Notas iniciais
Oi, espero que gostem da minha primeira fanfic... Me empenhei muito nessa história então divirtam-se, beijinhos.

Três meses depois do assassinato de Jules

–De volta a escola Sheridan... Ou devo te chamar de assassina? – Katie Gilmore riu e suas “seguidoras” riram forçadamente apenas para agradá-la.

–Deixa ela Katie. – Carter se posicionou em frente de Allie e esperou seu grupo sair de perto.

–Obrigada Carter... Só você para acreditar em tudo o que eu disse... – Allie limpou as lágrimas de seu rosto e o encarou. Carter tinha sua pele clara que contrastava os cabelos tão negros quanto os olhos, estava junto com Allie fazia 7 meses.

–Allie, não importa o que aconteceu, eu ainda te amo. – Ele a puxou consigo e os dois foram caminhando em direção ao refeitório para jantar. Carter começou a falar, mas ela apenas começou a repensar aquela noite como faz sempre desde o incidente. Tentando entender o que aconteceu.

“-Vem comigo Allie, vamos falar com Nathaniel, vamos falar com ele para deixar essa escola em paz. – Jules parecia confiante de si mesma, mas Allie sabia que era bem improvável que ele simplesmente desistisse e ela sabia que Jules não era estúpida, ‘mas qual o problema de tentar? ’ Ela pensou.

–Tudo bem... Mas e se acontecer algo? Jules, vamos repensar isso... – Allie puxou a amiga, mas ela começou a correr.

–Não! Temos que ir! – Allie tentou acompanhá-la, mas Jules corria rápido demais, mesmo com suas sandálias delicadas.

O grito. O borrão em sua mente.”

–Allie? – Carter disse, ela acordou de seus pensamentos, nem se lembrava de ter ido para sua mesa no refeitório, só conseguia pensar naquela noite.

–Estou aqui. – Mais ou menos, pensou.

–Você está bem estranha ultimamente, e eu sei que é por causa do que aconteceu. – Ele pousou sua mão no rosto dela e o acariciou – Ambos sabemos que foi Nathaniel, e ele não virá atrás de você enquanto eu estiver aqui.

–Como pode ter tanta certeza? De que foi ele. – Allie estava surtando com toda a história e mesmo depois de três meses ela ainda estava com medo de quem fez aquilo.

–Eu não tenho, mas essa é a maior possibilidade. – Ela afastou seu rosto da mão de Carter e encarou a mesa, um grande candelabro com velas acesas em cima pousado sobre ela, seu prato ainda intocado, sua bebida gelada com gotículas de água escorrendo pelo copo...

–Allie! De novo?

–O que? – Ela disse virando o rosto para ele bruscamente.

–Você não está nem aí para o que eu disse?

–Não! Quer saber? Me deixa West! Eu sei que você só quer me ajudar, mas está me irritando! – Ela se levantou e seguiu até a porta de entrada do refeitório onde foi em direção ao dormitório feminino, subindo escadas até chegar à porta de seu quarto.

Abriu ela. A cama com lençóis perfeitamente alinhados, a escrivaninha em frente a janela entreaberta com seus livros em cima, o armário fechado. Começou a chorar.

–Porque essas coisas sempre acontecem comigo? – Se encolheu na cama e abraçou seus joelhos, as lágrimas escorriam intensamente por todo seu rosto. Alguém deu três batidinhas na porta que ela havia se esquecido de fechar, levantou seu rosto e viu Sylvain parado lançando-a um olhar piedoso.

–Eu ainda não esqueci aquela noite Sylvain. – Ela disse limpando suas lágrimas com a manga de seu casaco da escola.

–Eu não espero que você se desculpe, mas espero que me perdoe por ter sido tão egoísta. – Ele deu um passo para dentro do quarto, mas ela fez que “não” com a cabeça.

–Eu te perdoo. Agora me deixa.

–Sheridan, você está agindo como uma garota de 13 anos quando está emburrada.

–Ela morreu! E eu não me lembro de nada! Pura coincidência não é? – Allie cuspiu as palavras.

