O Mistério Da Órfã
2 Capítulo 2 - Dois estranhos no Cemitério.
Notas iniciais
Era o ano de 1891, nuvens pesadas pairavam sobre a Europa.
O vento gelado vergastava o cabelo de Valerie Hutcherson, investindo contra o seu vestido ela é uma bela jovem de longos cabelos vermelhos soltos ao vento sua pele é tão branca que se parece com a neve, olhos de um tom verdes-esmeraldas, alto mas em tanto, os lábios são bem avermelhados e um dia já se encontrou em total felicidade, mas agora quem conhecer Valerie verá que ela é uma garota muito triste, isso por causa do recente fato que acontecerá em sua vida. Folhas de carvalho giravam entre as filas de lápides de granito e as árvores chacoalhavam os galhos num frenesi As mãos de Valerie estavam geladas, os lábios e bochechas completamente entorpecidos, mas ela continuou ali sentada no lado de uma lápide recentemente colocada a pouco tempo. Estava tão frio que mal sentia as lágrimas escorrerem sobre sua fase, a lápide a qual ela passara algumas horas sentada ao lado era de seus pais que morreram de uma forma horrível eles haviam sidos brutalmente assassinados e que ainda não se descobrirá quem seria o assassino Ela se sentou ao lado das lápides e simplesmente ficou ali chorando horas e horas. Uma folha morta de carvalho, feito uma garra castanho-esbranquiçada com um tom meio esverdeado deslizou até seus pés. E as lembranças vieram em sua mente... Eram lembranças boas, lembranças na qual ela sentia muita falta, algo que tinha ficado para trás, lembranças que se permitiu a esquecer e que derre-pente de uma forma voltaram a aparecer. Algo que tinha pertencido a uma vida que na qual ela não fazia mais parte, pois agora ela se tornará uma órfã Enquanto estava ali sentada chorando não percebeu que uma pessoa se aproximará dela, para ser exato um homem de uma beleza inquestionável, muito elegante para ser mais exata. Os cabelos são lindos, luminosos e compridos; vão descendo ao longo das maçãs do rosto, salientes e esculpidas a cinzel, até roçar os ombros, mas não muitos compridos. tinha a pele bem branca como a de Valerie, mas em um tom avivado olhos azuis igual ao mar era um azul que se dava de perceber de longe e os cílios emoldurados tão longos que quase pareciam falsos. Tinha os lábios carnudos e convidativos tão bem desenhados quanto ao um arco de Cupido. E o corpo que sustenta tudo isso é alto, magro, firme. Os trajes era todo preto. Ela rapidamente enchuga as lágrimas e se levanta, se recompondo imediatamente, passa a mão pelo longo vestido e sacode os carvalhos que haviam caído sobre seu vestido.
— Com licença — falou o homem que vinha em direção a ela
Ela o olha inusitadamente surpresa e fingiu que não fosse com ela. E continuou ali de pé olhando o tumulo de seus pais.
— Desculpa em lhe perturbar deve ser a Srt. Hutcherson — disse o homem ainda insistindo em falar com ela.
Ela se virou o encarou fixamente em seus olhos então respondeu.
— Sim sou eu mesma, creio que não nós conhecemos! — afirma Valerie ainda olhando fixamente para o homem que estava bem em sua frente.
— Desculpa a ocasião Senhorita Hutcherson. Me chamo McQueen, Joseph McQueen. — ele toma a mão de Valerie e com um simples gesto a beija, olhando fixamente na queles par de olhos verdes-esmeraldas.
— Prazer, senhor McQueen! Desculpe, mas de onde o Senhor me conhece ? — pergunta ela ainda um tanto confusa para aquele homem que nunca virá em sua vida.
— Eu sou o Detetive do Ministério de proteção a crianças orfãs e de proteção a vítima. — responde ele ainda a encarando de um jeito que a deixa um tanto sem graça.
Uma ruga apareceu entre as sobrancelhas escuras de Valerie. Ela o olha fixamente com um olhar de desconfiança.
— Perdão! Posso estar engana mas o Senhor não aparenta ser um Detetive! — afirma ela ainda encarando aqueles belos par de olhos azuis.
— E por que acha isso ? — pergunta ele.
— Para ser franca, o senhor é novo demais para ser um Detetive! — responde ela olhando fixamente para ele e ainda com o ar de desconfiança.
— Obrigada, pelo elogio! Sim sou novo, mas não se preocupe a srt. não é o meu primeiro caso com que trabalho tenho muita experiencia em casos assim como o seu e sempre procuro dar o melhor de mim — respondeu ele.
— Caso ? — pergunta ela com um olhar de espanto e muito confusa para ele.
— Sim, Senhorita Hutcherson, me perdoe pelo momento sei que não é muita agradável por enquanto tocar no assunto, mas temos que tratar do seu caso com muita urgência. — responde Joseph para ela.
— Sim, o momento é importuno, será que não poderia deixar para resolver isto depois, caso o Senhor não tenha notado estou prestando os meus votos de um mês aos meus pais e acho que isso ainda não venha ao caso. — responde ela alterando a voz que fica um tanto firme ao encara-ló.
— Sim, compreendo Mas devo lhe informar que infelizmente temos que resolver isto o mais rápido possível tememos a sua segurança. — e mesmo antes dele terminar de falar ela o interrompe um tanto quando grosseira mas com muita delicadeza.
— Senhor McQueen, não pretendo ser indelicada, me perdoe a interrupção mas não quero falar sobre isso. Obrigada pela preocupação, mas eu sei cuidar de mim mesma, não preciso de ajuda nenhuma ou pelo menos agora — responde ela.
Um crepúsculo nada natural pendia sobre o cemitério. Os dois se entre olham então ela se abaixa mais uma vez e sua última lágrima se cai sobre sua face. No alto, o céu era cinza como vidro, cinza como as lápides que a cercavam, o som era bem diferente agora não só se escutava as árvores chacolharem agora podia se escutar relâmpagos e trovões, ela percebeu que já era tarde que era hora de ir embora para a casa. A cabeça de Valerie se ergueu de repente. Foi somente neste momento, enquanto finos grãos se acomodavam em sua pele, que ela percebeu o que eram: flocos de neve.
Estava nevando no início de novembro. No horizonte, o que restará do sol se fora.
— Senhor McQueen, tenho que ir agora, como disse isto não é assunto para este momento, tenha um ótimo dia ou o que restou dele, passar bem!. — ela sai caminhando e o deixa para trás.
Ele fica um pouco paralisado vendo os flocos caírem ele dá uma última olhada no cemitério e sai correndo em direção a Valerie, que já está quase perto de sua carruagem. Ao chegar perto dela ele toma um pouco de folego e a pergunta:
— Senhorita Valerie, quando então poderei vê lá para tratarmos sobre o assunto?
Um de seus serviçais abre a porta da carruagem e espera ela entrar, quando por fim ela entra dá uma olhada em Joseph do lado de fora e resolve responder.
— Logo pela manhã mandarei um telegrama para o Senhor dizendo onde e quando me encontrar para conversamos, creio que isto basta! — respondeu ela, enquanto ele a olhava fixamente.
— Perfeitamente senhorita Hutcherson! Até amanhã então... Passar bem!
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