O Mistério Do Trono De Diamantes
4 Enfim chegamos
Notas iniciais
Rachel fala
Eu devia dormir até tarde, mas uma pessoa um dia inventou o despertador. Bom já que estou acordada vou fazer uma retrospectiva do que aconteceu ontem à noite quando nós seis saímos da escola. Quando eu e Daniel despedimos de Sarah, conversamos e andamos bem devagar, até que ele teve que virar a outra rua e ir embora. Sabe às vezes é uma droga eu ser a que mora mais longe da escola, pois a maior parte do caminho eu vou andando sozinha. Quando cheguei em casa, pedi para o meu pai assinar o bilhete, e foi muito difícil convencer ele, mas minha mãe ajudou, tipo eu vou ter que ligar pra ele de meia em meia hora senão ele pega um avião e sai que nem doido atrás de mim, (não é a toa que eu sou um pouco louca). Depois eu fui pro meu quarto arrumar as malas. Eu definitivamente sou a pior pessoa do mundo pra arrumar malas, primeiro não sou organizada, segundo sou super indecisa nunca sei o que vou levar pra uma viagem e acabo levando tudo, então fiz o que era o óbvio para uma pessoa como eu, joguei todas as minhas roupas na cama, como íamos ficar um mês lá tinha que levar bastantes roupas, então fiz duas malas bem grandes e duas pequenas para minhas coisas pessoais. Terminei de arrumar todas as minhas coisas para a viagem. Fui tomar banho, e depois caí no sono. Então acordei e estou aqui feito doida tentando lembrar se o que aconteceu ontem foi verdade. Que loucura uma viagem dessas feita de última hora. Acho melhor eu descer e ir tomar café. Desci as escadas bem devagar para o meu pai não me vir, por que se acontece o contrario eu vou ter que ouvir um sermão de duas horas por causa dessa maldita viagem, e ia correr o risco de ele mudar de ideia e não me deixar ir. Corri até a cozinha, e lá estava a minha mãe preparando o café da manhã.
- Bom dia mãe, dormiu bem?
- Sim querida, e você?
- Só estou um pouquinho preocupada por causa da viagem, um mês é muita coisa.
- Eu sei, mas não fala isso pro seu pai se não é ai que ele não deixa mesmo.
- Eu sei.
- Então mudando de assunto, você quer café?
- Quero. – Minha mãe fazia o melhor café da manhã do mundo, em minha opinião. Eu sempre tomava um copo de leite com torradas e um tanto de outras coisas boas que ela preparava só pra mim. Terminei o meu café, e comecei a bater papo com minha mãe. – Valeu mãe estava ótimo. Então onde o papai está?
- Você bateu com a cabeça menina, hoje é terça-feira, seu pai está trabalhando.
- É mesmo, me esqueci completamente. Bom mãe acho melhor eu me aprontar e ir pra escola, se não vou perder o ônibus e não pego o avião.
- Meu bem eu vou te levar na escola hoje, você têm muita mala pra carregar, e o seu pai vai dar uma passadinha na escola pra se despedir de você. Achou que ia se livrar de mim assim tão fácil?
- Que bom mãe, valeu mesmo.
- Vai aprontar rápido já são nove horas o ônibus sai dez.
Subi para o meu quarto, e minhas malas estavam do lado da cama. Coloquei uma calça e uma blusa de frio e ainda levei outra blusa de frio nas mãos, pois todo mundo sabe que lá na Rússia é bem frio. Penteei meu cabelo ruivo, e desci com as minhas malas, minha mãe me ajudou a colocar elas no carro. Então entramos, e minha mãe começou a dirigir. Da minha casa até a escola (de carro) era uns dez minutos, mas naquela hora parecia que era uma eternidade. Enfim nós chegamos, o último ano inteiro estava na rua, havia cinco ônibus um para cada turma, cinco monitores, um em cada porta do ônibus para receberem o bilhete com a assinatura dos pais, cada ônibus estava numerado de acordo com sua turma, então vi em que ônibus eu devia entrar, e o monitor que estava na porta do meu ônibus era o diretor Thibault, meu coração quase saiu quando eu o vi. Eu e minha mãe saímos do carro com as malas e entregamos para outro monitor que estava guardando as malas no ônibus. Dei um abraço em minha mãe e me despedi, estava caminhando em direção a porta do ônibus quando minha mãe puxou meu braço.
- Espere, o seu pai esta chegando.
- Mãe eu não posso esperar, tenho que ir, diz pro papai que eu amo ele e quando eu chegar vou dar um jeito de ligar pra ele, mas eu tenho que ir.
