O Mistério De Alyson Murray
3 Capítulo 3 - A vingança - Madison
Notas iniciais
Nesse capítulo, temos a introdução e a narração sob o ponto de vista de outra personagem: Madison.
Madison é basicamente... Não, acho que não vou contar quem ela é. (Muahaha - sóqn)
Enfim, essa vai ser a graça do negócio por enquanto: Não saber quem é Madison e qual sua ligação com as outras personagens.
De qualquer forma, acho melhor eu ficar quieta agora e deixar você tirar suas próprias conclusões e suspeitas.
Anyway, espero que gostem, e boa leitura! ^^
Ao abrir os olhos, Madison sabia exatamente o que tinha de fazer. E faria isso, sem nenhum remorso. Aquele ser desprezível e imundo pagaria por tudo o que já fez ou pensou em fazer de errado nessa vida.
Levantou-se de onde estava e foi caminhando para a porta. As garotas a olhavam de olhos arregalados.
- Aonde você vai?! – perguntou a mais velha.
Madison não respondeu. Apenas continuou andando, sendo seguida pelos olhares curiosos e surpresos das garotas.
Lá fora, encontrou o homem, olhando enfurecido parar ela. Tinha o rosto vermelho por causa das queimaduras, mas nada tão grave. Ele tinha vontade de atacá-la, ela podia ver isso. E só não fazia isso por que ela não deixava.
- Aonde pensa que vai, garota insolente! – gritou – Você acha que vai se safar pelo que você e suas amiguinhas fizeram?! – ele tentou avançar na garota, mas não conseguiu.
Passou por ele com um sorriso de divertimento no rosto – sim, ela se divertia muito com o total desespero do homem ao perceber que não podia sair do lugar (apesar dele tentar não deixar transparecer, estava sim desesperado) -, e foi até o escritório. Deixou que ele a seguisse, mas se tentasse atacá-la, não conseguiria se mover.
Assim que os dois estavam no escritório, as outras garotas olhando do lado de fora, Madison finalmente disse:
- Na verdade, meu caro, sou eu quem deve lhe dizer isso. — falou ela, com uma voz adulta e de forma tão formal para sua idade, que fez todos se espantarem – “Acha mesmo que vai se safar pelo que fez?” – pergunta, com tom irônico, usando as palavras que o homem dissera há pouco.
- Mas que merd... – começou a dizer o homem, mas foi interrompido.
- Han, han! Calado! – Madison fez com que parasse de falar – Você vai ficar bem quietinho aí, para o seu próprio bem.
O homem caiu na gargalhada. Era uma risada forçada, mas ele deixou bem claro que achava ridículo uma garotinha tentar ter alguma autoridade sobre ele.
- Acha engraçado? – o tom irônico e desafiador não abandonava a voz de Madison – Veremos o que vai achar quando estiver implorando por misericórdia. Então, franziu o cenho e inclinou levemente a cabeça, como se estivesse considerando algo. – Ah, esquece! Para você nem existe mais misericórdia. – disse – Pra quê enrolar mais? Vamos acabar logo com isso – falou por fim, com um sorriso perverso no rosto.
Infelizmente para o homem, ela não estava brincando.
Quando foi falar alguma coisa, ele não conseguiu. Sua voz não saia, e percebeu que não conseguia respirar.
- Já sentiu como é ter um ataque de asma? – perguntou Madison sarcasticamente – É quase como o que você está tendo agora. A diferença, é que um ataque de asma pode ser superado. A perda do pulmão, não.
O homem arregalou os olhos, já começava a ficar roxo, a visão perdia a nitidez e suas pernas ficaram fracas, fazendo-o cair de joelhos. Colocava as mãos no pescoço, tentava de todo jeito inspirar ar para dentro. Mas, afinal, era impossível respirar sem um pulmão.
Por fim, caiu deitado no chão, tudo foi ficando distante, e a última coisa que pôde ouvir foi a voz da garota a sua frente, dizendo:
- Não se preocupe. Depois eu te devolvo seus pulmões imundos e contaminados pelos seus queridos charutos.
E então a vida do homem se foi. Madison tinha sua vingança, e estava satisfeita. Tudo teria acabado, se não fosse o fato de ter gostado. Gostou de se vingar, gostou de estar na liderança. E adorou ter finalmente controlado este corpo, sozinha, e ter feito o que queria sem ninguém pra lhe impedir.
- Eu posso me acostumar a isso – com um sorriso, murmurou para si mesma.
Então voltou à seu canto, na escuridão de uma mente traumatizada.
Notas finais
A questão, meu caro leitor, é que você ainda não viu nada.
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