–Alyson, você não pensa que fez aquilo, pensa? — Dessa vez Sylvain ignorou o “não” dela e entrou no quarto fechando a porta atrás de si.

–Eu só queria me lembrar. – O choro começou novamente.

–Você nunca seria capaz de fazer aquilo com Jules, ela era uma amiga. Nem em um universo paralelo Allie. – Ela ignorou aquilo e continuou chorando.

–Por dentro... Eu... Ainda – Ela foi falando as palavras com dificuldade – Sou... Uma garota de 13 anos...

–Não é, você já tem 16, e vai conseguir lidar com tudo. Olha para mim. – Ele levantou o rosto dela até seus olhos ficarem no mesmo nível. Aproximou-se lentamente, esperou que ela o rejeitasse, mas ela não o fez, sua boca continuou indo a dela, a ponta de seus lábios se tocaram, um leve choque percorreu a face de Allie os olhos verdes intensos de Sylvain a encaravam e quando estavam prestes a se fechar ela o empurrou.

–O que você está fazendo? Se aproveitando de mim novamente!? Você continua o mesmo playboyzinho de sempre como todos esperam! Sai daqui! – Ela se levantou e seu dedo indicou a porta.

–Me desculpa Allie, eu não resisti. – Sylvain tentou se explicar porém ela continuou gritando com ele sobre ter um namorado que a ama muito.

–Não chegue mais perto de mim seu idiota! – Bateu a porta com força. Ela não tinha se afastado de Sylvain. Queria se vigar de Carter por ele tentar ser um bom namorado? Não. Voltou a sua cama e a rotina diária de chorar, mas dessa vez sem interrupções de garotos.

Já eram 1h da manhã quando Allie finalmente foi tomar banho escondida, pois o toque de recolher havia passado. Vestiu o seu pijama, e trancou a janela e a porta. O peso em sua consciência impedia sua mente de descansar, ela ainda estava em pé quando disse:

–West... Eu devo desculpas. – Visualizou a janela novamente, destrancou-a e foi andando pelo parapeito do edifício, se agarrou as bordas do muro vermelho que tinha uma queda de alguns metros, o suficiente para mata-la. Andou nas pontas do pé até chegar à janela de Carter, a luz já estava apagada, mas ela não ligou e para sua sorte sua janela estava só encostada então ela pulou na escrivaninha dele fazendo barulho.

–Merda! – Exclamou baixo. Carter se pôs de pé rapidamente e a pressionou contra a parede. Ela sentiu uma dor quando foi prensada, mas entendeu afinal ele não podia ver seu rosto no escuro, apenas a luz do luar invadia o quarto.

–Allie? Que diabos você está fazendo aqui? – Ele disse soltando o corpo dela.

–Desculpa. – Foi o que ela disse.

–Pelo que? – Ele falou se sentando na cama.

–Por hoje.

–Allie eu já me acostumei com essa nova você, nesses três meses as vida, seu jeito de ser mudou completamente. Onde está aquela garota confiante que eu conheci? – Ela olhou para seus pés e começou a fazer círculos com eles. – Allie?

–De novo, droga! Carter, só preciso que você saiba que eu te amo. Eu prometo que quando eu... Bom, deixa para lá, mas saiba que eu ainda sinto o mesmo por você.

–Eu sei que sente, mas a parte do “quando eu” me assustou.

–Quando eu resolver isso.

–Sua insegurança? – Ele se pôs de pé.

–Não, quem fez isso.

–Allie, não quero você procurando qualquer coisa relacionada ao Nathaniel.

–Carter... Isso está me matando lentamente. Eu não aguento viver assim, pensando todo dia no que aconteceu com a Jules aquela noite. – Carter segurou a mão de Allie.

–Você não fez nada, entenda isso Allie.

–Eu fiz sim! Eu estou cansada de repetir, “e se”, porque a verdade é que se eu tivesse puxado ela ou convencido a repensar aquela ideia estúpida... – Passos começaram a ecoar no corredor, Allie calou-se imediatamente e Carter encarou a porta.

