O Mistério do Colégio
3 Conheço a Sra. Doods
Não podia acreditar que já tínhamos chegado na nova casa, eu pensei que teria um tempo para me preparar psicologicamente, fisicamente, emocionalmente, mas parece que não.
Quando eu estava quase entrando na casa, vejo uma menina passar de bicicleta — ela era ruiva, olhos castanhos, corpinho de modelo, igual a Tati, mas ela era ruiva, e era tão fofinha.
–Se babar mais vai inundar a rua – diz meu pai rindo – Anda, me ajuda a colocar os móveis dentro de casa.
–To indo pai — respondo.
A casa não era tão feia, era uma casa de material, dois andares, a sala era grande o bastante para criar um elefante em casa.
–Vai ver seu quarto- Diz minha mãe.
–Ta, mas, onde é?
– La em cima, o único quarto de cima.
–O que? Eu tenho um andar só pra mim – Pergunto empolgado
–Sim, mas...
Não a deixo terminar, corro imediatamente para meu quarto. Quando entro não acredito, ele é enorme, dava pra criar outro elefante lá dentro, é maior do que o meu quarto na casa antiga, mas, não é tão bom quanto ele, mas é grande. Pego meus fones de ouvido, coloco no ouvido, obviamente, e está tocando Green Day- Já disse que amo Green Day?- Mal coloco os fones e minha mãe bate na porta.
–Gabriel, vamos visitar sua escola nova?- Na verdade não foi uma pergunta, foi mais uma ordem questionativa.
–Sim, mãe já estou descendo.
* * *
Quando chegamos ao colégio, me assustei, eu estava entrando em um castelo
–Por acaso vou estudar na era medieval?- Pergunto debochando.
–Vai Gabriel!– Responde minha mãe braba.
Percebo uma mulher se aproximando, gordinha, aparenta ter uns 50 anos, veio com um sorriso no rosto, que estava na cara que era falso.
–Olá! – Diz a Senhora sorrindo – Sou a Senhora Doods, e sou a diretora do colégio, você deve ser o Gabriel, o aluno novo de São Paulo.
–Sim, sou eu – Forço um sorriso.
Ela começa a falar algumas palavras, certamente sobre o colégio, mas não presto atenção, presto atenção em uma menina, a mesma que vi andando de bicicleta na minha rua. Ela está conversando com umas amigas, ela diz alguma coisa para elas e todas olham para mim e soltam uma risadinha, fiquei com vergonha, será que estou sujo? Meu cabelo está bagunçado? Ou eu sou simplesmente um idiota?
–Bem, isso foi só um pouquinho da nossa escola – Conclui a Senhora Doods – Vamos à minha sala para conversamos mais sobre o colégio.
–Vamos filho? — Convida minha mãe
–Ele não precisa vir se quiser- Diz Senhora Doods – Ele pode ficar aqui e se enturmar com os outros alunos.
–Isso! Acho bem melhor- Digo aliviado.
Não queria passar mais 15 minutos andando com meus pais e com a diretora.
Começo a caminhar pelos corredores e vejo uma sala cheia de fitas policiais, e pintada de preta, com uma placa que não permitia aproximação, porém aquela sala me intrigou. tento entrar na sala, mas ela estava trancada para a minha decepção
Vou para a sala da diretora e vejo-a conversando com meus pais, bato na porta e entro.
–Então fez alguns amigos? – Questiona ela.
–Só alguns – Minto — Mas, vi uma porta preta e com fitas policiais, fiquei curioso e vim perguntar o que tem lá dentro.
–Nada de mais só alguns materiais de limpezas e uns livros velhos- Responde ela – Bem é isso, vejo você amanhã no colégio, antes de entrar para a aula, passe aqui para eu te explicar as normas do colégio.
–Ok, amanhã estarei aqui.
Saímos da sala dela e vamos para o carro. Essa história está mal contada, mas deve só ser coisa da minha cabeça mesmo.
Quando chegamos à nova casa, decido tomar um banho e vou dormir.
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