O Mistério do Colégio

5 Tenho o Pior Pesadelo da Minha Vida


Entro em casa, e meu pai esta começando a fazer o almoço.

–Então filho, como foi o primeiro dia de aula? – Pergunta meu pai.

–Foi bom, fiz vários amigos – Respondo ironicamente.

–Veio a pé? – Pergunta ele.

–Não, peguei carona com a vizinha, ela estuda na mesma sala que eu. Amanhã vamos voltar a pé, ta?

–Por mim pode ser filho – Diz ele tranquilamente.

–Vou pro quarto descansar, Desço mais tarde para almoçar.

–Ta bom. Ah! Sua mãe pediu para arrumar seu quarto – Lembra ele

–Ah, sério?!

–Claro, a vida não é só moleza.

Subo para meu quarto, e entro no computador. Adiciono algumas pessoas que reconheci do colégio no Facebook. E chamo a Fernanda no chat:

Eu: Oi Fernanda.

Fernanda: Oi Biel, tudo bem?

Eu: Tudo e ai?

Fernanda: Tudo, Alguma Novidade?

Eu: Não, e ai?

Fernanda: Não, sabia que meu pai achou você legal?

Eu: Que bom né? Kkkk. Já falei cm meu pai para voltarmos a pé amanhã, seu pai deixou?

Fernanda: Deixou, dai vamos com o Pedro até uma parte, depois voltamos e vamos pela rua do lado, demora um pouco mais, mas vamos conversando.

Eu: Pode ser, o Pedro é legal, e você também.

Fernanda: Obrigada, Kkkk. Bem, vou indo tenho que almoçar, até amanhã, beijos.

Eu: Até, beijos.

Desligo o computador e vou para a cama, acabo caindo no sono, e sonho.

Eu estou em uma sala escura, e vejo uma pessoa com uma túnica preta. Percebo que estou amarrado em uma cama, a pessoa começa a se aproximar e pega uma faca, vai levando a faca devagar até meu coração, mas de repente, consigo me soltar, corro em direção a porta mas não consigo abrir – a porta esta chaveada – Olho ao redor procurando uma chave, mas não encontro, só vejo armários sujos, facas tacadas no chão, e vejo um quadro com varias fotos de crianças coladas, ao lado das fotos estava escritos números em vermelho, como se estivesse escrito em sangue, estão escritos quatro números, tinha aproximadamente umas cem fotos de crianças, cada uma com os números nos lados, percebo que aqueles números são anos, começa em 1900 e termina em 2013, então percebo que aquela criatura sombria com a túnica preta, é um sacerdote, como na aula de historia da professora Tânia. Acho as chaves no chão e abro a porta, saio correndo pelos corredores, e percebo que estou no colégio. Tento achar pessoas, mas não encontro ninguém, nem mesmo a criatura com a túnica preta – Acho que a despistei – Encontro Pedro encostado na porta da secretaria e puxo ele pela mão e corro o mais rápido possível.

– Ei cara, calma ai! – Diz Pedro.

–Não Pedro, corre – Digo ofegante – Tem alguém correndo atrás de mim, ele esta querendo me matar, corre!

Consigo convencer ele a me seguir, e corremos para nossa sala. Lá encontramos Fernanda, ela está sentada no chão da sala, imóvel, como se estivesse em transe, puxo ela – Como fiz com Pedro – E ela me olha calma.

–Ei cara, calma ai! – Diz ela, exatamente com Pedro.

–Corre Fernanda, rápido – Diz Pedro desesperado, tem alguém querendo matar o Gabriel, rápido!

Fernanda levanta e nos segue correndo pelos corredores, eu já não sei onde estou, virei em vários corredores e estou perdido, quando viro em um corredor, ele estava lá, o mesmo cara que tentou me matar. Ele vem andando devagar.

–Não precisa correr Gabriel – Diz o ser com a voz da diretora – Só quero o seu coração.

–É Gabriel, só queremos o seu coração – Dizem meus amigos ao mesmo tempo com a voz da Sra. Doods.

O ser com a voz da Sra. Doods chega perto de mim, levanta a faca e... Acordo.

Acordo assustado, tremendo, suando, olho para o travesseiro, ele está encharcado de suor, levanto, lavo meu rosto e desço as escadas meio zonzo por causa do pesadelo horrível que tive.

–Que cara horrível filho – Diz minha mãe – Andou vendo um fantasma?

–Não, só um assassino que queria meu coração – Digo sério.

–Oque? – Dizem meu pai e minha mãe ao mesmo tempo.

–Nada, nada. Foi só um sonho que tive. Mas, o que tem para o almoço?

–Comida – Diz meu pai ironicamente.

–Ah, que bom! Odiaria se fosse pedra – Respondo rindo.

– Ok, vamos comer agora – Diz minha mãe com um tom de militar – Mas enfim, como foi seu primeiro dia na nova escola?

–Foi bom. Fiz dois amigos novos, conheci a secretaria, e alguns dos professores.

–Ótimo, logo você vai ter vários amigos – Diz minha mãe sorridente – Se puxar a mim, claro, porque eu era muito popular no colégio onde estudava, mas se você puxar a seu pai, esta perdido.

–Ei! – Protesta meu pai – Eu era bem popular!

–Claro amor – Diz ela rindo – Claro...

–Bem a conversa está ótima, mas vou limpar meu quarto – Digo eu.

Subo as escadas para ir para eu quarto, abro a porta e vejo algumas caixas com algumas coisas minhas da minha antiga casa, começo a tirar tudo das caixas e vou colocando na prateleira, organizo meus livros, minhas HQs, meus CDs, e alguns itens colecionáveis de Mitologia – Sou um pequeno nerd, podemos dizer – Depois de arrumar tudo caio na cama e suspiro.

–Gabriel! – Grita meu pai da cozinha.

– Oque é?!

–Tem correspondência pra você! – Diz ele.

–Correspondência? Em que século estamos? XV?

–É da Tati! – Diz cantarolando.

Desço as escadas o mais rápido possível, pego a carta e subo pro quarto.

–Gabriel! –Grita meu pai de novo.

–Oque é?!

–É do João e da Julia também! – Diz ele cantarolando de novo.

–Ta bom, pai.

Abro a carta e está escrito:

Oi Gabriel, tudo bem? Aqui é a Julia, o João e a Tati, como foi à mudança? Nós poderíamos ter mandado um E-Mail, mas não teria graça. Já estamos com saudades. Bem, alguns mais do que os outros, por exemplo, o João, não tem mais ninguém pra jogar Xbox com ele e a Tati, ela ficou sem o namorado Kkkk, e eu né (Julia) Não tem ninguém pra jogar basquete comigo. Mas tudo bem, eu te perdoou. Nos mantenha informados sobre tudo eim!

Bjus: Juh e Tati

Abç: João

Ps: Te amamos *-*

Uma carta? Que coisa legal, fico feliz em saber que eles gastaram tempo escrevendo uma carta pra mim, e eu e a Tati nem somos namorados, poderíamos ser, mas tive que me mudar.

Escrevo uma carta e mando para eles também. Quando volto dos correios já é de noite, tomo um banho e vou dormir.