- Esta bem querida, eu te amo, faça boa viagem.
Quase todos os alunos haviam entrado em seus ônibus só faltava algumas pessoas, tipo eu. Senhor Thibault estava recolhendo os bilhetes, olhando um por um. E chegou minha vez.
- Aqui está senhor. – Entreguei o bilhete a ele.
- Senhorita Rachel Murai, que bom que se juntou a nós nesta viagem, pode subir.
Entrei no ônibus e ele arrancou, toda minha classe estava lá, e então um sorriso plantou no meu rosto quando avistei meus amigos no fundo.
- Rachel, até que enfim, pensei que não vinha. – Gritou John. – Aqui tem um lugar guardado pra você. – Fui até meus amigos e percebi que Liz estava com um caderno na mão. Sentei-me, estava curiosa pra saber o que ela escrevia.
- Oi Liz! O que está escrevendo?
- Só uma história boba.
- Que isso Liz, todo mundo sabe que você adora escrever, e que você é muito boa. – Disse Sarah. E nós concordamos. Até que eu perguntei.
- Sobre o que fala?
- É sobre um romance, uma história como os livros de Nicholas Sparks. – Disse Liz.
- Deve está bem legal. Qual é o nome do livro?
- Se chama O resto. – Ela respondeu.
- Resto? – Perguntou Will, como sempre.
- Sim, é baseado em um poema romântico que fiz com minha irmã mais velha, que está agora nos Estados Unidos.
- Com a Ashley? Perguntou Will de novo.
- É claro, ela é a única irmã que eu tenho.
- Will, não sei se percebeu, mas você só faz perguntas idiotas. – Eu disse sorrindo, e Will me ignorou.
- Então Liz, este poema, você pode recitar pra gente? – Disse Sarah.
- Claro é assim.
Hoje pensei em um resto
No resto de um verso
Verso de um gesto
No gesto que te peço
Te peço o gesto
Que me dê em um verso
No verso sincero do resto
Do resto do seu amor.
- Nossa Liz é lindo! – Disse Sarah – Quando você fez esse poema?
- Foi a dois anos, um pouco antes de Ashley viajar, quando ela embora comecei a escrever o livro.
- E como ele está? Conta um pouco da historia pra gente. – disse John.
- Pessoal acho melhor não, eu nem comecei a escrever direto.
- Que isso Liz, conta pra gente. – Eu disse.
- Está bem. – quando ela disse isso todos nós ficamos mais juntos e encarando Liz com os olhos arregalados, parecendo crianças. – Roy e Kate, esses dois são os protagonistas do meu livro. Roy e Kate se conheceram com quinze anos em uma livraria, e aconteceu o de sempre ele achou ela bonita, e ela também gostou dele, a partir daí começaram a se encontrar todos os dias naquela livraria, passaram se meses e eles se conheceram melhor. Ele queria ser músico e ela também, os pais dele eram dos Estados Unidos, mas ele nasceu aqui como ela, ela era uma menina linda de cabelos loiros e olhos pretos, nunca saiu da Inglaterra pois ama aqui, ele é um garoto legal e divertido que só pensa no melhor para os outros e nunca em si mesmo, então eles começaram a namorar, até que quando eles iriam contar para os pais, Roy teve que ir embora para os Estados Unidos, e ela ficou. Eu vou narrar à história sobre o que acontece depois que eles terminam, e como eles vão superar essa dor de ter um coração partido. É isso galera.
- Nossa acho que vai ficar lindo. – Disse Sarah.
- E triste. Mas vai ficar ótimo. – Falou Will
- É pessoal por enquanto é só isso que eu tenho em mente. Acho que vou escrever mais.
- Bom Liz, acho que é melhor você escrever dentro do avião, porque vamos descer do ônibus agora. – Daniel tinha razão nós vamos descer agora. Que bom.
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Will fala
Nós tínhamos descido do ônibus, e os monitores já tinham despachado nossas malas. Estávamos agora dentro do avião, Liz estava sentada bem do meu lado e Rachel do outro, então eu sabia que não ia conseguir dormir, justamente porque Elizabeth estava do meu lado. Meu Deus porque eu fico nervoso quando ela está perto de mim, e fico sempre fazendo perguntas, poxa ela é minha amiga. Percebi que Rachel estava dormindo, e Liz estava quase pegando no sono, eu também queria dormir, mas estava meio desconfortável com ela ali do meu lado. O seu cabelo castanho cheirava chocolate até que sem perceber peguei no sono.
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