Notas iniciais
Feliz Natal, gente!

Assim que seu bisavô terminou de falar, Isabel saiu do quarto. Quando estava descendo as escadas do segundo andar(onde fica o quarto do seu bisavô) para voltar ao quintal viu seu tio, Lúcio Montenegro, que subia as escadas.

–Para onde vai? -Perguntou o seu tio enquanto olhava para ela a espera de uma resposta.

–Para lugar nenhum.

–E o que você tem aí? -Falou ao observar um pedaço do cordão que estava em seu pescoço.

Imediatamente ela percebeu que o único jeito de saber que ela estava tentando esconder o medalhão era se ele estivesse bisbilhotando a conversa.

–Nada. -Disse ela mostrando as mãos de maneira obvia.

–Em suas mãos não, no seu pescoço. -Falou irritado.

–Uma corrente. -Ela puxou um pouco mais do cordão na parte que estava a amostra, sem mostrar o medalhão, e falou da maneira mais natural e obvia possível.

Lúcio a olhou de maneira estranha, ele estava furioso, e Isabel estava gostando disso.

–Pois então muito bem, se precisar de mim estarei no meu quarto. –Disse subindo as escadas em direção ao seu quarto que ficava no andar mais alto do castelo, o 6° andar.

–Tudo bem.

Lúcio subia as escadas quando parou e olhou para trás com a intenção de ver Isabel, ele ficou a observando fixamente até sumir de sua vista e voltou a subir as escadas.

Isabel realmente não gostava muito de seu tio Lúcio, sabia que tinha algo muito estranho com ele e o evitava o máximo possível. Ela poderia imaginar tudo dele: "Que ele trai sua mulher, Bernadette; Que, na verdade, ele é gay e trai sua mulher com um homem; Seu emprego de cientista é uma farsa, e ele na verdade é um ladrão(Isso explicaria o porquê de ele nunca nos levar no seu laboratório); Ele poderia morar na índia e ser bígamo(O que explicaria o fato de ele só voltar uma vez por semana para casa); Ele poderia ser um bruxo e querer roubar o amuleto; Ou pior ainda, ele poderia ser realmente um cientista, mas um cientista que faz experimentos em animais! Eu não consigo nem imaginar isso. Tadinhos dos bichinhos!! Não, eu acho que nem ele seria capaz de tamanha crueldade."

Isabel tentou deixar o seu tio um pouco fora de sua cabeça e tentou imaginar as aventuras que a esperavam, pensou se conheceria alguma criança que também teria um amuleto, mas depois de um tempo viu que essa possibilidade era minúscula.

Quando chegou ao quintal, foi para a parte mais afastada da casa, sentou-se e começou a examinar o amuleto. Ela passou vários minutos examinando o amuleto. "Afinal, o que essa coisa tem de especial?" ela pensava.

Mesmo assim não parou de examiná-lo, estava decidida a descobrir por que o seu bisavô passara tanto tempo tentado por aquele mistério, por mais que ela tentou não descobriu nada. Como já estava ficando tarde ela decidiu entrar, a sua mãe não permite que ela fique fora da mansão até as 17 horas.

Notas finais
Comentem! No próximo capitulo vai mostrar o porquê desse amuleto ser especial. ;)