O Mistério das Pedras - Os Guardiões
1 Prefácio
Notas iniciais
E se tem alguém lendo, por favor avise. Não precisa nem comentar o capítulo, só dizer que tá presente.
Ele andava solitário pela floresta, olhando sempre para os lados, esperando ver a qualquer momento alguém se aproximar. Perguntou-se como havia chegado naquele lugar. Olhou para o céu e só viu a Lua, esta por sua vez tinha um brilho opaco e iluminava sozinha à noite, estava solitária no céu, sem estralas ao redor, havia apenas uma pouca quantidade de nuvens pesadas e escuras, daquelas que indicava que viria um temporal pela frente.
Só se ouvia o som do vento. Os pássaros pareciam ter se escondido ou estavam apenas dormindo, pois com o escuro que estava não conseguia enxergar um palmo a frente do nariz. O som das folhas secas se partindo embaixo dos seus pés era assustadoramente alto no escuro. Conseguia ouvir o som de um riacho, que pelo visto, passava ali perto.
Foi quando entrou em uma pequena clareira, fracamente iluminada pela luz da Lua, e pode se ver pela primeira vez. Estava com seu habitual pijama verde claro, com um carrinho estampado na camisa, infantil ele sabia, mas fazer o que? Era o seu preferido. Estava descalço, não lembrava em que momento da caminhada, tinha deixado os sapatos pra trás, não lembrava nem se chegou lá com eles.
Sentia os pés doendo, pelo visto estava andando há bastante tempo, resolveu descansar, uma hora teria que achar a saída daquele lugar, sendo assim teria que está descansado. Deitou embaixo de uma árvore qualquer e rezou para que não chovesse.
Acordou quando, o Sol já estava nascendo, a terra não estava tão molhado, sinal de que não havia chovido na noite anterior, não sabia em que hora do seu “descanso” tinha adormecido. Ele tinha resolvido não dormir, não queria acordar na boca de algum animal, não sabia nem se ali tinha algum animal. Achou melhor se levantar, já estava ficando com fome, e se não achasse alguma coisa pra comer, seu restinho de bom humor iria para o além.
Não sabe por quanto tempo andou, em alguns momentos teve a impressão de que já havia passado em certos lugares diversas vezes. Seu estômago já estava colado na sua coluna vertebral.
Depois do que aparentava ser horas, ele avistou o que parecia ser pessoas. Ele pensou por um momento se era certo se aproximar, pois quando se vê cinco pessoas desconhecidas, uma ao lado da outra, e uma delas segurando algo em mãos, aproximar-se não parece à coisa certa a fazer. Mas ele estava tão cansado e com tanta fome que jogou esses pensamentos no fundo de sua cabeça e só se preocupar em chegar cada vez mais perto deles.
Quanto mais se aproximava, mas ele conseguia ver as formas daquelas pessoas. Eram três homens e duas mulheres, eram todos brancos, o quê o fez pensar que de onde quer que fossem essas pessoas, com certeza esse lugar não tinha Sol durante boa parte do ano. A pessoa do meio parecia ser uma mulher e era exatamente ela que segurava algo em mãos.
Enquanto ele se aproximava, os sorrisos daquelas pessoas pareciam se alargar. Quando ele parou em frente aquelas pessoas, por precaução a uma boa distância, elas começaram a dar um passo à frente, e dizer, da esquerda para a direita, seus nomes. Nomes bem diferentes, diga-se de passagem.
— Aicrám! – disse a mulher da ponta esquerda. Ela tinha os cabelos pretos, um pouco gordinha, aparentava medir uns 1,70 cm, pela sua voz parecia que estava com problema de garganta, sua voz devia ser insuportável depois de ser ouvida por muito tempo.
— Acinôm! – disse o homem à direita de Aicrám, esse por sua vez era alto, olhos castanhos claros, cabelos cor de cobre (louro avermelhado), tinha por volta de seus 40 anos, tinha um olhar cansado , como se não aguentasse mais a caminhada.
A mulher que estava no meio, a que tinha o que agora parecia ser um livro em mãos, não se moveu, nem disse seu nome, Augusto se perguntou se ela não percebeu que chegara a hora dela falar.
— Anagrom! – a voz grossa de um homem desviou sua atenção. Pelo que parecia foi o home ao lado da mulher que não falou nada, que se apresentou. Ele era muito branco, talvez o mais branco de todos, seus cabelos eram loiros, tinha os olhos azuis. Se alguma menina os visse, com certeza acharia ele o mais bonito.
— Airolg! – o homem a esquerda de Anagrom, deu um passo a frente e se igualou aos outros, agora todos, menos a mulher do meio, tinha se mexido. Airolg era de baixa estatura, cabelos um pouco encaracolados, e seus olhos eram, assim como os seus cabelos, de um preto incrível.
A mulher do meio que até agora não tinha dado um passo igual aos outros, olhou sorridente para o livro que tinha em mãos e deu dois passos a frente, ficando mais perto dele, de que qualquer outro. Ele pensou se essa não era a hora de sair correndo, tentar se afastar o máximo possível daquelas pessoas.
Mas não, ele se sentia incrivelmente em paz perto daquelas pessoas. Quando viu aquela mulher sorrir, esqueceu que estava no meio de uma floresta com cinco estranhos, esqueceu até mesmo que tinha sentido fome há poucos minutos atrás, só queria sentir aquela paz que parecia emanar deles. Era a melhor sensação que já tivera em toda sua vida.
— Airotiv! – disse por fim a mulher do meio. Ela era branca, seu cabelo era preto e enorme, media cerca de 1,60 cm. Tinha os olhos azuis como o céu, ela o olhava como se ele fosse a resposta para todas as suas perguntas. O fitou por um bom tempo, até que por fim ela pega a sua mão e entrega o livro a ele, — Augusto sentiu com se uma corrente elétrica houvesse percorrido todo o seu corpo — dá um passo para trás e lhe diz:
— Você é o escolhido!
Notas finais
Espero que tenham gostado. Vou tentar postar o próximo o mais rápido possível.
Beijos!
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