Eu sou Judith, tenho 23 anos, estou voltando pra casa, passei anos tentando me formar, a minha cidade natal era pequena, só conhecia meu pai e meu irmão Jonas, minha mãe havia morrido em um acidente de carro quando eu tinha apenas 7 anos, cheguei em casa ansiosa para rever meu irmão, conversei muito com os dois, mas estava muito cansada e fui dormir, durante a noite ouvi alguns barulhos pela janela e na casa, não liguei e voltei a dormir.

No outro dia, acordei e fui à sala, procurei todos, mas não tinha ninguém em casa, não me importei e fui passear um pouco, carros abandonados, casas totalmente fechadas, parecia não haver ninguém naquela cidade, sinto umas pedrinhas me acertarem e procuro quem as jogou, era meu irmão escondido atrás de um carro, me chamou, eu fui assustada sem saber onde estavam os outros.

Meu irmão parecia tenso, chorando me disse que a maioria da população da cidade sumiu sem explicação alguma, papai estava com um amigo e Aron veio ver se eu estava bem, ele me contou que escutaram pessoas gritando, mas depois de olhar tudo não acharam nada, perguntei por que ele me deixou em casa, ele disse que era o lugar mais seguro e que nós deveríamos voltar.

Sua amiga Clair viria conosco seus pais haviam sumido, mas ela foi deixada em seu quarto e disse não ter ouvido nada, sem rastros e nenhuma casa dos desaparecidos, o medo tomou conta de mim, mas não podia demonstrar isso, mandei meu irmão ir para casa com sua amiga, e eu fui falar com meu pai.

Papai estava numa casa próxima com alguns moradores tentando entender oque estava acontecendo, falei a ele:

- Pai, Pai, oque está havendo?!-Disse desesperada

-Filha, vá para casa, isso aqui está muito sério, não é assunto para crian...

- Eu já sou maior de idade, estou querendo ajudar, o senhor não tem o direito de me deixar de fora de tudo isso!-Eu o interrompi.

- Está bem, não sabemos de nada ainda, só achamos um bilhete e a maioria das casas estava trancada, mas sem ninguém dentro, todas as pessoas que restaram estão aqui e lá em casa.

- E oque está escrito no bilhete?- Disse um rapaz atrás de mim.

- Não sei, está escrito em uma escrita muito diferente, não parece ser daqui.

- Vamos procurar na internet então. — Disse o rapaz.

- Estamos sem internet, nada está pegando e os telefones estão sem sinal, só temos carros, armas e comida. – Meu pai disse meio desamparado.

- Mas não adianta, não sabemos com quem ou do que estamos falando. -Eu disse.

- Vamos à biblioteca, de repente, achamos a letra em algum livro. – O rapaz disse desesperado.

- Fica daqui a 6 quadras, não sabemos se é um assassino profissional, não posso arriscar mais pessoas. – Disse o meu pai.

- Eu vou, só preciso de um pequeno grupo de pessoas. – Eu disse mesmo assustada.

- Eu irei com a garota, só preciso de uma arma. – O garoto disse.

- Eu vou com vocês então, o resto fique aqui por segurança, tranquem a casa e não abram pra ninguém além de nós, mande alguém avisar isso a outra casa, nós voltaremos antes do próximo dia. – Meu pai disse decidido.

Era fim de tarde, fomos a pé para evitar barulho, eu estava muito assustada e o garoto também, meu pai quebrou o silêncio e perguntou:

- E então garoto, nunca o vi por essas bandas, qual o seu nome?

- Meu nome é Nicholas senhor, eu não sou daqui, estou de férias, vim passar uns dias com meu tio, o Silva.

A conversa foi quebrada com um grito assustador vindo de um pouco longe, corremos para a casa mais próxima e vimos uma sombra por cima dos telhados, assustados resolvemos acelerar nossos passos e chegar à Biblioteca. Quando chegamos, o salão estava sem energia, mas Nicholas havia trazido uma lanterna, e então procuramos a escrita misteriosa nos livros, até que eu achei, era Árabe, resolvemos dormir ali mesmo, já era tarde da noite.

Com sono eu resolvi logo decifrar oque estava escrito e com apenas algumas palavras, constatei que estava escrito:

“O dia do Silêncio“.