devo fazer!
— Ohm!
O irmão o ouviu e se virou como se já soubesse o que fazer o cosmo de Ohm se elevou e ele conjurou a técnica do cavaleiro de Taça.
— Purificação Sagrada!
As chamas atravessaram pelo disco da armadura formado pela conjuntura das mãos de Ohm, porém elas não o afetaram, não queimaram. Ohm se virou libertando as chamas que agora estavam branco-prateadas em direção ao irmão.
O orbe imenso no peito da Armadura de Altar absorveu as chamas selando no interior da armadura.
— Vocês neutralizaram minhas chamas negras?!
— E agora irei selar vocês cavaleiros negros!
— Quem disse que você tem poder para isso Altar? — quem falava era Shrim vestido com a armadura Negra de Câncer.
— Não quer dizer que eu não tenha poder para isso, mas posso lhe assegurar vocês não terão poder para impedir o que eu farei.
Khan se desfez de sua armadura que voltou a forma de taça ele controlou as águas próximas com a telecinese para encher a armadura.
— Espalhem-se e Consumam: Chamas de Prata!
As chamas se alastraram a partir do cosmo de Altar.
— São as minhas Chamas Negras!
— Sim eu as purifiquei e transformei num poder para a Constelação de Altar com a ajuda do Grande Mestre.
No santuário Lúcifer se orgulhava do quão Kha era um homem sábio.
— Mas essas chamas são diferentes elas não irão queimá-lo, não ao seu corpo físico, mas elas irão consumir seu cosmo, diminuindo sua intensidade pouco a pouco.
— Eu não vou permitir que faça isso… Ondas do Inferno! — o cavaleiro de Câncer atacou, sua técnica era parecida com a de Thithonos, mas pareceu aos alquimistas ainda imperfeita.
Porém o que Shrim não esperava é que a intensidade do seu cosmo já havia diminuído tão drasticamente pelas chamas prateadas que a técnica ficou ainda mais fraca.
— Maldito!
— Agora Kha, já está pronto.
— Eu irei selar suas almas e seus corpos perdidos no lago do tempo da Armadura de Taça!
— Selo de Prata! — chamaram em uníssono os cavaleiros de prata alquimistas
As almas dos cavaleiros negros se separaram de seus corpos e tudo foi sugado pelo redemoinho das águas da armadura de Taça.
— Maldição! Eu não esperava que eles fossem derrotados tão rapidamente. Pensei que esses idiotas dariam mais trabalho! Eu mesmo darei cabo de tudo por aqui.
— Mas antes irá lutar comigo Deimos, Deus da Destruição!
Enoch se interpôs no caminho de Deimos.
— Um cavaleiro? — o deus riu com um tom bem zombeteiro. — Acredita mesmo que pode me enfrentar Enoch de Peixes?
— Morrerei, mas aqui também será o túmulo de mais um dos filhos de Áres.
Enoch colocou o cabo da rosa vermelha na boca e assumiu a posição de batalha.

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