O Mistério da Gueixa
4 A Lenda do Guerreiro ea Gueixa
"Min Ho-sama, vêm"
O rio descia na montanha, assim como as duas crianças, as flores de cerejeira corriam pelo rio. As duas crianças sob a cerejeira, deitadas olhando o céu.
"Mako-chan me de sua mão"
O menino disse, e a menina não hesitou, de mãos dadas sob a árvore.
"Minha mãe vai me transformar em uma gueixa, serei linda e graciosa, aprenderei a dançar e a tocar"
"Mas assim nós não vamos nos casar"
"Claro que vamos! Você vai ser um guerreiro e eu uma linda gueixa, quando você voltar da guerra eu dançarei para você ficar feliz"
O menino não estava convencido.
"Mako-chan, você se casará comigo?"
"Claro que vamos nos casar!"
O menino sentou.
"Eu digo agora, sob o céu e os deuses, sob essa árvore, Mako-chan aceita ser minha esposa, até os fins dos tempos?"
A menina se sentou olhou para o menino.
"Sim"
O menino a olhou feliz.
"Você não pode ficar com mais ninguém"
A menina riu.
"Nem você"
Então tudo caiu em cinzas, a guerra separaria as duas crianças, o garoto se tornou mais um guerreiro naquela guerra sangrenta, a menina virou uma gueixa, a mais bela da cidade, quando o exército voltou a cidade, o garoto foi em várias casas de chá atrás de sua menina, quando ele a achou nem ele a reconheceu.
"Min Ho-sama, é você?"
Uma bela mulher veio em sua direção, baixa, apesar de parecer alta por conta de seu salto de madeira, vestia um kimono verde, pó de arroz em seu rosto e a tinta em seus lábios.
"Mako-chan"
Foi a palavra que a fez sorrir.
"Sim, espere um pouco"
Ela foi em direção a um velho e lhe falou algo, ambos riram, ela fez uma reverencia e veio na direção do soldado. O guerreiro estendeu o braço para a jovem gueixa que logo segurou, a mais baixa abriu a sombrinha para proteger ambos da gélida neve que caía.
"Quem era aquele homem?"
Ela riu.
"Está com ciúme?"
Dessa vez ele que teve quer rir, apesar do leve brilho de preucupação ter respondido a sua pergunta.
"Você ainda lembra do nosso amor?"
Ela parou de andar.
" Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração"
Min Ho não pensou e a beijou, Mako não hesitou e de imediato cedeu e uma lágrima borrou seu pó de arroz, depois do beijo ela o abraçou e por um tempo ninguém ousou falar. Ela enxugou as lágrimas, tirando ainda mais o pó de arroz.
"Por isso gueixas não devem chorar"
"Já sofremos de mais por esse amor"
" Acho que ninguém pode falar da dor enquanto ainda a sofre"a pequena morena segurou as mãos do mais alto"Abandone o exército, e eu também vou sair da casa de chá, vamos ser camponeses!"
O olhar dela era só esperança.
"No fim da guerra eu irei contigo"
Ele tocou o rosto dela.
"Isso não tem fim por isso se chama guerra, ela nunca acaba, apenas tem uma pausa"
Ele a beijou rapidamente e sorriu.
"Eu sairei pela manhã"
Nem tudo na vida é como se deseja, finais felizes são feitos para contos de fada e a realidade é um horror, mas essa historia ainda não acabou, eles viverão felizes por um tempo até o cerco que houve sobre a cidade, Min Ho estava no campo e viu sua vila queimar, ele correu, mas já era tarde, sua esposa jazia no chão, o kimono ensanguentado, o pobre homem chorou aos deuses por dias para trazerem sua amada de volta e eles fizeram, disseram que ela iria voltar em outro tempo, em outra vida, mas os deuses tem seus caprichos, a guerra dos homens são sua diversão, fizeram com que o assassino que a matou também voltasse. Com a imortalidade até hoje ele a procura.
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