O Misterioso Caso Da Mina De Diamantes
6 Mudando o Ponto de Vista e Um Pouco de História
Notas iniciais
Estas serão minhas últimas palavras escritas pelo momento. Estou avisando porque os relatos podem acabar ficando mais... confusos, por assim dizer.
Passarei agora para a Yulia meu caderno de anotações.
–----- Yulia POV------
Ooooooooolá! Yulia Ulianinsky escrevendo! Pelos relatos de nossas atividades que a Ivy escreveu, eu posso dizer que ela é séria até mesmo nas anotações (revirando os olhos aqui). A Ivy também tem medo de descrever a aparência das pessoas... (suspira) Isso está incorreto!
Vou descrever minha bela aparência, agora. Mas... não antes de dizer minha idade! Eu tenho 32 anos! Sim, eu sou velha pra caramba! Sou praticamente uma velha caduca! E, por isso, estou atrás de meu homem! Porque eu quero deixar uma criaturinha minha pra contar minhas investigações e o quão legal eu sou! Eu me tornarei um símbolo da minha Incrível Pátria Mãe! Agora, descreverei minha imagem. Sou uma linda russa de olhos azuis, sou branca (óbvio), meu cabelo é preto e ondulado, uso meu sobretudo preto por todos os lados, juntamente com meu cachecol azul e eu meço um metro e oitenta! Sim, eu sou bem alta. Afinal, na Rússia devemos ter altura suficiente para andar por tanta neve acumulada no chão!
Bem! Eu terei que descrever a aparência de todos, já que a Ivy é bobinha de não tê-lo feito. Porém eu devo perdoá-la, afinal, ela ainda está aprendendo.
Ivana Galantov é uma gracinha: ela tem 25 anos, um metro e sessenta e nove, tem olhos castanhos bem claros, seu cabelo loiro e encaracolado vai até a cintura, usa bastante seu cachecol marrom chocolate e sua jaqueta bege.
Meu querido Leonid Arlovsky é muito sexy~: Tem 37 anos (perfeito para mim), um metro e noventa e nove, mantém sempre seu semblante fofo~, tem olhos verdes bem claros, é loiro, com barba por fazer~ e... (suspira) é um sonho~. ELE VAI SE CASAR COMIGO!
Nosso belo Ivan Yektov tem 30 anos (bom pra Ivy, mas ela não dá bola. Então... já entendeu), um metro e setenta, cabelo ruivo, barba bem feita e olhos negros... dando um aspecto... de certo modo estranho. Mas ele é muito bonito.
Eu quero contar a você o que ocorreu na minha vida até agora. Eu nasci em Tver, meu pai era fotógrafo e minha uma arqueóloga. Pelo fato dos empregos de meus pais envolverem muitas viagens, acabei ficando com uma babá, Lysanda Mestvo, que não era lá a melhor babá do mundo, já que ela ficava dando uns malhos com o namorado dela o dia inteiro (como ela me enojava...).
Eu ia para a escola de manhã e, de tarde, voltava para casa sozinha, lá, eu fazia minhas lições e lia alguns livros que tinha em casa. A maioria era sobre arqueologia, geografia, história, alguns álbuns velhos de fotografias de meu pai... Estava cansada de ler estes tipos de livros e de ficar contemplando fotos. Até que, um dia, encontrei um que chamara minha atenção, eu encontrei um livro de mistério. Este livro me levou a querer tornar-me detetive, eu prometi isto a mim mesma desde então.
E assim o fiz, porém com muita dificuldade. Minhas notas não eram boas e nem ruins. Eu era a garota estranha e esquisita da escola. Ninguém se aproximava de mim. Na realidade eu não me importava com estas coisas, claro, sentia-me solitária, mas não corri atrás de ninguém para ser meu amigo.
Passei pelo ensino médio e, então pela faculdade, não a que eu pretendia cursar, minhas notas não ajudaram (meu Deus, que vergonha...). Cursei administração (revira os olhos), não era muito ruim, mas não era a minha praia. Com sorte passei por tudo e me formei.
Procurei trabalho e não encontrei. Até que, certo dia, meu pai ligou para mim, o que era muito raro, dizendo que haviam algumas vagas para emprego em Mirny. O problema era que Mirny ficava muito longe mesmo de Tver. Claro, ir de avião seria ótimo, mas como eu não tinha dinheiro e vivia às custas de meu papai e de minha mamãe... adivinhem só! Eu tive que ir de transporte público!
