O Mistério do Colégio
2 Chego na Nova Casa
Quando entrei no carro, olhei pela janela, vi meus três amigos, os melhores amigos que pude ter na minha vida, e eles foram embora assim, tão simples — Bem, quem foi embora foi eu, mas, isso não vem ao caso.
Enquanto íamos saindo de São Paulo, fui lembrando os bons momentos que passei nessa cidade, dos tombos que cai andando de bicicleta com meus amigos, das danças malucas e de muitas coisas que aprontamos. Mas tinha que esquecer, é difícil? Sim, sair de um lugar que vivi a minha vida inteira e ir para uma cidade que nem conheço, e o pior de tudo, escola nova, novos professores, novos diretores, novos colegas, novos vizinhos, nova casa... Nova vida! Eu não quero mudar de vida, minha vida estava ótima do jeito que ela estava, o João, a Julia, a Tati, ah! A Tati, porque ela fez isso só hoje, se eu soubesse que ela gostasse de mim, eu teria feito alguma coisa, com certeza, mas não, perdi a oportunidade de ficar com a Tati, como fui burro.
–Gabriel! – Diz minha mãe.
–Oi mãe – Respondo num susto.
–Está tudo bem?
–Aham, eu só, estava me lembrando, do João e da Julia.
–Sei, tu tava lembrando da Tati — Diz meu pai rindo.
–Da Tati? – solto uma gargalhada falsa – Não, quem disse que eu gosto dela? Imagina – Uma gota de suor escorre pelo meu rosto.
Meu pai e eu não temos uma relação muito Paternal, não conversamos muito, mas ele sabe quando estou triste, e deve saber que estou apaixonado. Não, quer dizer, não estou apaixonado, só a acho legal, inteligente, bonita, talentosa, e perfeita. Mas não estou apaixonado.
–Ninguém disse em gostar Gabriel – Diz minha mãe braba – Aquela menina não é um bom exemplo de pessoa.
–Deixa o menino – diz meu pai – ele esta na idade de se apaixonar, de gostar, como é que vocês dizem hoje em dia? Ah! Ficar né?
– Nada disso –responde minha mãe – Ele é muito novo para isso!
–Da pra parar de cuidar da minha vida! –Explodo- E a Tati é legal sim mãe, não sei oque tu tem contra ela, quer dizer, contra toda menina que eu conheço, e nem precisa ficar assim, sabe porque? Porque não ver ela mais, e a culpa é de vocês!
–Não fala assim comigo- grita minha mãe- Ou eu...
–Vai fazer oque? Me tirar de perto dos amigos? Ah! A Sra. já fez isso!
–Gabriel fica quieto e ouve a sua mãe – Grita meu pai.
– Tá, tá — Respondo birrando.
Bem, essa é minha família, minha mãe não deixa eu falar com nenhum ser vivo do sexo feminino, e meu pai obedece ela
Coloco meus fones de ouvidos, esta tocando Green Day. Viro para o lado e durmo.
Acordo com minha mãe me cutucando.
Não sei em que lugar paramos, acho que paramos para abastecer ou algo assim, Consigo ver um prédio, um prédio grande, uns 8 andares, o prédio é bonito, cinza com as janelas azuis, por conta do reflexo do céu, quando percebo está mais frio que o normal
–Onde é que a gente ta? –Pergunto.
–Gabriel — Diz minha mãe- Estamos em Santa Catarina, na nossa nova casa.
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