O Mistério das 41 Portas

1 Inglaterra,aí vamos nós!


Notas iniciais
Boa leitura!

Narração: Kate Poirot

"Ai,meu Deus.",pensei comigo mesma,apreensiva para ver o quadro de alunos aprovados do 9° Ano.

Me aproximei perto daquele enorme quadro e percorri meu dedo sobre os nomes dos meus colegas de classe até chegar no nome "Kate Poirot."

- Aprovada! — exclamei.

Peguei minhas coisas e fui até o dormitório das meninas.Uma descrição? Tenho a pele branquinha,cabelo escuro e os olhos azuis.Sou ótima em química e física.Nessas férias pretendo visitar meu pai,um cara baixinho e gorducho que nem parece ser um detetive.

Entrei no meu quarto e peguei a mala verde-musgo da escola. As garotas populares,ou seja,as patricinhas entraram no quarto bem na hora que eu ia tirar minhas roupas do armário.

-Ei,Ash! — a ruiva exclamou. — Essa daí não é a órfã que tem um pai feio e fedido?

- Meu pai não é isso aí que você citou.Pelo menos não fui eu que colei na prova de química e física,chantageando um nerd.

- Ops! — Ash,a morena colocou a mão na boca,em sinal de surpresa. — Além de tudo é invisível!

Elas mexeram aonde não deviam.

-Não me importo com vocês. O resto que fica na feira não me importa. Ei, Lucy,já viu como seu cabelo é manchado como uma banana? — eu retruquei.

- O quê? — Lucy exclamou,choramingando. — Vamos ver isso AGORA!

Elas saíram em pulinhos e eu caí na gargalhada. Continuei arrumando minha mala e depois fui até a saída.

-Inglaterra,me aguarde. — eu sussurrei,quando me vi fora da escola.

Narração: Henry Holmes

- Bom dia,seu dorminhoco. — uma voz masculina me acordou. — Levante-se logo,temos visitas.

-Pai,mais só cinco...

- Nada disso! — meu pai deu de ombros ao meu pedido. — Hospedaremos aqui em nossa residência Hercule Poirot,um renomado detetive da Bulgária e sua filha.

- Eba. — eu disse. — Deixe eu me trocar.

Meu nome é Henry. Tenho os cabelos loiros e os olhos verdes. Sou a preguiça em pessoa nas férias.Meu pai saiu do quarto e eu peguei a minha camisa branca,uma calça social e um colete qualquer.Me vesti e fui para a cozinha.

- Bom dia,Henry. — Irene Adler me dirigiu a palavra.

- Oi,Irene. — eu disse,pegando uma maçã.

- Creio que saiba da novidade.

Assenti e segui para fora da cozinha.Na sala,John e meu pai conversavam sobre histórias velhas e blá-blá-blá.

Fui olhar as correspondências matinais e vi uma carta de Hercule Poirot para meu pai.Decidi abri e do nada vi Irene me encarando.

- Pegando carta dos outros,Henry? Que feio...

- Afe,Irene... — ri.

- Me dê isso. — Ela riu. — Vou entregar ao seu pai.

Notas finais
Espero que tenham gostado.