Demorou pra caramba, Santo Deus! E haja dinheiro pra isso, viu! Bem! Ao chegar no finzinho de mundo que agora é onde eu moro (uma das regiões mais frias deste país), eu pus-me a procurar por um emprego. Tentei trabalhar no banco, ninguém gostou de mim; tentei trabalhar como secretária, me demitiram por ter discutido com um cliente (ele era muito rabugento, não se satisfazia com nada! Qual era a minha escolha?!) e vários outros empregos em que me dei mal.
Por fim, eu vi um cartaz dizendo: Vaga para investigador (a). Com ou sem experiência. Mas que conveniente! Feliz da vida eu arranquei aquele cartaz do poste e corri, saltitando para o local indicado. Estava faminta e com muito sono, porém, mesmo assim, corri para o local. Fiz a entrevista e fui admitida. Infelizmente a coisa durou pouco tempo. Havia uma grande concorrente e o negócio foi pra baixo. Mas! Com meus mil e um insultos, em menos de dois anos, a ex-concorrente caiu também! Se o meu barco afunda, sozinho que ele não vai!
Bem, mesmo assim eu acabei desempregada (que desgraça). Trabalhei por mais uns dois anos, guardando dinheiro pra construir meu próprio negócio e, finalmente, consegui fazê-lo. Fui convocada várias vezes para solucionar casos triviais, fáceis demais. Mal fazia esforço para solucioná-los. Claro, nos tempos em que não trabalhava flertava com uns garotões sexys da vida aí... ninguém me ama (lacrimejando aqui). A polícia chegou a pedir minha ajuda, também. Umas quatro... cinco vezes? Não lembro, faz um tempinho. Permaneci como a grande detetive de Mirny (duh, eu sou incrível, como não ser reconhecia?).
Também cozinhava bastante nos intervalos de minhas investigações (cozinhar me ajuda a pensar). E, também, depois de cozinhar, uns bombeiros gatões passavam por lá, dizendo que eu sou muito cabeça quente e jogavam água no meu rosto, dizendo que era para me esfriar... ah~ eles são um amor, não são? Então eu pedia que um deles me impedisse de ser tão incrível em gastronomia... mas eles disseram que eu era muito perigosa... Então eu pedia para eles chamarem a polícia para que me prendessem [louca por BDSM (sorri de orelha pra orelha)], mas eles não chamavam, então eu ficava triste. Mas não por muito tempo, porque eu sempre acabava avistando mais um bonitão passando (é meio difícil não encontrar um cara lindo por aqui, afinal, russos são lindos de nascença).
Depois de uns dois anos na mesmice de meu emprego solitário, uma garota de vinte e quatro anos apareceu na porta de meu escritório. Seus olhos eram vívidos e enérgicos, suas feições calmas e seu semblante sério, determinado. Logo que a deixei entrar e pedi para ela sentir-se à vontade, ela sentou-se no sofá de meu escritório e esperou-me voltar com chá para beber. Antes de eu tentar começar um diálogo ela foi direto ao ponto:
– Quero ser sua aprendiz.
Ponderei sobre o assunto durante alguns minutos. ‘É, não seria má ideia ter uma companhia em minhas investigações. ’. A garota me olhava fixamente, mantendo o semblante sério, mas podia notar antecipação no olhar.
– Bem... Eu nem sequer sei o seu no--- -Comecei, porém fui interrompida por ela.
– Ah, claro. Meu nome é Ivana Galantov, prazer em conhecê-la, senhorita Ulianinsky. –Disse, levantando a mão para cumprimentá-la.- Sinto muito, foi rude de minha parte interrompê-la e não ter me apresentado anteriormente.
Estendi minha mão e disse que era um prazer conhecê-la também.
– Então... O quê me diz? –Perguntou ela, expectante.
– Bem, acho que estou muito solitária por aqui...
– Então...?
– Creio que a aceitarei como aprendiz. –Ela abriu um grande sorriso.
– S-sério?! –Eu sorri, também.
– Certamente. Bem-vinda ao seu aprendizado! Espero que você se comporte.
Bem, esta foi a minha história e como eu conheci a Ivy. Desde então ela passou a me ajudar e a anotar tudo o que fazíamos em nossas investigações.
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