O Mistério De Alyson Murray
5 Capítulo 5 - Me perdoe - Alyson
Notas iniciais
Esse capítulo é mais uma reflexão dela sobre tudo: sua vida depois de fugir da casa do Sr Smith, a importância da amizade entre ela e Matt, a tristeza que sente por ter brigado com o irmão horas antes dele morrer...
Enfim, melhor eu ficar quieta agora e deixar você ler -q
Anyway, espero que gostem, e boa leitura! ^^
(só eu percebi que essa frase já tá tipo virando um bordão nas minhas fics? kkk)
Quando Matt perguntou à Aly sobre os desmaios, ela teve medo de contar pra ele. Nunca contara a ninguém como acontecia, muito menos como foi na primeira vez que ocorreu aquilo. Mas agora, após falar sobre esses transes – e consequentemente sobre sua sofrida infância -, Alyson parecia ter tirado um peso enorme de suas costas. Era bom poder dividir tudo aquilo com alguém, e melhor ainda saber que tinha com quer contar até mesmo para guardar seus maiores segredos.
Apesar de tudo, Alyson se considerava uma pessoa com sorte. Tinha um amigo que nem ela mesma julgava merecer, irmãos legais, uma grande família e, finalmente, um lugar que podia chamar de lar. E um lar, principalmente, é algo digno de incessantes agradecimentos para alguém que, desde os seis anos de idade, nunca teve um lugar digno desse título.
Após o episódio do Sr Smith, algo que ela gostaria muito de apagar de suas memórias, Alyson passou a viver nas ruas até os dez anos, quando finalmente encontrou o Acampamento Meio-Sangue. Nesse meio tempo, porém, muitas coisas aconteceram. Coisas que também era melhor serem esquecidas.
Enfim, Alyson sempre sofreu muito, por isso atualmente se considerava sortuda: não tinha muito do que reclamar agora.
Mas coisas estranhas aconteciam no Acampamento de uns tempos pra cá. Coisas que a faziam esquecer esse pensamento sobre ter sorte.
Frequentes ataques, assassinatos misteriosos, entre outras coisas. E Alyson sabia que, de alguma forma, era tudo culpa dela.
Em sua vida, foi sempre a mesma coisa. Acontecimentos estranhos, acidentes, mortes em série... Essas coisas sempre a cercaram. Ela só não entendia o porquê. Qual a razão de sempre estar cercada por esses fatos horríveis? Sua vida sempre se resumiria a ser espectadora de tragédias?
Quando pensou que finalmente teria paz, que estava tudo bem em sua vida, vem o assassinato de seu irmão. Eles tinham brigado horas antes à sua morte. Agora ela sabia o quanto era idiota o motivo da briga. Eles brigaram apenas por...
Mas qual havia sido mesmo o motivo? De repente, na hora da queima da mortalha do irmão e em meio a seus pensamentos, Alyson percebeu que sequer lembrava o motivo da discussão deles. Provavelmente fora algo tão fútil que ela já esquecera.
– Espero que me perdoe... – murmurou em voz triste, enquanto via o fogo queimar o tecido da mortalha, sem nem mesmo saber por que pedia perdão. Talvez por tudo. Pela briga deles, por essa briga ter tido um motivo tão irrelevante que ela nem se lembrava qual era... pela morte dele. De alguma forma, ela se sentia culpada pelo que aconteceu com o irmão. A forma como fora morto — uma adaga atravessada no meio no pescoço, pendurando-o numa árvore no meio da floresta – era algo pelo qual ela se culpava também. Eles estavam discutindo e ele, como sempre fazia quando ficava nervoso, foi caminhar na floresta. Se não tivessem brigado... Se ela deixasse de lado seu orgulho idiota e tivesse pedido perdão, seja lá qual tenha sido a razão da briga. Se o tivesse impedido de ir para a floresta... – Por favor, me perdoe... – disse mais uma vez, esperando que, de alguma forma, o irmão a pudesse ouvir, onde quer que estivesse.
– Disse alguma coisa? – perguntou Matt, que estava abraçando a garota e tentando de tudo para confortá-la diante da morte do irmão.
Alyson limpou o rosto encharcado por lágrimas, e fez que não com a cabeça. Matthew a abraçou mais forte, e ela deu graças por poder tê-lo ali: não sabia o que seria dela sem a amizade que tinha com Matt.
A mortalha foi sumindo, consumida pelo fogo. Aos poucos, os semideuses iam para seus chalés, até que só sobraram Matthew e Alyson ali.
Matt sugeriu que fossem para o chalé também: ficar ali só deixaria Aly mais triste. E ele a conhecia muito bem, de forma que mais uma vez estava certo.
Alyson concordou com a cabeça e secou mais uma lágrima – a última que seus olhos cansados conseguiram produzir -, enquanto via o último pedaço da mortalha ser consumido pelas chamas da fogueira.
Notas finais
De qualquer forma, estou me esforçando pra não abandonar essa fic, e sempre estar atualizando-a.
Enfim, aceito comentários... *-*
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