O Mistério de Winter

12 O fim do Mistério? Part II


Notas iniciais
Oe gente, voltei. Mais um capítulo com assuntos reveladores. Eu tentei intercalar as revelações com outras coisitas mais... vocês vão saber. Depois me digam se gostaram. Boa leitura!!

− Falem de uma vez! − Ela olhava de um para o outro.

− Lembra quando eu disse que não conseguiríamos chegar nos abrigos? − Corm perguntou. Ela balançou a cabeça freneticamente, concordando. − Bom... não conseguiríamos mesmo chegar, mas não era pelo motivo que eu disse... era por que... não tem pra onde ir.

− Não tem para onde ir? Estamos presos? − Ela ofegou.

Presos numa cidade?

− Sim, mas não da forma que você imagina. − Tate afirmou. − É mais algo mental do que físico.

− O que está querendo me dizer?

− A experiência com você não acabou, está acontecendo. Nesse momento. O objetivo é recuperar as suas memórias. É pra isso que estou aqui, me enviaram para te ajudar nisso.

− Em outras palavras... você está sonhando.

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Tate estava deitado de costas na cama, com os braços dobrados atrás da cabeça enquanto encarava o teto branco do quarto. Ele tentava impedir que sua mente fosse bombardeada pelas imagens de Sam logo após ele ter lhe contado a verdade. Já tinha desistido de tentar dormir depois de horas se virando. O rosto dela não o deixava nem por um segundo. Via sua expressão, já cansada, indo de ceticismo, ao assombro e depois... nada. Ela simplesmente se fechou para qualquer sentimento e virou de costas, indo para o quarto e se trancando, de onde não saiu até agora. Deixou a ele e Corm para trás, sem saber o que fazer. Mas de uma coisa ele sabia... não entraria em seu quarto, não até que ela estivesse pronta para sair. Ele só fez um pedido silencioso para que se ela precisasse dele não hesitasse em chama-lo.

O quarto em que estava devia ser o dela, observou. A única cama de solteiro dava de frente para a porta. Do lado esquerdo a luz da lua entrava por uma enorme janela com cortinas amarelas. No direito havia um armário escuro dois palmos mais alto que ele. Desistindo e permanecer deitado, ele se levantou e foi até lá. Quando abriu as portas duplas encontrou suas roupas, todas empilhadas ou penduradas. Olhar os vestidos, as blusas delicadas e sua penteadeira cheia de coisas de garotas o fazia pensar em como suas vidas poderiam ser diferentes. Ele pegou uma blusa entre os dedos e voltou para a cama. A vida dela, principalmente. O seu pai era rico e lhe teria proporcionado tudo. Nada de preocupações. Uma vida normal e cheia de alegria, como deveria ser. Ela nunca o teria conhecido. Acabaria casando com alguém importante em seu círculo, teria uma família. Ele se interrompeu quando viu que estava torcendo sua blusa em seu punho cerrado. Pensar naquilo o deixava em um profundo sofrimento. A sua vida, ao contrário da dela, teria sido destruída se não a tivesse encontrado. Ele sabia disso quando saiu de casa.

Fechou os olhos e se deixou levar pelo pensamento. Apesar de todo estresse do que estavam passando, ele pôde vê-la como ela seria. Despreocupada, sem o peso das perdas e do terror que passaram. Tudo que ele queria era protegê-la e não deixar que os acontecimentos tirassem sua alegria... mais uma vez.

Ele abriu os olhos quando ouviu o ranger da porta sendo aberta. Quando Sam surgiu para a luz que vinha da janela ele se retesou e esperou que ela gritasse que alguma emergência estava acontecendo, mas tudo que veio dela foi um fungar abafado. Ela estava chorando.

