Notas iniciais
Desculpa a demora. Feliz Ano Novo.

Assim que Isabel entrou viu sua mãe, Laura. "Droga" pensou enquanto andava em sua direção.

–Olá, mamãe. Bem-vinda ao lar. -Disse fazendo reverência.

Laura trabalha como empresária da "Imobiliária Montenegro", cargo anteriormente ocupado por seu esposo e pai de Isabel, Carlos Montenegro, agora falecido.

–"Olá"?! "Olá" nada. Você está imunda, olhe só esse short! Eu já falei que você está mocinha demais para ficar aí brincando de se melar. -Falou a olhando dos pés a cabeça. -Matilde, Matilde! -Gritou pela empregada chefe.

–Sim, madame? -Respondeu Matilde saindo da cozinha as pressas para ver o porquê de estarem chamando-a.

–Prepare um banho para Isabel.

–Sim madame.

–E quando o jantar fica pronto?

–Em 1 hora, madame.

–Certo. Agora vá, vá. -Disse sacudindo a mão direita, fazendo sinal para Matilde se retirar.

–Com licença. -Matilde falou em reverência e depois se afastou.

–Eu vou para o meu quarto. -Informou Isabel.

–Tudo bem, daqui a pouco o seu banho ficará pronto, depois do banho vá se arrumar para comermos.

–Certo. -Falou e foi em direção a seu quarto.

O quarto de Isabel fica no 2° andar. Por dentro ele é grande e seus móveis de cor roxa com branca; As paredes são roxas, o piso é de madeira e o teto é de gesso com a pintura de um céu à noite; No chão há um tapete peludo roxo ocupando grande parte do quarto; O que mais chama atenção naquele cômodo é o guarda-roupas embutido de 3m de comprimento, branco com borboletas roxas.

Quando Isabel chegou ao quarto sentou-se em sua cama, tirou o amuleto do pescoço e ficou observando-o até escutar alguém batendo na porta, então ela apresou-se e guardou o amuleto, juntamente com seu diário, na única gaveta da pequena cômoda de 49cm, que fica ao lado de sua cama.

–Pode entrar. -Isabel disse levantando-se da cama, ficando de frente a porta.

–Isabel? Seu banho está pronto, minha querida. -Informou Matilde.

–Certo. Obrigada, Matilde.

Matilde saía do quarto quando Isabel pegou-a pela mão fazendo-a voltar para dentro.

–O que foi? O que foi? -Perguntou Matilde enquanto era puxada.

–Xiiiiiiiiii. Não fala alto, vem cá. -Isabel falou enquanto ia se aproximando daquela cômoda de uma única gaveta.

Matilde assentiu, se aproximou de Isabel e observou enquanto ela tirava um medalhão da gaveta.

–O que é isso? Um medalhão?

–Sim, Matilde. Mas um medalhão muito especial. Foi o vovô que me deu.

–O Frederico...? -Matilde falou baixo, como um pensamento. Ela logo reconheceu que Isabel falava de Frederico, pois ele é o único que Isabel chama por "vovô". -E porque esse medalhão é especial? Você pode me dizer?

–Não... Eu não posso te dizer o porquê de ele ser especial porque nem mesmo eu sei. Mas eu confio em você, por isso te contei, quero que me ajude.

–Pois bem, eu vou ajudar como possível. Agora vá logo tomar seu banho, pois daqui a pouco o jantar fica pronto.

–Certo Matilde.

–Vamos, vamos. -Matilde disse saindo do quarto.

Isabel pegou seu roupão de algodão branco e fez como sua mãe ordenou: tomou banho, se vestiu e foi comer.

Enquanto comiam, Laura tentava puxar assunto:

–Então, como vai a escola?

–Estou de férias.

–Ah, claro... Essas escolas dão tantas férias, como eu queria essa moleza!

–Essa escola é uma das mais caras da Inglaterra, por isso tem menos férias do que o resto das escolas... Querer menos férias que isso só num internato.

–Um internato... Boa ideia.

–Não, mãe! Eu falei brincando! -Isabel falou assustada com medo de ter colocado mesmo essa ideia na cabeça de Laura.

–Já sei, o que acha de aulas de violino?

–Na verdade eu prefiro piano...

–Ótimo, então vai ser piano. Logo arrumarei um ótimo professor para você.

–Certo, vou subir para meu quarto, com licença. -Isabel falou se levantando e indo para o quarto.

–Tá vendo, Matilde? Eu sempre tento ser a melhor mãe do mundo, mas ela nem se importa! Que menina ingrata!

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Após uma longa noite de sono, Isabel Montenegro estava de volta ao quintal, ao lado oeste da mansão, para tentar descobrir o mistério daquele amuleto.

Enquanto ela observava o medalhão, percebeu que havia um botãozinho ao lado esquerdo dele, ela apertou o botão e de repente se viu em um lugar a céu aberto, mas o céu tinha uma cor estranha, como se tivessem passado mais uma camada de azul por cima da lua e das estrelas; A lua estava cheia, mesmo não estando em época de lua cheia; As estrelas estavam maiores e em maior número; As árvores estavam sem folhas, mesmo não sendo outono; O chão, além de estar coberto com as folhas das árvores, era de uma areia muito macia.

Foi quando Isabel percebeu que está em alguma floresta, e essa floresta está repleta por alguns cristais que parecem brotar do chão, iluminando tudo em azul.

"O quê? Mas como?" Pensou ela imediatamente.

Notas finais
Então, vocês acham que o medalhão faz o que? Comentem!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.