O Mistério de Endersville

2 O Primeiro Assassinato


“O Dia do Silêncio”

–... Mas que droga é essa?- Eu disse gritando.

– Mas que barulho filha!- Meu pai disse levantando, com os olhos vermelhos.

– Eu descobri oque está escrito, mas não entendi o recado, só está dizendo “O dia do Silêncio”.

– O Dia do Silêncio é um filme antigo. — Disse Nicholas já acordado.

– E do que se trata esse filme?- Eu disse curiosa.

– Bem, não é nada demais, fala sobre duas irmãs mudas, que toda Quinta-Feira saiam de casa para ir brincar, mas não voltaram mais da ultima vez.

– Nossa, que triste. – Disse meu pai sem esconder que estava confuso.

– Tudo bem, mas oque isso tem a ver com oque está acontecendo aqui na cidade? – Eu disse furiosa.

– Calma garota, temos que voltar agora para a casa, já está amanhecendo. –Nicholas disse.

– Ele está certo, vamos. – Meu pai disse levantando os braços e pegando nossas coisas.

Caminhamos de volta pelo mesmo caminho, mas notamos que os carros estavam em lugares diferentes e na parede da Padaria da cidade estava escrito “PARE“, mas aquilo não tinha nenhum sentido a padaria ficava numa esquina, o único som que escutávamos era dos Pássaros na rua, mas de repente , tudo parou os pássaros se agitaram e voaram, escutamos alguns barulhos parecia um carro, nos escondemos e esperamos, e do nada surgiu um carro preto passando bem lentamente, os vidros estavam fechados e não conseguíamos ver quem estava dirigindo.

Depois de um tempo de caminhada, chegamos a casa onde estavam as pessoas refugiadas, discutimos sobre o bilhete e não achamos uma conclusão, meu pai mandou eu ir até a nossa casa ver como estavam as coisas por lá, cheguei e percebi que a janela estava aberta, quando entrei todos pareciam normais, mas estavam dormindo e não queriam acordar, notei uma música parecia um violino, estava vindo do 2 andar, me aproximei e vi um homem alto com um chapéu, terno e uma máscara, ele olhou pra mim, eu estava morrendo de medo, e então ele me disse:

– Olá Senhorita, aceita uma xícara de café?

Sem pensar duas vezes corri da casa, tentei acordar meu irmão, mas ele parecia estar em sono profundo, sai da casa em busca do meu pai. Contei a todos oque eu tinha visto, retratei o homem, ninguém nunca viu um homem da estatura dele, todos eram baixos na cidade. Mas ai o telefone tocou.

– Que barulho é esse? Parece um telefone. – Meu pai disse surpreso.

– É um telefone! – Disse uma moradora.

– Mas como as linhas telefônicas não estão pegando! – Eu disse.

Todos ficaram esperando alguém pegar o telefone e atender, mas ninguém teve a coragem, então o telefone parou. Mas aconteceu o pior uma mão na janela, uma sombra negra e uma voz então falou:

– É feio ignorar novos amigos. – Disse o mesmo homem que eu havia visto com um tom sarcástico.

Ninguém novamente falou nada, e então eu me toquei que o Nicholas não estava na casa. Então de repente um sangue escorreu pela janela, e uma cabeça voou, todos observaram aterrorizados, e eu gritei:

– Nicholas!

Meu pai abriu a porta e estava lá o corpo de Nicholas, mas a cabeça já não estava lá, e então se ouviu uma gargalhada já longe dali. Era o primeiro assassinato que eu via, fiquei em estado de choque, eu não conseguia mais levantar e fiquei perto da mesa da casa, apenas sentada e olhando pro nada.

– Esse não é o fim, não se preocupe. – A voz dizia, mas essa me parecia familiar...

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.