O Mistério Do Circo
2 Parte II – Um circo dos sonhos
Notas iniciais
Após um espetáculo de cores surgiu um homem de terno preto impecável, usando uma cartola e se apresentou como o grande Mandraque. Rob achou o nome do mágico bizarro, mas pelo que tinha lido nos cartazes parecia que todos os nomes de circo eram estranhos.
Mandraque fez vários truques seguidos que deixaram o garoto de boca aberta. Em seguida começaram os grandes espetáculos musicais, que eram surreais. Os bailarinos tinham asas pregadas em suas costas e voavam acima da plateia. No começo Rob pensou que era apenas um truque de ilusionismo, já que eles não estavam presos a nenhum cabo de suspensão, mas depois percebeu que as asas pareciam reais.
O que mais chamou a atenção do garoto foi quando o mágico Mandraque disse que queria sentir a luz das estrelas e então toda a lona que estava acima dele se tornou invisível e um céu estrelado apareceu, mas não era o céu lá de fora, pois esse estava sem nenhuma estrela e o que Rob admirava nesse momento era um espetáculo à parte.
- Incrível! Pena que nada era de verdade! – Exclamou Edgar para Luna e Rob imaginou o mágico o fazendo sumir como a lona do circo.
Os truques não paravam e o odor doce infestava todo o ambiente. Rob se sentia até mais calmo cada vez que aspirava aquele aroma.
Por um momento pensou que não era o mágico que estava fazendo aquilo, mas sim o circo que realizava todos aqueles truques. O circo estava vivo! – Rob pensou.
De repente as estrelas começaram a despencar como se elas fossem cadentes e toda plateia foi ao delírio, mesmo que quando elas chegavam ao chão estivessem do tamanho de um grão de areia.
- Como podia não ter vindo aqui antes! – Disse Rob para si mesmo sem nem perceber que tinha saído em tom alto.
- Realmente é incrível! – Luna disse para o garoto ao escutar seu comentário.
Mesmo estando tão perto do casal que lhe causava repulsa, Rob conseguiu por alguns estantes esquecê-los.
O grande mágico começou a se despedir e todo público ficou entristecido. Do nada as luzes começaram a se apagar e se acender em seguida e quando parou Rob se chocou contra Edgar.
- Desculpe! – Disse o garoto com vontade de empurra-lo no chão.
- Tudo bem, mas onde a Luna foi?
Rob olhou para todas as direções e não avistou a garota. Sua mente raciocinou rápido. Ela tinha sido apanhada pelo circo e antes que Edgar abrisse a boca novamente o menino saiu em direção aos bastidores do circo.
Imagine um espaço repleto de bugigangas e perucas de todos os tipos, pois era assim o lugar onde o garoto foi parar.
Luna! – Gritava bem alto na expectativa de encontrá-la.
Rob continuou perambulando pelo circo quando pisou em falso e caiu pela lona, mas não se machucou, pois o chão a qual foi parar era do mesmo material de uma cama elástica. Um espaço enorme feito apenas desse material.
O menino se pôs de pé para tentar descobrir o que era aquele lugar estranho, mas um impulso seguido de vários outros fez com que ele caísse e em seguida voasse pelo ar e caiando novamente, fazendo esses movimentos sucessivamente. Ele estava sendo obrigado a brincar na cama elástica.
Rob lembrou-se que estava com as chaves de casa no bolso e as usou para perfurar a camada do material flexível, o que não foi muito fácil, mas no fim ele conseguiu abrir um buraco na grande cama elástica. O garoto pôs as pernas no risco feito, mas os impulsos involuntários não paravam e foi custoso para ele passar pela fenda.
O tombo que levou fez com que todos os seus ossos ficassem doloridos, mas com dificuldade se levantou e deu de cara com uma imensidão de espelhos. Ele já tinha ouvido falar dessas salas nos circos, mas quando via na televisão cada espelho tinha um formato diferente e refletiam as coisas em proporções diferentes, agora esses espelhos eram todos do mesmo jeito, um pouco maior que ele e o seu reflexo era igual o dos espelhos normais.
O garoto caminhou até um dos espelhos, mas ao chegar perto percebeu que não era só o seu reflexo que ele mostrava. No fundo do vidro estava uma espécie de vulto. Rob chegou mais perto e uma mão bateu no espelho que sacudiu, mas não quebrou.
Um arrepio tomou conta de todo o corpo do menino, devido ao medo. Dentro daquele espelho tinha alguém preso e esse que continuava batendo no vidro. O vulto estava pedindo ajuda.
Rob se aproximou mais do espelho e ficou espantado ao reconhecer de quem se tratava. Era seu professor.
Fale com o autor