− Não... não posso, não posso mais aguentar tudo isso sozinha − Sua voz saiu trêmula e rouca. − não consigo. P-preciso de ajuda. − Ele sentiu uma pontada e o choque não lhe permitiu falar coisa alguma. Fez um esforço tremendo para conseguir estender sua mão. Um sinal de que estava ali e não iria deixa-la sozinha. Ela atravessou o quarto em passos lentos, subiu na cama e segurou sua mão sem hesitar. No instante em que sentiu seu toque, ele despertou de qualquer transe que estivesse submetido e a puxou contra si. Ela suspirou com o movimento rápido, porém não se afastou. Se apoiou nele e descansou a cabeça em seu peito, deixando as lágrimas caírem. O choro foi se tornando cada vez mais intenso, por mais que Tate se angustiasse ao vê-la chorando, não iria pedir que parasse. Enlaçou os braços ao redor dela e voltou a se recostar no travesseiro. Queria ficar o mais próximo do que as leis da física permitissem. Deixou que ela chorasse nele durante o tempo que quisesse.

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***

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Sam despertou com um latejar incômodo na cabeça. Estava tudo escuro e seus lábios estavam colados em algo aquecido e macio que, depois que se afastou, meio grogue, ela descobriu ser o vão do pescoço de Tate. Ele se moveu e resmungou algo, como se protestasse por ela ter saído do lugar.

Mandão até dormindo. Ela pensou.

Seus braços ainda estavam em volta dela, porém sem exercer a mesma pressão que antes. Ela os tirou devagar, para não acorda-lo, e se libertou facilmente. O latejar se intensificou quando ela se sentou na cama, um aviso de que ela estava esgotada.

Pensou em sair da cama e voltar para o seu quarto, era o que ela deveria fazer. Ainda estava no meio da noite e ela se esforçaria para dormir. Mas seus pés não a obedeciam, por mais ela ordenasse que eles a levassem de volta, algo impediu que ela saísse do lugar. Pela primeira vez se permitia admitir − sem esforço − que ficar perto dele lhe dava uma sensação de profunda paz. Mesmo que tivesse vontade de soca-lo por ter escondido tanta coisa, também queria ficar por perto só para não se sentir tão destruída quanto se sentira no quarto em que passou o dia trancada.

− Hm. Por que está acordada? − Ela se virou e viu que Tate a olhava, exibindo uma carranca.

− Eu não consigo dormir. − Respondeu, balançando a cabeça. − Acho que nunca mais vou conseguir dormir.

Ele se sentou também e a segurou pelo braço para puxa-la de volta. − Vem cá.

− Não, Tate. − Ela sussurrou, se mantendo no lugar. − Não quero fingir que as coisas estão bem.

− Então fale comigo.

Ela fez um enorme esforço para não sucumbir novamente às lágrimas. − Eles podem nos matar a qualquer momento. − Sussurrou. Dando de ombros sem ter a mínima ideia do que fazer.

− Você não me dá nem um pingo de credibilidade? − Ele sussurrou, ignorando seus protestos para não sair do lugar e a trazendo para perto.

− Não sei do que você tá falando. − Resmungou.

Tate se deitou de lado e a deitou de frente para ele. Estava irritada por fazê-la relaxar num momento tão estressante. E isso nem mesmo ela conseguiria fazer. Não era algo muito fácil de se conseguir, mas o motivo estava bem na sua frente. Tate exibia uma confiança serena que a desarmava e a tranquilizava involuntariamente, mesmo que no fundo soubesse a desgraça que estão metidos. Ele tinha marcas de expressões precoces demais para alguém da idade dele, seu sofrimento constante estava estampado e mesmo assim ele continuava forte. Parecia bem mais velho do que realmente era. Seus olhos não desviavam dos dela em momento algum. Eram penetrantes e impetuosos, e estavam gritando algo que a assustava e ao mesmo tempo a deixava inebriada com a intensidade do sentimento.

Ter a consciência daquilo era melhor do que podia admitir.

Ela fechou os olhos por um segundo até sentir os dedos dele passando levemente por suas maçãs do rosto, seguindo a curva das sobrancelhas e o contorno do nariz. Ele trabalhara ali por um tempo e depois desceu até seu queixo. Sua pulsação começava a acelerar desordenadamente. Ela se esticou levemente, lhe dando espaço para seguir até seu pescoço e cravou as unhas em seu braço, o fazendo gemer baixinho. O suspiro que soltou foi ruidoso e revelador. Seu corpo inteiro estremeceu quando sentiu seus lábios encostando na região abaixo do queixo.