–Silêncio, ninguém pode saber que você está no meu quarto a essa hora. – Ele sussurrou.

–Finnegan continue vigiando a garota, se ela se lembrar... Você sabe que ninguém ficará satisfeito. – Carter e Allie se aproximaram da porta e continuaram a escutar atentamente.

–Ela não se lembra, e nem se lembrará, Carter está cuidando disso. – Allie encarou ele com espanto, recuou dois passos para trás. Carter fez que não com a cabeça, tentando dizer a ela que não tinha nada a ver com aquilo, as vozes foram ficando mais distantes. Allie olhou para a porta abriu-a e começou a correr descendo as escadas que eram próximas do quarto de Carter.

–Allie! – Carter gritou a seguindo, os dois rapazes ouviram a confusão e começaram a correr atrás dos dois.

–Como você pôde?! – Allie continuou correndo.

–Eu não fiz nada! Allie!! – Carter definitivamente era mais rápido que Alyson. No andar abaixo ao seu quarto, ele ouvindo os passos dos dois rapazes na escada, puxou ela para dentro de um porta entreaberta.

–Me solta Carter! – Ele tampou a boca dela e fechou a porta rapidamente.

–Que merda é essa? – O garoto se levantou de sua cama. – Odeio essa porta ela está com defeito na fechadura, escolas antigas são assim... Está bem Richard, você está alucinando.

–Não está não, mas por favor faça silêncio. – Carter disse em tom de súplica.

–Quase foram pegos no toque de recolher? – O garoto acendeu a luminária e colocou seus óculos.

–Mais ou menos isso. – Carter ainda com a mão na boca de Allie a soltou assim que se certificou de que os rapazes não estavam naquele andar, dando uma olhada rápida no corredor.

–Eu não ligaria de ser pego com uma namorada gata. – Allie ignorou o comentário e se colocou com as costas na parede.

–Alyson, eu não conheço nenhum Finnegan, e muito menos o outro garoto ao lado dele. Não sei do que estavam falando.

–Não sabe? Eu não acredito em você. – Alyson fez uma cara duvidosa, Richard continuava a encarar os dois confuso.

–Alyson, eu nunca faria algo contra você, eu não te impedi de nada. Se eu quisesse te machucar ou algo pior já poderia telo feito.

–Eu talvez acha que me precipitei, e acho que aqueles rapazes agora sabem que ouvi a conversa...

–Você se precipitou, você se colocou em risco! – Carter se aproximou lentamente e pegou a mão da garota agora trêmula.

–Gente, eu acho que já ajudei bastante. Tchau... – Richard sinalizou a porta com a cabeça.

–Desculpa Richard, vamos sair daqui, e por favor, isso nunca aconteceu.

–Claro Alyson.

–Alyson? Como sabe meu nome?

–O West ali falou umas cinquenta vezes, mas também, quem não sabe?

Saíram do quarto cautelosamente e seguiram até o dormitório feminino.

–Prometa que vai dormir, e tomar um banho. – Carter disse “entregando” Alyson ao seu quarto.

–Estou tão ruim assim? – Ela cheirou seu cabelo e fez uma cara estranha.

–Um pouco. – Ele respondeu.

–Desculpa, novamente. E boa noite. – Ela deu um pequeno selinho nos lábios dele que não esboçou nenhuma reação.

–Eu já disse que te amo Sheridan? – Dessa vez ele sorriu, mostrando novamente seus dentes perfeitamente brancos.

–Já, mas eu não ligo que me fale isso muitas vezes ao dia.

–Então, eu te amo.

–Eu também Carter. – Ela se virou para o quarto e ele a agarrou entrando e trancando a porta.

–Carter, devemos ser adultos. – Alyson disse enquanto Carter a enchia de beijos em seu pescoço.

–Estou cansado se ser adulto. – Ele voltou a beijá-la.

Notas finais
Gostaram? Curtam, comentem, e por favor, não me ignorem. Abraços e beijinhos para todos os leitores/as.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.