O Misterioso Caso Da Mina De Diamantes
2 Yulia e suas Facetas
Notas iniciais
‘ Bom dia, senhoras. Sou Leonid Arlovsky. ‘ Disse o homem alto. Seus olhos azuis eram penetrantes; a pele pálida, quase transparente; e cabelos tão loiros que chegam a parecer brancos. Este veste-se de terno, certamente é o dono da mina.
‘ Senhoritas... Iván Yektov. ‘ Este, certamente, é o suposto parceiro do senhor Arlovsky. Seus olhos são negros, um tanto infantis; cabelos de um vermelho muito escuro; a pele, também clara, o que é comum para nós, habitantes de um dos países mais frios do mundo. Suas vestimentas lhe dão aparência largada, porém suas olheiras demonstram trabalho árduo, preocupação demais, horas a fio arrumando papeladas e assinando contratos, quase nenhum intervalo de tempo para dormir... Provavelmente um trabalhador responsável e humilde.
‘ Olá, cavalheiros! Prazer em conhecê-los, sou a detetive Yulia Ulianinsky! ‘ Disse apontando para si, com orgulho supremo. Típico. Egocêntrica. Logo estendeu a mão para um cumprimento.
‘ Sou Ivana Galantov, aprendiza da senhora Yulia. ‘ Também os cumprimentei com um aperto de mão.
‘ Não me chame assim, Ivi! Me faz parecer velha! ‘ Disse fazendo bico. Revirei os olhos e suspirei.
‘ ...Santa paciência... ‘
‘Aaaagh... Você é tão malvada!’
‘ A meu ver você possui uma aparência jovial e saudável, senhora Yulia.’ Disse o senhor Arlovsky.
‘ Ahahahaha... O senhor é tão gentil... ’ Contive-me para não surtar e bater em mim mesma.
‘ Sua bastarda! Quando te chamo de senhora ficas brava comigo, agora quando um homem lhe chama do mesmo modo, ficas acanhada e manhosa... ‘ Cochichei ao ouvido dela.
‘ Pare de ser ciumenta e preste atenção! ‘ Revirei novamente os olhos.
‘ O que os senhores desejam? ‘ Yulia perguntou.
‘ Creio que vocês ouviram a segunda explosão... ’ Logo olhou para o prédio atrás de nós. ‘... Certamente a primeira explosão veio daqui... Bem, voltando ao assunto: Sou o dono da desativada mina de diamantes que situa-se em nossa cidade. Houve uma explosão, como já havia citado antes. Devo reforçar que minha mina está desativada, portanto não há atividade alguma nela. Apenas cuido de sua manutenção, já que ela é o símbolo de nossa cidade.’
‘ Uhum, uhum... Por acaso do senhor notou alguma anomalia em sua mina, atividade sísmica ou, talvez, a alguma dinamite esquecida nesta? ‘ Perguntou Yulia.
‘ Tenho certeza de que nada do gênero tenha ocorrido, senhora Yulia. ‘
‘ Então... alguma câmera gravou algo estranho...? ’
‘ Não possuo câmera alguma em minha mina. ‘ Disse o senhor Arlovsky.
‘ Puxa... isto é um tanto estranho... hoje em dia tudo costuma ser gravado... ‘ Disse Yulia um tanto decepcionada.
‘ Creio que uma câmera não é necessária num local abandonado. ‘
‘ Mas a mina não é abandonada, ela lhe pertence! ‘
‘ Não quer dizer que, só por ela pertencer-me que entrarei lá, apenas cuido dela por ser uma herança e também por ser um ponto turístico... sendo que ninguém entra, mas---‘
‘ Tudo bem, não há provas em nossas mãos, devemos procurá-las. ‘ Disse Yulia.
Engraçado, ela diz que o caso deve vir até nós, mas devemos procurar as provas e pistas... Contraditória, egocêntrica, carente, manhosa... A cada investigação descubro algo novo sobre ela... Qual será a próxima faceta?
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