Sentiu sua respiração quente quando ele sussurrou. − Nem pense em fugir.

− Não consigo pensar nem em qual é o meu nome, agora. − Respondeu. Deixou que ele a colocasse de costas e pairasse sobre ela, se apoiando nos cotovelos.

Ele soltou um riso abafado enquanto deixava um rastro de calor na pele do seu pescoço. − Ouça − Disse, entre os beijos. − Vai chegar em um ponto que não vamos seguir em frente. Só continuar, se quiser.

− Preciso de respostas primeiro. − Ela fala e o puxa para ainda mais perto, mesmo não havendo espaço algum entre eles, e ataca seus lábios lentamente. − Agora

− Hm... você está tentando me seduzir. − Sussurra aprofundando mais o beijo, acariciando com a língua cada canto de sua boca.

− Não estou, não. − Disse, na defensiva. Estava ofegante e seu rosto estava quente e vermelho.

− Amor, eu estou adorando. − Ele a incentivou.

Ele a pegou pela cintura e rolou pela cama, ficando de costas escorado na cabeceira e a trouxe para cima. O sistema nervoso dela estava em frangalhos. Ele a estava deixando no controle. Não havia nada mais assustador. Sabia que ele estava fazendo isso por ela, não queria tomar decisões que a assustassem. Queria que ela tivesse a liberdade de escolher o que queria.

Seus olhos se fixaram nela e suas mãos pousaram em cada lado de sua cintura, levantando a barra e massageando aquela região. Esperou até que ela segurasse suas mãos e o incentivasse a subir mais, levantando sua blusa.

Ela engoliu em seco e encolheu os ombros. Fechou os olhos, encostando sua testa na dele. − Não sei o que estou fazendo.

− Sabe sim. − Passou os lábios por suas maçãs do rosto enquanto afagava a curvatura da sua coluna, seu toque fazia seu corpo esquentar e estremecer, um pedido silencioso por mais atenção.

− Não quero falar sobre isso agora. − Ela se esquivou do assunto e deitou sua cabeça no peito dele.

Ele a acomodou nele e apoiou o queixo no topo de sua cabeça. Eles permaneceram assim até suas respirações se aquietarem.

− Confio em você.

O corpo de Tate ficou rígido de repente, surpreso com as apalavras dela. − Como?

− Confio em você, Tate. Confio em mim também, na minha... antiga eu.

Seu peito se expandiu com a felicidade de ouvir aquilo. − Amo você. − Ele sussurrou, passando o nariz pelos seus cabelos. Ela estremeceu, não podia esconder o efeito que aquela afirmação lhe causava.

− Desde quando?

Ele abriu um enorme sorriso. − Há bastante tempo.

− Sei que era você no sonho... lembrança. − Se corrigiu. − Não vi o rosto, mas sei que era você quem estava me acompanhando naquela festa de casamento. − Ele balançou a cabeça, confirmando. Ela o encarou enquanto ele tirava uma mecha de cabelos da sua testa e a colocava atrás da orelha. − Meus pais queriam que ficássemos juntos. Mas nós já estávamos.

− Eles queriam que você voltasse a ser o que era antes. Rebelde e curiosa, deixando a todos loucos, mas de certa forma... contentes com sua imunidade à tristeza.

Ela se encolheu toda. − O que aconteceu comigo?

− Sabe... − Ele disse, beijando sua testa. − As vezes, quando sofremos demais, nossos instintos de sobrevivência nos obrigam a nos fecharmos. Isso impede mais dor, mas em troca não se sente mais nada.

Ela suspirou.

− Não deixei de amar você.

Ele grunhiu e apertou os braços com força ao seu redor até quase não conseguir mais respirar. − As vezes eu via alguns lampejos de como você era antes, sabia que ainda estava lá. Não desisti até que visse o que ainda sentia por mim.

