O Mistério
1 Capítulo 1
Em uma grande cidade, distante todos os pontos mais populares existia um orfanato o qual a maioria das pessoas daquela cidade tinha medo, ouvia-se dizer que nele existiam criaturas sobrenaturais, mas lá também moravam crianças que haviam sido abandonadas por seus pais, o orfanato ainda existia pelo simples fato de que uma velha senhora de bom coração havia o deixado de herança para a sua filha, chamada Blair, na intenção de que ela cuidasse de tudo. Mas aquela senhora mal sabia que sua filha era completamente diferente dela e Blair decidiu cuidar daquele lugar de seu próprio jeito. No orfanato existiam em média 50 crianças para a adoção, entre elas, Sam e Dean, dois irmãos que foram abandonados ainda bebês. Haviam se passado 13 anos, nesse tempo, nada de sobrenatural havia acontecido, viviam em paz, mas como sempre dizem que o mal sempre está à espreita se preparando para acabar com sua paz, “coisas” voltaram a perturbar o lugar novamente, com ainda mais freqüência que antes, nada no orfanato era como antes, muita coisa havia mudado.
– Faz muito tempo que estamos aqui – Disse Sam, olhando para o irmão com tristeza.
– É eu sei... Não podemos fazer nada até que venha alguém nos tirar daqui – Revidou Dean, olhando pra Sam com carência.
Sam olhou para o irmão deitado na cama ao lado, olhou com intensidade em seus olhos e perguntou.
– Porque será que nós estamos aqui ainda? Nós somos tão desagraveis que não aparece ninguém que nos queira?
– Você ainda me pergunta o porquê que nós estamos aqui? – Gritou Dean, o garoto respirou fundo e ao se acalmar mais respondeu a própria pergunta – Estamos aqui porque prometemos um ao outro que nós só iríamos sair juntos, e quando sairmos vamos procurar nossos pais. Aliás, os outros garotos andam dizendo que nós somos estranhos, talvez esse seja um dos motivos pra nós não termos saído daqui ainda.
Sam olhou para Dean deitado em sua cama e foi deitar ao lado do irmão, já com lagrimas nos olhos falou: – Eu queria que existisse uma forma pra nós sairmos daqui, o mais rápido possível.
Dean olhou de forma desconfiada para o irmão, como se não soubesse sobre o que ele estava pensando.
– Eu quero sair daqui tanto quanto você, eu não quero que você se meta em confusões nesse lugar. E você tem que parar dessa mania de querer dar jeito em tudo. – Disse Dean, ele já estava ficando furioso com aquele assunto!
– Mais Dean... – Sam foi interrompido rapidamente por Dean
– Sou seu irmão mais velho e é isso que os irmãos mais velhos fazem, cuidam dos seus irmãos mais novos, e como eu sou o mais velho eu estou te dizendo que não é pra você fazer nada sem a minha permissão. Você me ouviu Sammy? – Falou Dean de um jeito autoritário tinha que passar a impressão de que ele que mandava para o irmão, estava com medo do que Sam poderia fazer.
Sam olhou pra seu irmão que o olhava fixamente nos olhos.
– Já te falei que eu não gosto quando me chamam de Sammy – ele falou um pouco mais alto, estava irritado. Parou, respirou um pouco e disse – Sei que você é meu irmão e quer me proteger, mas eu quero que você entenda que eu não vou ter você todo tempo comigo pra me dizer o que eu tenho que fazer.
Dean ficou em silencio, sem reação depois do que seu irmão falou. Percebeu que já passavam da 23h00min da noite, Dean fechou os olhos e disse – Vamos dormir, já está tarde... Se a Srta. Blair nos ver acordados há essa hora ela vai nos obrigar a limpar o quarto dela amanha logo cedo. Boa noite Sam.
Sam achou estranho por Dean não ter revidado o que ele falou, mas preferiu ficar em silencio, pra ele Dean teria se tocado de que ele estava crescendo, e que de agora em diante ele não se importaria com ele do mesmo jeito que antes.
Enquanto seu irmão Dean dormia, Sam sentiu sede e levantou pra beber um copo d’água, mas algo naquele orfanato o assustava, mesmo assim, Ele levantou de sua cama e foi em direção à cozinha. Ele observava todo o caminho, apesar da cozinha ficar perto de seu quarto ele olhava desconfiado para os lados, algumas velas acesas no corredor o assustou, tudo aquilo para Sam parecia um cenário de filme de terror. Enquanto ele andava pelo corredor, passou por alguns quartos, encontrou um quarto com a porta entreaberta e parou pra olhar quem era que estava dormindo lá. Ele se aproximava da porta com a mão em direção à maçaneta, quando estava prestes a abrir totalmente a porta ele sentiu um arrepio, como se existisse alguém perto dele. Assustado, ele olhou pra trás, mas não havia ninguém ali com ele.
- Dean, é você? – Perguntou Sam olhando para os lados assustado
Tudo continuava em silencio, Sam sentia como se alguém se aproximasse cada vez mais. Ele sentiu um vento forte e todas as velas se apagaram.
– Dean, eu não estou gostando dessa brincadeira. – Falou Sam cada vez mais assustado. – Dean é você?
