Sozinha vagueei e num sitio lá muito distante encontrei algo que não sei bem explicar o que é, ou se é real.

Tento descobrir que coisa brilhante é aquela, que encadeia a minha visão e me pede gentilmente que me aproxime.

Tento chegar a esse fado tão comprometedor, porém a sua luz continua a cegar-me e terei de dizer:

- Acalma esse teu doce brilho e deixa-me alcançar-te!... — gritei.

Subitamente obtenho resposta:

- Muito bem, deixar-te-ei ver-me!

Foi então que a sua iluminação estonteante me permitiu seguir caminho.

Com uma enorme dificuldade, olho e vejo a tua doce figura masculina, é então que com um enorme espanto pergunto:

- Que fazes tu aqui?

- Eu? Eu estou aqui à tua espera, sempre estive! — afirmou.

- Se sempre estiveste aqui à minha espera, porque nunca te consegui ver?

- Eu permanecia adormecido no teu corpo, no teu coração e como desconheces o poder de amar, não me vias.

-Então estás aqui para me ensinar a amar? — perguntei com extrema confusão.

- Afirmativo! — acenou esperando que lhe desse uma resposta.

- Então ensina-me! Eu quero aprender!

Este ser que mais se parecia com um anjo, disse-me que primeiro que tudo tenho de ter amor próprio e saber respeitar-me.

Contudo, interrogava-me sobre o significado das suas palavras, por isso, tomei como um enigma...

Terei que partir para a descoberta, sendo que será um longo caminho a percorrer...

Será o primeiro passo proteger-me daquelas falsas amizades?

Terei que parar de ver a multidão a rebaixar-me?

É uma boa opção a seguir, de seguida, coloquei-lhe essas perguntas, sendo que ele me respondeu:

- Se o fizeres, estarás pronta para conhecer o amor pelos outros.

Tendo em conta que é um rumo complicado, terei que prever com perfeição as minhas escolhas e não cometer um equívoco.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.