− Você é bom nisso. − Ela soltou. Quando se deu conta que acabara de assumir seus sentimentos, escondeu seu rosto nele, envergonhada. Suas emoções estavam à flor da pele. Era como se tivesse que segurar várias cordas aos mesmo tempo. As vezes uma escapava do seu controle. Ele puxou sua mão e depositou um beijo leve bem no meio da palma.

− Quero que se lembre disso, Sam. Não importa quem você seja, ou quem se torne. Não vou deixa-la nunca.

Ela suspirou e se enroscou nele. − Queria tanto me lembrar de como éramos. Só sentir é intenso demais para mim, me dá medo. Preciso saber porque sinto isso tudo.

Foi complicado demais para ela abrir mão do orgulho e enfrentar o medo para sair do quarto e vir até ele. Entender tudo que estava acontecendo e ainda ter que lidar com os sentimentos que ela não sabia de onde vinha era difícil demais, sua resistência a ele estava destroçada.

Ela apertou seus ombros largos enquanto se apoiava para beija-lo novamente. Ele abriu caminho e facilitou sua chegada até seus lábios, segurando sua cintura, a incentivando a ir mais fundo e gemendo quando ela o fez.

− Você vai lembrar. − Ele disse, quando ela retornou a deitar nele. A satisfação dele era evidente. − Mas não agora, não nesse lugar. Seria perigoso demais. Quando sair, vão fazer uma espécie de varredura na sua mente. Detectando suas lembranças, as que foram recuperadas aqui.

− E quanto as minhas lembranças do que aconteceu aqui? Vão saber tudo.

− Isso não vai acontecer. − Ele engoliu em seco.

Ela cotraiu os músculos do rosto, angustiada. − Você sempre faz essa cara quando vai me contar coisas ruins.

− Eu... − Ele gaguejou. − Quando acordar... Você não vai se lembrar de nada que aconteceu aqui....

Ela soltou um gemido, para não entrar em pânico.

− Eu também não vou. − Continuou − Verão as novas lembranças na sua mente. Tenho provas o suficiente para convencê-los de que fiz o que fui designado e como não lembrarei de nada... não poderão extrair da minha mente o que fiz. Vão pensar que o simulador não funciona completamente. Haverá uma nova fase de testes até que usem em você novamente, isso nos dará tempo suficiente.

− Espere! Espere. − Ela estava hiperventilando. − Não vou me lembrar de nada? Não...

− Tudo bem...

− Tate... não quero ficar no escuro. Não quero esquecer o que aconteceu aqui. Esquecer vocês dois... de novo.

− As lembranças que recuperou... vão ser suficientes para trazer a outras, mas ninguém saberá disso. Para todos os efeitos... você não se lembra de quase nada, é nisso que vão acreditar. Quando voltarmos e você começar a se lembrar... terá que ser o mais discreta possível.

− Como vou saber o que fazer? − Sussurrou, se agitando em cima dele pelo nervosismo.

− Conheço você desde que tinha 10 anos. Sei da sua capacidade, acredite... você vai sacar tudo no momento em que me ver.

− Eles vão me matar.

Ele segurou sua mão. − Não. Você é uma figura pública, odiada, mas muito conhecida. E eles ainda se preocupam em parecerem bons samaritanos. Vão te exibir para que seu pai e todos ligados a ele, saibam que estão com sua filha. Na frente de todos, você será usada apenas como meio de captura-lo.

− Por que ninguém percebe que só estamos tentando salvá-los?

− As pesquisas ilegais deixam rastros. Muitas mortes. Quando seu pai fugiu, todo mundo queria saber o motivo... O verdadeiros culpados viram a oportunidade de taxa-lo como vilão. Depositam todas as mortes na conta dele. E todo mundo acredita.

− O Estado acha que meu pai é líder de uma revolução. A população acha que ele é uma espécie de rei do crime. − Bufou, a sorte não estava mesmo do lado dele.

− Ele é um líder de uma revolução. Mas um de muitos. O único que é conhecido.

− Meu pai deve estar tão preocupado. Não quero que ele se coloque em perigo para me salvar.

− Lucas sabe que estou com você, que a protegerei. Ele me treinou para isso. Mas com certeza há um plano de investida. Só espero que seja antes de fazerem uma nova simulação com você. Eu não conseguiria ser escalado para ser seu mentor novamente.