****
Dean acordou ao ouvir o barulho que seu irmão fazia o chamando, ele tentou abrir os olhos, mas não conseguiu, tentou gritar, chamar por seu irmão, mas não saiu voz alguma. Dean chamava o seu irmão, mas não saia voz alguma. Era como se ele estivesse preso dentro do seu pesadelo. Ele já estava sem forças, suava bastante, estava entrando em desespero, finalmente ele conseguiu abrir os olhos, mas mesmo assim, não conseguia se levantar e nem ao menos se mexer. Dean viu uma sombra se aproximar, parecia um homem, usava um chapéu e tinha olhos vermelhos, era a única coisa que se dava pra ver. Dean arfou e arregalou os olhos, fez uma força enorme e dessa vez conseguiu se levantar e saiu correndo do quarto a procura de seu irmão.
- Sam, onde você está? Sammy? Sammy? – Dean gritava desesperado pelo seu irmão mais novo enquanto olhava para todos os lados a sua procura. Dean se sentiria culpado pelo resto de sua vida se algo acontecesse com o seu irmão. Então ele foi em direção à cozinha com rapidez com esperanças de encontrar o seu irmão lá, assim que chegou se deparou com aquela mesma sombra do homem que havia visto há minutos atrás em seu quarto, estava parado no canto da cozinha olhando para o chão, Dean acompanhou o olhar da sombra e pode ver seu irmão caído no chão inconsciente. – Quem é você? E o que quer comigo e meu irmão? – Perguntou Dean, seu olhar transparecia medo.
- Eu preciso de ajuda – Uma voz tremula e sombria pode ser ouvida.
De repente as luzes da cozinha começaram a piscar rapidamente e Dean ficou ainda mais assustado, durante todo o tempo que ele morava no orfanato nada disso havia acontecido. Pra ele todas essas histórias de que aquele lugar era mal assombrado não passavam de uma lenda.
De repente a sombra sumiu e Dean ainda mais assustado. Ele nunca tinha vivenciado alguma coisa parecida com aquela.
Sam continuava desmaiado no chão, Dean correu ate ele o pegando no braço e começou a caminhar de volta para o quarto, mas no pode deixar de notar que mesmo com todo aquele barulho ninguém havia acordado.
Ele não queria sair em momento algum de perto do Sam, tinha medo que algo pior acontecesse ou que aquela sombra voltasse a aparecer. Dean sentia sede e já não agüentava mais, precisava de água, decidiu ir com rapidez ate a cozinha. Levantou com cuidado para na acordar seu irmão e foi para a cozinha ainda com medo de encontrar novamente aquela sombra. Ao chegar lá, Dean bebeu um pouco de água e também levou um pouco para Sam. Voltou para o quarto com rapidez onde encontrou Sam sentado na cama com uma cara pensativa, Dean pensou que ele estava se perguntando o que havia acontecido, mas estava errado.
– Dean, agora sim eu sei como é que nós vamos sair daqui. Isso era tudo o que nós queríamos, vamos sair desse lugar. – Falou Sam com entusiasmo.
Dean achou estranho todo aquele entusiasmo. Tudo aquilo que havia acontecido tinha que ter uma explicação e Sam estava diferente, como se nada tivesse acontecido.
– O que é que você está falando? – Perguntou Dean, sem entender nada que seu irmão falava. – Eu fiquei muito preocupado com você, e agora você vai me dizer que se meteu nisso só pra nos tirar daqui? – Alterando cada vez mais o tom de voz, Dean estava furioso.
– Dean, você não ta entendendo, você tem que me ouvir, eu sei como nós podemos sair desse lugar. Só basta você me ouvir.
Sam estava totalmente feliz, Afinal, ele queria sair daquele lugar. Isso era o que eles queriam por muito e muitos anos e pra Sam e agora ele sabia como fazer isso.
Dean suspirou e chegou perto e seu irmão se sentou ao seu lado na cama e falou com calma – Então... Conte-me como isso tudo aconteceu. Como é que você foi parar lá na cozinha? Quando eu cheguei lá você estava desmaiado no chão.
Então Sam, que estava com cara de sono, aconchegou-se na cama e falou... – Quando você pegou no sono, eu senti muita sede, então, eu levantei pra beber um copo d’água. Só que quando eu cheguei lá...
– Isso são horas de vocês estarem acordados? – Srta. Blair apareceu de repente no quarto interrompendo a conversa, ela estava furiosa. – Já passam da 00h00min e vocês estão conversando? Vão dormir os dois, agora. Amanhã eu vou resolver o que eu farei com vocês.
Sam e Dean ficaram assustados, normalmente quando desobedecia a Srta. Blair falava aquilo já era certo que tinham um castigo pronto para eles.
– Desculpe por lhe acordado Srta. Blair – Falou Sam, com medo das conseqüências. – Eu prometo à senhora que isso não vai se repetir – Acrescentou Dean.
– Muito bem, agora vão dormir amanhã logo cedo eu tenho um trabalho pra vocês dois. – Então a Srta. Blair saiu do quarto, arrumando sua roupa de dormir branca, parecia mais vestido elegante. Ela era jovem, 25 anos, era um tipo de mulher que todo homem desejava. Linda, de olhos castanhos, pela macia, sexy e ao mesmo tempo carregava com ela a essência da maldade, mas não parecia. A Srta. Blair aparentemente era uma mulher meiga, delicada, de um belo sorriso. Mas nem tudo era como todos imaginavam, as aparências enganam.
– Dean, me encontre amanhã cedo lá perto da casa de árvore, vou te explicar tudo o que aconteceu. – Sussurrou Sam, com medo que ela voltasse. – Ok. Espero que você tenha uma boa explicação pra me dar. – Falou Dean, virando pro outro lado da cama, deixando seu irmão a olhar suas costas.
Continua...
Notas finais
Reviews?
Dependendo de como essa historia será recebida por vocês o proximo capitulo será postado o mais rapido possivel.
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