O Mito das Guerras Santas - Primevas
34 Capítulo 34: Rosa Galáctica: A Rosa Final!
Notas iniciais
— Como isso é possível?! — berrou a guerreira de Áres.
Enoch que continuava sem se mexer cheirou a fragância da rosa laranjada em sua mão.
“Quando eu entrei em sincronia com a armadura de Peixes pela primeira vez eu consegui sentir uma conexão com um algo superior, algo divino… algo que estava acima dos homens. Uma ligação com o próprio universo. Era como sentir o poder das estrelas correndo pelo corpo. Como se cada nebulosa, cada galáxia estivesse vibrando no mesmo padrão que eu.
Perto da casa de Peixes havia um jardim muito lindo, disse-me Athena que aquela beleza se dava ao cultivo feito pela própria Afrodite, deusa da beleza, que havia lhe dado o jardim de rosas como presente.
A armadura e as rosas tinham a mesma energia. Era impressionante. Eu descobri que com o cosmo de cada rosa eu poderia criar um efeito…”
— Você quer dizer que as rosas têm cosmo? — ela perguntou em um tom de deboche.
— Tudo quanto existe na Terra tem cosmo. O cosmo é uma energia primordial. Está em todo ser vivo. Das estrelas às folhas das árvores.
— Você me irrita com essa calma sem medidas! Eu vou acabar com você de uma vez por todas! Obliteração Solar!
No santuário alguns cavaleiros se reuniam ao sentir um imenso cosmo se aproximando. E lá estavam antepostos a casa de Áries, Melkabah, Canaan e Ixeon.
— Que poder imenso é este? — se perguntou Canaan.
— Seria Áres? -indagou de volta Ixeon
— Não. O poder de Áres é mais agressivo, como se cheirasse a carnificina. Isto é mais sútil, como um tipo de ódio latente sedento de algo… — Melkabah deu suas impressões.
— Mas sem dúvidas é o poder de um deus.
A aura do cosmo vermelha como rubi se adiantava antes do próprio dono no horizonte do Santuário. Finalmente os cavaleiros divisaram a imagem que detinha tanto poder. Uma mulher alta, corpo curvilíneo, andar sensual e imponente. Seus olhos carregavam um mistério sedutor e a atmosfera a sua volta apesar de carregada pelo cosmo cheio de ódio era inebriante.
— Athena! Athena! — ela chamou. — Não irá fugir da ira da minha vingança. Não pense que é mais poderosa porque agora governa o Reino da Terra! Saia Deusa da Justiça!
A voz da invasora se fez ouvir no Templo do Grande Mestre. Tão logo escutara o clamor de sua inimiga Athena se prontificou a descer as 12 casas para o combate, no entanto ela foi detida por Lúcifer.
— Minha Senhora, peço que se acalme e não haja por impulso. Ela é uma deusa. Não sabemos em que condições ela está no momento, mas a senhora é mortal agora.
Segurando a deusa pelo braço o cavaleiro de Serpentário quis deter a deusa.
— Asclépio, eu não posso sacrificar vocês…
— Não está sacrificando ninguém Athena, nós escolhermos segui-la pelo bem do nosso planeta e da humanidade.
Na casa de Áries os cavaleiros se colocaram no caminho da divindade.
— Quem é você que desafia Athena para um combate?
Ela deu de ombros.
— Quem são vocês que se interpõe no caminho de uma deusa?
— Eu sou Melkabah de Áries, o Senhor da Energia.
— Eu sou Canaan de Leão, a Fera da Luz!
— Eu sou Ixeon de Capricórnio, o Guardião da Escuridão.
— Somos cavaleiros que servem a Athena, para proteger o amor, a paz e a justiça na Terra! — disseram os três em uníssono.
Ela gargalhou de volta, como se debochasse dos ideais dos dourados.
— Maldita… — Canaan avançou com ímpeto em direção a deusa, mas seu punho parou diante do pomo de ouro que ela trazia em uma de suas mãos.
— O… o… o que está acontecendo? Eu não consigo me mover… essa maçã dourada ela contem um cosmo enorme.
— Mero mortal, como ousa se atirar contra a supremacia de uma deusa?
O cavaleiro de Leão foi arremessado de volta e amparado por seus companheiros.
— Não podemos deixar que ela chegue ao Templo! — disse Canaan que se erguia do baque.
— Eu sou Éris a Deusa da Discórdia! Nenhum mortal me impedirá de ter a minha vingança contra Athena!
Eis que Enoch se viu rodeado por um pilar de fogo que isolava os cavaleiros de bronze do lado de fora.
— Não podemos nos aproximar. — avisou Krest.
— Mesmo que tentássemos não acredito que nossas armaduras resistiriam a tal temperatura!
— Eu me sinto ao lado do Sol
Do lado de dentro da barreira de fogo.
— Sabe Neherenia. O Sol é o inicio e o fim de tudo. Ele dá a vida, mas nas condições incorretas ela poderá destruí-la por completo. Talvez ele seja mesmo o rei da natureza, soberano mantenedor dos fluxos terrestres.
— Você vai ser obliterado pela potência explosiva do sol.
— Eu entendi o que as estrelas queriam me dizer. E eu criei do meu próprio cosmo uma rosa. Não pensei que deveria usá-la em algum momento. Mas faço isso para proteger a vida dos jovens cavaleiros que estão com o sangue de Athena.
— Do… do que você está falando?
— Sinta o poder da Rosa Galáctica!
— Rosa Galáctica?
Ele saltou atravessando por sobre ela girando o corpo enquanto fazia um arco no ar. A rosa lhe atingiu o topo da cabeça.
Seus olhos ficaram vítreos.
— A Rosa Galáctica é o poder mais supremo que detenho no momento. Ela é capaz de inserir no seu corpo a energia de mil estrelas. A diferença de elevar o seu corpo e receber uma quantidade tão grande de energia diretamente é que seu corpo não tem tempo de absorver tudo causando um apagão total. Ela pode ser usada de outras formas tão mortais quanto. Mas nesse caso optei por te mostrar que poder pode ser mortal.
A Berseker caiu com um filete de sangue escorrendo da boca. Os joelhos impactaram no chão e o corpo finalmente tomou para frente. Ao som do baque do corpo morto no chão a torre de chamas se extinguiu completamente. No topo da cabeça da Berseker uma rosa com as pétalas num tom de azul profundo e pequenos pontilhados brilhantes que lembravam o universo.
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