− Escolheram logo você. Muito azar o deles. − Ele se inclinou para onde ele a acariciava.

− Não foi sorte nossa, tive que me mostrar ser o melhor para isso.

Ela respirou fundo.

− Quando voltarmos, qualquer deslize nosso... será o fim. Se descobrirem que você está do nosso lado... vão te torturar até a morte. − Pressionou os olhos para tirar a imagem da cabeça.

− Você disse que confiava em mim, confie agora. Jamais a colocaria em perigo. E sempre existe um plano B. Se o pior acontecer, você ainda ficará viva.

Ele disse aquela última frase com uma tristeza escondida tão lá no fundo que foi quase impossível de notar. Sam estremeceu com a constatação de que ele disse "você" e não "nós".

Enquanto ela estava no quarto, sozinha, passou horas em um conflito interno. Tanta informação em um período tão curto de tempo. Ela cogitou todas as possibilidades, inclusive de todos eles estarem em estágios diferentes de loucura. Mas, diferentes de devaneios comuns, as explicações deles se encaixaram perfeitamente até com coisas que ela não falara. Faziam sentido, por mais loucas que fossem.

− Tate...

− Sim? − Ele falou, já meio grogue.

− O que são aquelas aberrações que tentam me matar? − Agora ela tinha a certeza que ele sabia a resposta.

− O que Corm fez foi esconder sua antiga memória, ele a separou e a colocou em vários baús em algum lugar da sua mente. O processo é agressivo demais, você poderia ter morrido no processo. − Ele rangeu os dentes. − Mas como eu disse... nossos corpos sempre dão um jeito de nos proteger de futuros males. Enfim... Todos eles são guardiões de fragmentos da sua memória.

− O que? − Franziu o cenho. De forma alguma o assassino de sua mãe seria um guardião.

− São personagens que você considera ameaçadores. Eles possuem um poder descomunal em qualquer um que se aproxime. Menos para você... você é a única que consegue enfrenta-los, quando você os mata... o fragmento de memória é libertado e volta para seu lugar.

− Nós estamos dentro da minha mente? − Perguntou, completamente assustada.

− De certa forma, sim. O simulador apenas cria baseado em tudo que sua mente ordena. Só dá para ser feito inconscientemente.

− Eu preciso matar todos? − Sua voz saiu trêmula.

− Não, apenas alguns. O suficiente para ter o pouco de memória que precisa. Você já fez isso uma vez, pode fazer de novo.

Ela bufou com a lembrança. Não queria passar por aquilo de novo, foi assustador.

− Você vai ficar bem. − Ele sussurrou em seu ouvido.

Ela fungou, fazendo um tremendo esforço, mas sem sucesso, de conseguir conter o choro. Parecia uma manteiga derretida ultimamente, era ridículo. Estava se odiando por isso, e era culpa dele.

− Ei, qual o problema? − Ele segurou seu queixo entre o polegar e o indicador e o ergueu, começando a lhe dar pequenos beijos, acariciando seus lábios com a língua.

− Não quero esquecer vocês. Mas se... se a sua Sam é mais inteligente e mais preparada, e vai saber lidar com a situação, vou deixa-la no comando. Eu... eu vou sentir sua falta.

Ele parou os beijos e a encarou, transtornado. − Mas que porra de história é essa? Ouça... Só existe uma Sam, e ela está bem aqui. Você está sem suas memórias, e sem o efeito que elas causam, mas tirando isso... você é a mesma. Se quer se livrar de mim, pode desistir. Você é minha. Sempre foi. Não se esqueça disso. − Ele disse aquilo com uma convicção tão dura que a fez esquecer de respirar.

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Ficou um tempo refletindo sobre aquelas palavras e acabou pegando no sono. Tate sussurrou que se ela acordasse e saísse do quarto ele iria busca-la. Ela resmungou, em protesto e voltou a dormir.

Notas finais
AHEO, gostaram? Meudeus do céu, é muita coisa? Comentem! Espero que tenham gostado, até o próximo. Bjs